Uma manifestação fechou a Avenida Centenário no fim da tarde desta terça-feira (31), na região do bairro Pinheirinho. O ato aconteceu às 18h30 e teve como objetivo reivindicar melhorias na segurança da área, que sofre com furtos frequentes de fios e com a impunidade dos autores.
O encontro ocorreu nas proximidades da Aliança, utilizada apenas como ponto de referência, e bloqueou os dois sentidos da avenida. A manifestação reuniu aproximadamente 300 pessoas e busca soluções para a situação considerada crítica pelos moradores. Comerciantes e residentes relatam prejuízos e dificuldades diárias causadas por roubos e furtos.
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Um dos organizadores do ato, Rafael Topanotti, destaca a mobilização da comunidade, classificando o protesto como pacífico e com participação de famílias. Ele também alertou para a continuidade das ações. Entre as principais reivindicações estão o aumento da atuação do poder público e a adoção de medidas mais efetivas na área de segurança.
“Esse é o primeiro de muitos. Enquanto não resolver a situação, nós vamos nos manifestar. A solução precisa vir da prefeitura, do Ministério Público e das forças de segurança. O que não podemos aceitar é que essa situação continue”, afirma.
Insegurança relatada por moradores
Moradores relatam furtos frequentes de fios elétricos, lixeiras e cercas no bairro, ocorrendo em qualquer horário do dia ou da noite.
“Aqui no bairro a gente sofre muito com a insegurança. Furtam fios elétricos, lixeiras e até cercas, e isso acontece de manhã, à tarde, à noite e na madrugada. Não tem horário. A gente convive com medo constante e espera que as autoridades tomem providências para resolver essa situação", fala Gilmar Margotti, morador da localidade.
Além disso, segundo ele, a presença de pessoas em situação de rua próximas aos trilhos aumenta a sensação de insegurança, que também critica a falta de acompanhamento após internações, o que faz com que muitas dessas pessoas retornem rapidamente às ruas.
“De manhã, à tarde ou à noite, quem vai pegar ônibus, ir à escola ou trabalhar enfrenta medo constante, porque não dá para esperar o transporte com segurança. Nós defendemos a internação involuntária com acompanhamento médico por pelo menos 90 dias como forma de interromper o ciclo de criminalidade. A prefeitura precisa agir, porque conviver com essa insegurança está se tornando insustentável”, relata.
Ações da Polícia Militar na região
O 9º Batalhão realizou quatro grandes operações neste ano e mantém três ações diárias na região. As operações começam pela manhã e vão até de madrugada.
“As guarnições pela manhã evitam a venda de materiais furtados a receptadores. Ficamos em frente a ferros-velhos para abordar quem possa tentar revender material ilícito. Durante a tarde, ocorre a Operação Sentinela, voltada à presença ostensiva e ao aumento da sensação de segurança. Na madrugada, a Operação Cinturão concentra o policiamento principalmente na região do Pinheirinho, onde a demanda é maior", explica o major Giovanni, chefe da P3 de Planejamento e Operações.
Somente neste ano, a Polícia Militar abordou mais de 2,4 mil pessoas e efetuou mais de 400 prisões em toda a cidade, sendo 85% das ações concentradas no Pinheirinho no primeiro trimestre.
“Nossa atuação é muito forte aqui na região, com prisões relacionadas ao tráfico, abordagens a usuários e ações de preservação da área pública”, afirma o major.
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