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Tensão no Estreito de Ormuz atinge lavouras e pode encarecer o arroz em SC

Alta nos custos de produção preocupa agricultores catarinenses e indica possível aumento no preço ao consumidor

Por Gabrielle Rebelo 30/04/2026 - 14:01 Atualizado há meio minuto
Devido a bloqueio no estreito de Ormuz, crise na produção de arroz pode afetar bolso do consumidor | Foto: SindArroz/Divulgação/4oito
Devido a bloqueio no estreito de Ormuz, crise na produção de arroz pode afetar bolso do consumidor | Foto: SindArroz/Divulgação/4oito

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A instabilidade geopolítica no Estreito de Ormuz tem causado reflexos diretos na produção de arroz em Santa Catarina. Devido aos bloqueios e à tensão em uma das principais rotas marítimas do mundo, insumos como óleo diesel e fertilizantes agrícolas ficaram mais caros em relação ao ano passado. O aumento de preços afeta diretamente a economia no estado, que neste mês de maio colhe os últimos grãos da safra 2025/26.

O cenário preocupa o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), uma vez que o setor enfrenta, há um ano, crise econômica provocada pela superoferta do grão no mercado nacional e a queda no consumo.  

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Segundo o presidente do SindArroz-SC, os itens que compõem a tabela de custos fixos para produção e beneficiamento do arroz tiveram aumento médio de 20%, demonstrando que todos os elos da cadeia produtiva estão sofrendo as consequências do conflito em Ormuz.

“Todos os elos da cadeia produtiva estão sendo afetados. O setor de embalagens aplicou reajuste acima de 40%, a tabela da Agência Nacional de Trânsito e Transportes (ANTT) reajustou o valor dos fretes, excluindo a livre negociação e causando aumento nos custos fixos tanto dos produtores, quanto das indústrias beneficiadoras de arroz. Isso é um agravante e tanto para a situação econômica que estamos enfrentando desde 2025”, detalha Rampinelli.

Instabilidade geopolítica afeta produção de arroz em SC | Foto: Monique Amboni/Divulgação/4oito

Crise pode afetar o bolso do consumidor

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, sendo responsável por mais de 10% do abastecimento nacional. A possível diminuição das áreas plantadas, causada pela falta de insumos, pode refletir diretamente no preço final ao consumidor.

O produtor de arroz de Forquilhinha, Israel Alexandre, destaca o aumento nos custos. Durante a safra 2025/26, o litro do diesel S500 era adquirido por cerca de R$ 5,50, enquanto atualmente já ultrapassa os R$ 7,00.

“A cadeia produtiva sofre com ciclos de alta oferta e baixa demanda, e também com alta demanda e pouca oferta. No entanto, esses ciclos nunca foram tão impactados pela escassez de insumos, o que acaba descapitalizando o produtor”, afirma.

Medidas já estão sendo tomadas para aliviar a pressão

O SindArroz-SC, juntamente com a Câmara Setorial do Arroz, busca alternativas para conter a crise econômica no setor. Entre as ações está uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir possíveis caminhos para a redução dos custos de produção.

O presidente do sindicato, Walmir João Rampinelli, alerta para os impactos futuros. “Com a continuidade desta crise, os produtores devem reduzir significativamente a área plantada devido ao alto custo de produção. Essa redução pode provocar aumento nos preços do arroz e diminuição da oferta nos supermercados, atingindo diretamente o bolso das famílias brasileiras”, destaca.

Instabilidade geopolítica afeta produção de arroz em SC | Foto: Monique Amboni/Divulgação/4oito

O que é o Estreito de Ormuz

Por sua proximidade com o Irã, a região é considerada um ponto sensível para disputas geopolíticas. Qualquer bloqueio ou instabilidade pode provocar impactos significativos nos serviços logísticos e nos preços da economia global.

Cerca de 21 milhões de barris de petróleo passam diariamente pelo estreito, além de ser uma rota crucial para a exportação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, amplamente produzidos no Oriente Médio.

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