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Azul encerra recuperação judicial e reacende negociação por voos comerciais em aeroporto de SC

Tratativas esfriaram durante a reestruturação da companhia, mas a Prefeitura de Forquilhinha espera viabilizar voos comerciais

Por Thiago Hockmüller Criciúma, SC, 02/03/2026 - 06:20
ATR 72 da Azul pode voltar a operar voos no Aeroporto de Forquilhinha | Foto:  Azul/divulgação/4oito
ATR 72 da Azul pode voltar a operar voos no Aeroporto de Forquilhinha | Foto: Azul/divulgação/4oito

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A negociação entre a Prefeitura de Forquilhinha e a companhia aérea Azul será retomada neste mês. A empresa é a grande aposta da administração pública para operar voos comerciais no Aeroporto Diomício Freitas, estabelecendo conexão com o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

O principal motivo da negociação ter esfriado no ano passado foi o processo de recuperação judicial da Azul, que durou cerca de nove meses e foi concluído na última semana. Isso possibilita que a companhia retome as prospecções de mercado, incluindo Forquilhinha.

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Quem explica é o diretor de Relações Institucionais do Aeroporto Diomício Freitas, Luiz Carlos Machado, em entrevista ao portal 4oito.

“Logo que nós começamos as negociações e apresentamos uma proposta para a Azul, ela entrou em recuperação judicial e não tinha ainda noção de como iria conduzir isso. Eles fizeram um enxugamento muito grande, cortando algumas rotas deficitárias e pararam o processo de expansão”, revela.

Aeroporto Diomício Freitas pode restabelecer parceria com a Azul | Foto: Thiago Hockmüller/4oito

Dentro desse projeto de expansão, estava a negociação com Forquilhinha. E aqui vale dizer que o “congelamento” das tratativas não teve como foco a estrutura do Diomício Freitas, que vem recebendo grande volume de investimento para consolidar um processo de modernização.

“Em momento algum a Azul fechou as portas para Forquilhinha ou encerrou a negociação. Só que acabou não progredindo por motivos internos deles, que foram obrigados a se reestruturar”, argumenta.

Na última semana, Machado participou de uma videoconferência com o CEO da Azul, John Rodgerson, e ficou otimista com o resultado da reunião. A ideia agora é levar as tratativas, que são tocadas em nível institucional, para a direção.

“Estamos com essa expectativa de que as negociações vão passar a andar novamente. Como eu disse, a Azul nunca fechou as portas, nunca disse não para a Forquilhinha, mas também não pôde dizer sim pelo momento interno que ela vivia”, explica.

Operação projetada com aeronave para 72 passageiros

A configuração atual do aeroporto e a negociação com a Azul indicam qual aeronave deverá atuar no Diomício Freitas, caso o plano da Prefeitura de Forquilhinha se concretize. Será um ATR 72, com capacidade para 72 lugares.

A rota para Campinas é pensada de forma estratégica, já que o terminal de Viracopos permite conexão com escalas nacionais e internacionais, aumentando a viabilidade da parceria. A estimativa é que o Aeroporto Diomício Freitas receba mais de 50 mil passageiros por ano.

Aeroporto de Forquilhinha pode receber cerca de 50 mil passageiros por ano | Foto: Thiago Hockmüller/4oito

“Esse aeroporto tem história, já teve três voos diários de Fokker 100 para São Paulo, com 109 passageiros cada um. Já foi um aeroporto extremamente movimentado e se fizermos uma operação diária com voos de Embraer, podemos chegar tranquilamente a 55 mil passageiros por ano. É bastante coisa”, sustenta.

Aeroporto Diomício Freitas está pronto para receber voos comerciais

O Aeroporto Diomício Freitas vem recebendo investimentos para a melhoria da infraestrutura. O Governo do Estado aportou quase R$ 20 milhões na recuperação da pista de pouso e decolagem, do acesso aos hangares e do taxiway.

Pista do Diomício Freitas foi revitalizada | Foto: Thiago Hockmüller/4oito

Outro investimento importante foi a aquisição do equipamento Indicador de Trajetória de Aproximação de Precisão (Papi). Trata-se de um conjunto de luzes na cabeceira da pista, que auxilia no pouso e será reinstalado.

O Papi é um equipamento avançado para redução de restrições operacionais causadas por nevoeiros ou baixa visibilidade.

O terminal de passageiros, que será completamente revitalizado e ganhará arquitetura alemã, já está apto a receber a operação antes mesmo da reforma, necessitando apenas de um detector de raio-x.

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