E o Criciúma fez exatamente isso na Ressacada. Em um daqueles jogos em que a técnica fica em segundo plano e a competitividade fala mais alto, o Tigre venceu o Avaí por 2 a 1 e ampliou um tabu que parece crescer a cada encontro entre os rivais.
Foi um clássico com a cara dos grandes clássicos catarinenses. Muita disputa, intensidade, nervosismo e poucos espaços. Não foi um espetáculo de futebol. Nem precisava ser. Era jogo para ganhar.
O Avaí tentou presosinado pelo meu momento e pela torcida, criou algumas oportunidades e buscou controlar as ações em determinados momentos. Mas o Criciúma mostrou maturidade para suportar a pressão e soube aproveitar suas chances.
E quando o jogo pede um protagonista, ele aparece.
Otero, o homem da bola parada, mais uma vez decidiu. Com o pé calibrado e cada vez mais decisivo, o venezuelano acertou uma verdadeira pintura. Um golaço para silenciar a Ressacada e colocar mais uma assinatura sua na temporada carvoeira. Obra de arte.
A vitória tem um peso ainda maior porque encerra uma sequência de quatro empates consecutivos da equipe de Eduardo Baptista. O resultado devolve confiança, traz tranquilidade para o ambiente e recoloca o Criciúma no caminho de uma sequência mais produtiva dentro da Série B.
Nem sempre o futebol entrega atuações brilhantes. Às vezes entrega algo mais valioso: três pontos, moral elevada e a sensação de que o rival saiu do estádio olhando pelo retrovisor.
E na noite da Ressacada, quem saiu sorrindo foi o torcedor carvoeiro.
Da-lhe tigre!
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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