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Petróleo dispara quase 30% com guerra e pressão chega à indústria e ao bolso em SC

Barril salta de US$ 77 para US$ 100 em menos de dois meses; plástico, construção e supermercados já sentem aumento de custos no estado

Por Gabrielle Rebelo 30/04/2026 - 12:06 Atualizado há meio minuto
Aumento no petróleo afeta economia em todo o mundo | Foto: Agência Brasil/Divulgação/4oito
Aumento no petróleo afeta economia em todo o mundo | Foto: Agência Brasil/Divulgação/4oito

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A disparada no preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio já começa a pressionar a indústria e encarecer produtos em Santa Catarina. Em menos de dois meses, o barril subiu quase 30%, saindo de US$ 77 para mais de US$ 100.

A alta do petróleo já pressiona diretamente setores que dependem do insumo, como o plástico. Segundo Elias Caetano, do Sinplasc, o segmento está entre os mais impactados e enfrenta aumento expressivo de custos, ao mesmo tempo em que tenta segurar os preços ao consumidor.

“Está sendo bem difícil. O petróleo não chega até aqui, e isso afeta as empresas e os consumidores, que deixam de comprar por conta da alta de preços, além de prejudicar a nossa produção”, destaca.

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Aumento no preço do petróleo afeta diretamente os setores de produção | Foto: Agência Brasil/Divulgação/4oito

Aumento de preços na construção civil 

Na construção civil, o impacto já aparece nos custos e na produção. O setor registrou alta de 1,04%, puxada principalmente pelos insumos derivados do petróleo.

Além disso, a demora na entrega de materiais agrava o cenário e trava o ritmo das obras. “Aumentam os preços e cai a produção. Isso é o que está acontecendo: o material não chega até nós”, afirma Alessandro Pavei, do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil).

Setor da construção civil é afetado pela guerra no Oriente Médio | Foto: Arquivo/4oito

Impacto no setor supermercadista 

No setor supermercadista, o impacto começa pelas embalagens e já pressiona os preços. Com o custo mais alto, as empresas precisam repassar parte desse aumento, o que chega ao consumidor no dia a dia.

“Precisamos das embalagens para diversas operações dentro do setor, mas, além disso, nossa tabela de preços também sofre alterações”, relata.

Com a continuidade do conflito, a pressão deve seguir nos próximos meses, atingindo toda a cadeia, desde a indústria até o consumidor.

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