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Por que a IA falha nas empresas? Executivo da Dell aponta falta de processo e de dados

Diego Taschin, head de redes da Dell no Brasil, fecha o South Tech Summit na quinta-feira (29), em Criciúma

Por José Demathé Criciúma, SC, 27/10/2026 - 16:59 Atualizado há meio minuto
Diego Taschin, executivo da Dell, fecha o South Tech Summit na quinta-feira (29), em Criciúma | Foto: José Demathé/4oito
Diego Taschin, executivo da Dell, fecha o South Tech Summit na quinta-feira (29), em Criciúma | Foto: José Demathé/4oito

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Cerca de 95% das provas de conceito de inteligência artificial feitas por empresas não chegam à produção. O dado é do executivo de tecnologia da Dell Diego Taschin, head de redes da empresa no Brasil, que fecha o South Tech Summit na quinta-feira (29), em Criciúma.

De acordo com ele, a principal causa é a falta de um processo bem definido antes de a IA entrar em campo. A conversa foi ao ar no programa 60 Minutos, da Rádio Som Maior.

“A inteligência artificial não vai criar um processo, ela vai melhorar o seu processo. Só que você tem que ensinar o processo para depois ela executar. Se não for bem definido, o que vai ser ensinado para a inteligência artificial? Vai ser um processo bagunçado, e aí vai token para o lixo”, explicou.

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Dados e infraestrutura são a parte de baixo do iceberg

Taschin compara a IA a um cérebro: os servidores seriam o cérebro, o armazenamento seriam os neurônios, que guardam os dados, e a rede seria a ligação entre eles. Se os dados não forem estruturados, a resposta sai imprecisa ou lenta, e o projeto acaba rejeitado por quem decide na ponta.

“A prova de conceito é linda, maravilhosa, mas no momento em que vou para a produção nada funciona. Eu tenho a visão do que é factível, porém toda a parte de baixo do iceberg, que é o dado e a infraestrutura, ninguém está vendo”, disse.

Nos projetos da Dell, a prova de conceito deve durar cerca de 90 dias, tempo para entender o processo, rodar, testar, validar e medir custo e escalabilidade. Passado esse prazo, afirma, a maioria não segue adiante. 

Evento acontece no Let’s Drop, em Criciúma, na quarta e na quinta | Foto: Divulgação/GettyImages

IA aberta ou IA interna

Ferramentas abertas como ChatGPT, Gemini e Grok servem para consultas públicas do dia a dia. Empresas, porém, têm dados sensíveis de clientes, financeiros e de vendas que não podem ir para uma plataforma aberta. Por isso, a Dell defende uma IA híbrida: modelos que se conectam a pesquisas externas, e ferramentas como Llama e DeepSearch, usadas para montar uma solução própria ligada ao banco de dados interno, que não é publicado.

“O principal ponto da inteligência artificial para uma empresa chama-se segurança. Ela não pode ter acesso aberto e compartilhar tudo, tem que ser algo granular. Eu tenho que dizer até onde ela pode chegar e o que pode me entregar”, afirmou.

 

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