A disparada no preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio já começa a pressionar a indústria e encarecer produtos em Santa Catarina. Em menos de dois meses, o barril subiu quase 30%, saindo de US$ 77 para mais de US$ 100.
A alta do petróleo já pressiona diretamente setores que dependem do insumo, como o plástico. Segundo Elias Caetano, do Sinplasc, o segmento está entre os mais impactados e enfrenta aumento expressivo de custos, ao mesmo tempo em que tenta segurar os preços ao consumidor.
“Está sendo bem difícil. O petróleo não chega até aqui, e isso afeta as empresas e os consumidores, que deixam de comprar por conta da alta de preços, além de prejudicar a nossa produção”, destaca.
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Aumento de preços na construção civil
Na construção civil, o impacto já aparece nos custos e na produção. O setor registrou alta de 1,04%, puxada principalmente pelos insumos derivados do petróleo.
Além disso, a demora na entrega de materiais agrava o cenário e trava o ritmo das obras. “Aumentam os preços e cai a produção. Isso é o que está acontecendo: o material não chega até nós”, afirma Alessandro Pavei, do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil).
Impacto no setor supermercadista
No setor supermercadista, o impacto começa pelas embalagens e já pressiona os preços. Com o custo mais alto, as empresas precisam repassar parte desse aumento, o que chega ao consumidor no dia a dia.
“Precisamos das embalagens para diversas operações dentro do setor, mas, além disso, nossa tabela de preços também sofre alterações”, relata.
Com a continuidade do conflito, a pressão deve seguir nos próximos meses, atingindo toda a cadeia, desde a indústria até o consumidor.
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