Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!

Financiamento da casa própria fica mais caro no Bradesco; veja os juros

Banco elevou taxa mínima de 11,7% para 15% ao ano após turbulência no mercado financeiro

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 28/10/2026 - 14:46 Atualizado há meio minuto
Mudança pode elevar o valor das prestações e o custo total dos novos financiamentos, especialmente em contratos de longo prazo | Foto: Seeb/Divulgação/Reprodução CNN/Arquivo 4oito
Mudança pode elevar o valor das prestações e o custo total dos novos financiamentos, especialmente em contratos de longo prazo | Foto: Seeb/Divulgação/Reprodução CNN/Arquivo 4oito

Quer receber notícias como esta em seu Whatsapp? Clique aqui e entre para nosso grupo

Quem pretende financiar a casa própria pelo Bradesco poderá encontrar condições mais caras a partir desta semana. O banco elevou de 11,7% para 15% ao ano a taxa mínima de juros de determinadas linhas de crédito imobiliário residencial, além da Taxa Referencial (TR). O aumento de 3,3 pontos percentuais ocorreu na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais.

A mudança pode elevar o valor das prestações e o custo total dos novos financiamentos, especialmente em contratos de longo prazo. Apesar do reajuste, outras instituições financeiras ainda não anunciaram aumentos semelhantes, conforme levantamento publicado pelo portal InfoMoney nesta quarta-feira (28).

LEIA MAIS

O movimento ocorreu durante um período de forte oscilação no mercado financeiro, marcado pela alta dos juros futuros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Bradesco atribuiu a atualização das condições ao aumento das taxas praticadas no mercado.

O que muda para quem quer financiar um imóvel?

A principal consequência da elevação dos juros é o encarecimento do crédito. Quanto maior a taxa aplicada, maior tende a ser o valor pago pelo comprador ao longo do contrato.

No caso do Bradesco, a taxa mínima divulgada para determinadas modalidades residenciais passou a ser de 15% ao ano, acrescida da TR, índice utilizado na correção de financiamentos imobiliários.

O percentual, entretanto, não significa que todos os clientes terão exatamente as mesmas condições. Segundo o banco, as taxas finais são definidas individualmente, levando em consideração fatores como o perfil do cliente e as características da operação.

O aumento divulgado também não significa uma alteração automática dos juros de contratos já assinados. Para quem possui financiamento em andamento, continuam valendo as condições previstas no contrato, inclusive os critérios de atualização das prestações.

Taxa mínima divulgada para determinadas modalidades residenciais passou a ser de 15% ao ano | Foto: Canva/4oito

Outros bancos também vão aumentar os juros?

Até o momento, o reajuste do Bradesco não foi acompanhado por anúncios semelhantes das demais instituições consultadas.

O Santander informou que continua oferecendo financiamentos imobiliários com taxas a partir de 11,69% ao ano, acrescidas da TR. O banco afirmou que acompanha os indicadores econômicos e avalia possíveis mudanças nas condições do mercado.

O Sicredi, por sua vez, declarou que não prevê reajustes em suas margens de juros neste momento. A cooperativa financeira considera o crédito imobiliário um produto estratégico e pretende manter o crescimento da carteira.

O Itaú Unibanco não havia respondido aos questionamentos até a publicação do levantamento. Já o Banco do Brasil não se manifestou por estar em período de silêncio relacionado à divulgação de seus resultados financeiros.

Diante das diferenças, consumidores interessados na compra de um imóvel podem encontrar condições distintas entre as instituições. Além da taxa de juros, é importante comparar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne também seguros, tarifas e outros encargos.

Por que o Bradesco aumentou os juros?

A decisão ocorreu após uma alta expressiva dos juros futuros, indicadores que refletem as expectativas do mercado financeiro para o custo do dinheiro nos próximos anos.

Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula, os investidores reagiram ao resultado eleitoral com maior cautela diante das incertezas econômicas, especialmente em relação às contas públicas.

O contrato de juros futuros com vencimento em janeiro de 2028 passou de aproximadamente 12,86% para 14,82% ao ano. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2031 avançou de 12,64% para cerca de 15,28%.

Essas oscilações são importantes para o financiamento imobiliário porque os bancos precisam captar recursos para emprestar aos compradores.

Parte desse dinheiro vem da poupança, enquanto outra parcela é obtida por instrumentos financeiros, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). Quando as taxas de mercado sobem, o custo de obtenção desses recursos pode aumentar.

Como um financiamento habitacional pode durar 30 anos ou mais, os bancos também consideram as expectativas para os juros futuros ao definir as condições dos novos empréstimos.

Alta dos juros pode ser temporária?

A avaliação de especialistas do mercado imobiliário é de que a mudança do Bradesco pode representar uma reação preventiva à instabilidade financeira observada após as eleições.

O aumento não significa necessariamente que o crédito imobiliário esteja entrando em um período prolongado de encarecimento. Os mercados já demonstravam sinais de acomodação na terça-feira (27), depois das fortes oscilações registradas no primeiro pregão da semana.

Ainda assim, não há garantia de que os juros voltarão aos patamares anteriores. As próximas decisões dos bancos dependerão das condições de financiamento, das expectativas econômicas e da evolução das taxas de mercado.

Para quem pretende adquirir um imóvel, o cenário reforça a importância de pesquisar propostas em diferentes instituições antes de assumir um compromisso financeiro de longo prazo.

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito