A negociação entre a Prefeitura de Forquilhinha e a companhia aérea Azul será retomada neste mês. A empresa é a grande aposta da administração pública para operar voos comerciais no Aeroporto Diomício Freitas, estabelecendo conexão com o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
O principal motivo da negociação ter esfriado no ano passado foi o processo de recuperação judicial da Azul, que durou cerca de nove meses e foi concluído na última semana. Isso possibilita que a companhia retome as prospecções de mercado, incluindo Forquilhinha.
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Quem explica é o diretor de Relações Institucionais do Aeroporto Diomício Freitas, Luiz Carlos Machado, em entrevista ao portal 4oito.
“Logo que nós começamos as negociações e apresentamos uma proposta para a Azul, ela entrou em recuperação judicial e não tinha ainda noção de como iria conduzir isso. Eles fizeram um enxugamento muito grande, cortando algumas rotas deficitárias e pararam o processo de expansão”, revela.
Dentro desse projeto de expansão, estava a negociação com Forquilhinha. E aqui vale dizer que o “congelamento” das tratativas não teve como foco a estrutura do Diomício Freitas, que vem recebendo grande volume de investimento para consolidar um processo de modernização.
“Em momento algum a Azul fechou as portas para Forquilhinha ou encerrou a negociação. Só que acabou não progredindo por motivos internos deles, que foram obrigados a se reestruturar”, argumenta.
Na última semana, Machado participou de uma videoconferência com o CEO da Azul, John Rodgerson, e ficou otimista com o resultado da reunião. A ideia agora é levar as tratativas, que são tocadas em nível institucional, para a direção.
“Estamos com essa expectativa de que as negociações vão passar a andar novamente. Como eu disse, a Azul nunca fechou as portas, nunca disse não para a Forquilhinha, mas também não pôde dizer sim pelo momento interno que ela vivia”, explica.
Operação projetada com aeronave para 72 passageiros
A configuração atual do aeroporto e a negociação com a Azul indicam qual aeronave deverá atuar no Diomício Freitas, caso o plano da Prefeitura de Forquilhinha se concretize. Será um ATR 72, com capacidade para 72 lugares.
A rota para Campinas é pensada de forma estratégica, já que o terminal de Viracopos permite conexão com escalas nacionais e internacionais, aumentando a viabilidade da parceria. A estimativa é que o Aeroporto Diomício Freitas receba mais de 50 mil passageiros por ano.
“Esse aeroporto tem história, já teve três voos diários de Fokker 100 para São Paulo, com 109 passageiros cada um. Já foi um aeroporto extremamente movimentado e se fizermos uma operação diária com voos de Embraer, podemos chegar tranquilamente a 55 mil passageiros por ano. É bastante coisa”, sustenta.
Aeroporto Diomício Freitas está pronto para receber voos comerciais
O Aeroporto Diomício Freitas vem recebendo investimentos para a melhoria da infraestrutura. O Governo do Estado aportou quase R$ 20 milhões na recuperação da pista de pouso e decolagem, do acesso aos hangares e do taxiway.
Outro investimento importante foi a aquisição do equipamento Indicador de Trajetória de Aproximação de Precisão (Papi). Trata-se de um conjunto de luzes na cabeceira da pista, que auxilia no pouso e será reinstalado.
O Papi é um equipamento avançado para redução de restrições operacionais causadas por nevoeiros ou baixa visibilidade.
O terminal de passageiros, que será completamente revitalizado e ganhará arquitetura alemã, já está apto a receber a operação antes mesmo da reforma, necessitando apenas de um detector de raio-x.
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