O preço do querosene de aviação (QAV) ficará mais caro a partir desta sexta-feira (1º). A Petrobras anunciou um aumento médio de 18% no combustível, o que representa cerca de R$ 1 a mais por litro em relação ao valor praticado no mês anterior.
O reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O QAV representa cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
LEIA MAIS:
- Azul já tem avião pronto para aeroporto de SC, mas guerra trava início dos voos
- Azul Viagens vai abrir loja em Criciúma e pode baratear voos com plano para o Diomício Freitas
Parcelamento do reajuste
Assim como ocorreu no mês passado, quando o aumento foi de 55%, a Petrobras permitirá que distribuidoras parcelem parte do reajuste em até seis vezes. O início do pagamento está previsto para julho.
Em nota, a estatal informou que a medida busca reduzir os impactos do aumento no setor aéreo e manter a demanda pelo produto, sem comprometer o equilíbrio financeiro da companhia.
O preço do QAV é definido mensalmente pela Petrobras, sempre no primeiro dia de cada mês, com base em uma fórmula adotada há mais de duas décadas que acompanha as variações do mercado internacional.
Segundo a empresa, em outros países, onde os ajustes são mais frequentes, as altas recentes foram ainda mais expressivas.
Distribuição e concorrência
A Petrobras comercializa o QAV com distribuidoras, seja produzido em suas refinarias ou importado. Essas empresas ficam responsáveis pelo transporte e pela venda do combustível às companhias aéreas nos aeroportos.
Embora responda por cerca de 85% da produção nacional, o mercado é aberto à concorrência. A valorização recente do petróleo está relacionada à instabilidade no Oriente Médio, região estratégica para a produção e o transporte global da commodity, especialmente no entorno do Estreito de Ormuz.
O barril do tipo Brent crude oil chegou a se aproximar de US$ 120, após ter sido negociado por cerca de US$ 70 anteriormente.
Medidas do governo
Para reduzir os impactos do aumento nos custos das companhias aéreas e consequentemente, nas passagens, o governo federal zerou, no dia 8, as alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV. A medida vale até 31 de maio.
Outras ações incluem:
- Adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira;
- Liberação de R$ 9 bilhões em crédito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Nacional de Aviação Civil.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!