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Hotéis de Criciúma operam com metade da capacidade e ocupação cai a 20% nos fins de semana

Número de hóspedes caiu de 4 mil para 1,9 mil no pós-pandemia

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 26/02/2026 - 06:55 Atualizado há quase um minuto
Cidade tem 15 hotéis e aposta em turismo de negócios | Foto: Arquivo/4oito
Cidade tem 15 hotéis e aposta em turismo de negócios | Foto: Arquivo/4oito

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O setor hoteleiro de Criciúma enfrenta um obstáculo: a baixa procura por hospedagem. Um levantamento do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes da Região Sul aponta que a média anual de ocupação gira em torno de 50%, com retração ainda mais brusca aos fins de semana.

“Fizemos um balanço somando todas as ocupações ao longo do ano e dividindo pelos 12 meses. Assim chegamos à média anual”, explica o presidente do sindicato e da Via Gastronômica de Criciúma, Joster Favero.

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Queda acentuada nos fins de semana

O principal problema ocorre aos fins de semana, quando o chamado turismo de negócios diminui significativamente. De segunda a quinta-feira, a taxa de ocupação varia entre 75% e 80%. A partir de sexta-feira, no entanto, o índice cai para cerca de 20%.

Segundo Favero, a maior parte dos hóspedes vem à cidade a trabalho, especialmente representantes dos setores supermercadista, cerâmico e da moda. “Esses profissionais vêm para compromissos comerciais durante a semana, o que mantém a ocupação alta nos dias úteis e reduz o movimento aos fins de semana”, afirma.

Número de hóspedes caiu de 4 mil para 1,9 mil pós pandemia | Foto: Arquivo/4oito

Falta de atrações impacta procura

De acordo com o presidente, a ausência de atrações turísticas e opções de lazer é um dos fatores que explicam a baixa ocupação no fim da semana. A proposta do setor é buscar apoio do poder público para ampliar a agenda de eventos.

“Vamos conversar com o governo municipal para criar incentivos, captar recursos e viabilizar projetos que tragam mais eventos e atrações para a região”, diz.

Impacto da pandemia

Após a pandemia, o fluxo de visitantes caiu pela metade. Antes, a cidade recebia até quatro mil pessoas entre segunda e quinta-feira. Atualmente, esse número é de aproximadamente 1,9 mil no mesmo período.

A adoção de videochamadas pelas empresas reduziu a necessidade de viagens corporativas. Além disso, plataformas de hospedagem, como o Airbnb, também passaram a disputar esse mercado.

“Com a pandemia, muitas empresas passaram a realizar reuniões online e algumas fecharam naquela época. Também houve crescimento dos aplicativos de hospedagem”, relata Favero.

Outro fator apontado é a otimização das agendas corporativas. “É comum o empresário concentrar várias reuniões no mesmo dia para reduzir o tempo de permanência na cidade”, acrescenta.

Setor hoteleiro busca eventos para reagir em Criciúma | Foto: Arquivo/4oito

Estrutura preparada, mas poucos eventos de grande porte

Apesar do cenário, o setor considera Criciúma e a região promissoras para o turismo de negócios e eventos. O município conta com 15 hotéis e 2.319 leitos. Nos municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), são mais 369 vagas disponíveis.

Atualmente, apenas um evento de grande porte movimenta significativamente a rede hoteleira ao longo do ano: o encontro de mulheres da Abba Pai Church.

“Criciúma e a região cresceram, evoluíram e investiram em estrutura. Estamos preparados para receber mais eventos”, conclui o presidente.

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