O Criciúma encerrou a preparação tática para enfrentar a Ponte Preta com uma dúvida importante na escalação. Nos treinamentos realizados na terça e na quarta-feira, o técnico Umberto Louzer testou duas formações diferentes, o que abre a possibilidade de o Tigre iniciar a partida com três zagueiros e modificar o esquema durante o confronto.
No primeiro trabalho tático, na terça-feira, a equipe foi montada com Rodrigo, César Martins e Luciano Castán na defesa. No meio-campo, Fellipe Mateus e Ronald formaram a dupla de volantes, enquanto Willean Lepo e Marcelo Hermes ocuparam as alas. No ataque, Otero, Diego Gonçalves e Yuri Tanque foram os escolhidos.
Já na atividade de quarta-feira, Louzer retirou Rodrigo da defesa e montou a equipe com César Martins e Luciano Castán como dupla de zaga. Gui Lobo foi acrescentado ao meio-campo, formando uma trinca com Fellipe Mateus e Ronald. No setor ofensivo, Jonathan Robert entrou na vaga de Otero, enquanto Nicolas substituiu Yuri Tanque.
A declaração do treinador aos setoristas, na sala de imprensa do CT Antenor Angeloni, reforçou a possibilidade de mudanças durante a partida. Em conversa informal, Louzer mencionou a intenção de preservar opções no banco de reservas para utilizar ao longo do jogo. A leitura dos treinamentos indica que o esquema com três zagueiros pode ser a formação inicial, com a alternativa de uma equipe mais ofensiva, com dois zagueiros, dependendo das circunstâncias do confronto.
O Criciúma enfrenta a Ponte Preta nesta sexta-feira, às 19h30, no estádio Heriberto Hülse, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A atividade da véspera deve ser destinada aos últimos ajustes, com atenção especial às jogadas de bola parada.
Niltinho Rebello prefere formação com dois zagueiros
No programa Ponto Final, o comentarista Niltinho Rebello avaliou as possibilidades e demonstrou preferência pela formação testada na quarta-feira. Para ele, a dupla de zaga deve ser formada por Rodrigo e Luciano Castán, mantendo a parceria que já tem mais tempo de atuação.
“Eu jogava com a dupla que está jogando mais tempo juntos. Eu ia com o Rodrigo e Castán”, afirmou.
No meio-campo, Niltinho também aprovou a presença de Gui Lobo, Felipe Matheus e Ronald. Na avaliação do comentarista, a formação com três jogadores no setor pode dar mais consistência à equipe.
“É uma trinca boa. Eu acho que é importante deixar o meio bem consolidado”, analisou.
Para a função ocupada por Otero na primeira formação, Niltinho escolheu Jhonata Robert. O comentarista também prefere Nicolas a Yuri Tanque para iniciar a partida.
Diego Gonçalves segue como aposta no ataque
Outro ponto debatido foi a permanência de Diego Gonçalves entre os titulares. Apesar das críticas ao desempenho ofensivo do jogador nesta temporada, Niltinho entende que a escolha pode representar uma tentativa de recuperar a confiança do atacante na reta final da competição.
“É uma tentativa de dar confiança talvez ao Diego Gonçalves, para ver se ele consegue”, comentou.
O analista reconhece que o jogador ainda não tem apresentado o rendimento esperado, principalmente na conclusão das jogadas, mas ressalta a dificuldade de encontrar alternativas que tenham entregado resultados melhores.
“Esse ano não apresenta, não teve um jogo que tu dissesse: ‘Pô, hoje o Diego Gonçalves foi bem’. Mas tu vai dizer isso de quem? Do Tanque? Do Nicolas? Do Romarinho, que não pode jogar? Do João Carlos? Do Cauê?”, argumentou.
Para Niltinho, a reta final exige confiança nos jogadores disponíveis e a esperança de que algum deles consiga fazer a diferença nos últimos compromissos.
“Tomara que ele acerte, que dê certo para esses três jogos que faltam. Quem sabe o Diego Gonçalves seja um diferencial. Tem que acreditar. Acho que o momento é de acreditar em tudo”, concluiu.
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