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Azul já tem avião pronto para aeroporto de SC, mas guerra trava início dos voos

Conflito no Irã elevou o preço do querosene e adiou voos em Forquilhinha; retomada depende do fim da guerra

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 24/04/2026 - 10:36 Atualizado há 1 hora
Companhia atribui atraso do retorno dos voos comerciais ao aumento do querosene - Foto: Hélio Bastos Salmon/Wikimedia Commons
Companhia atribui atraso do retorno dos voos comerciais ao aumento do querosene - Foto: Hélio Bastos Salmon/Wikimedia Commons

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A guerra no Oriente Médio virou o principal obstáculo para a retomada dos voos da Azul em Forquilhinha. Segundo o prefeito José Cláudio Gonçalves, o Neguinho (PSD), a alta do querosene travou o início da operação, que só será concluída após o término do conflito.

"O que é que embolou agora? A guerra do Irã. Porque o querosene aumentou 72%. Eu queria que o voo começasse em março, mas, em virtude dessa guerra, nós tivemos que protelar um pouquinho a pedido da Azul", explicou Neguinho, em entrevista ao Programa Adelor Lessa, especial do aniversário de 37 anos de Forquilhinha.

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O prefeito confirmou que a empresa já tem uma aeronave disponível para os voos no município: um ATR (Avião de Transporte Regional) de 72 lugares, que fará viagens diárias de ida e volta para Campinas, em São Paulo. As passagens do aeroporto serão isentas do valor da tarifa de embarque. "Em torno de R$ 90 mil por mês de economia para a empresa. E isso fez com que a Azul decidisse vir para Forquilhinha", revela.

Baixa do querosene irá proporcionar liberação de voos em Forquilhinha

A relação do Aeroporto de Forquilhinha com o conflito no Oriente Médio pode parecer distante, mas o impacto é simples: o conflito proporcionou o aumento global do preço do petróleo e o do querosene. Com isso, o fim da guerra no Irã é essencial para o retorno dos voos comerciais em Forquilhinha.

"Acredito que assim que acabar a guerra a gente já possa anunciar oficialmente o início das vendas de passagem", avalia o prefeito, citando que a Azul inaugurou uma loja em Criciúma, para vendas de passagens aéreas.

Forquilhinha segue com a gestão do Aeroporto Diomício Freitas

Gestão municipal não irá buscar uma concessionária para o aeroporto - Foto: Arquivo/4oito

Mesmo com o retorno da atividade comercial no espaço, Neguinho garantiu que o município segue com a gestão do aeroporto, e não irá buscar uma concessionária. "O aeroporto Diomício Freitas está se pagando. E ele vai continuar se pagando depois com o retorno dos voos comerciais", espera.

Durante o período sem voos, o Diomício Freitas passou por reformas importantes, como a implantação de uma estação meteorológica, que busca acabar com os cancelamentos de viagens. "O aeroporto está revitalizado, a estação meteorológica está funcionando, e é uma das mais modernas do Brasil, segundo os nossos técnicos", destaca.

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Revitalização de R$ 30 milhões na mira do aeroporto

Diomício Freitas terá modernização em estilo germânico - Foto: Arquivo/4oito/Divulgação

A projeção para o futuro são novas atualizações na estrutura do aeroporto, com projetos em vista após o retorno dos voos da Azul. "Temos que construir uma sala de embarque, sala VIP, sala para restaurante, mas isso num segundo momento. Primeiro eu quero trazer o ATR", garante.

Dentre as modernizações, está a revitalização completa do aeroporto em estilo germânico, que já possui o projeto pronto e custarão em torno de R$ 30 milhões. "É uma obra cara, eu não tenho ainda esse dinheiro, mas estou atrás para a captação desses recursos. É coisa de primeiro mundo", finaliza.

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