nfraestrutura, saúde, enchentes, relação com Brasília e os caminhos para Santa Catarina nos próximos anos deram o tom das considerações finais do debate da Acaert, realizado nesta terça-feira (22), em Florianópolis. Ralf Zimmer, João Rodrigues e Gelson Merisio tiveram três minutos cada para apresentar as últimas mensagens aos eleitores antes do encerramento do encontro.
Cada candidato aproveitou o espaço final para reforçar suas principais bandeiras e defender o próprio histórico político. Ralf Zimmer falou sobre a necessidade de mudança na política e citou a duplicação das rodovias federais como prioridade.
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João Rodrigues destacou a gestão à frente de Chapecó e voltou a criticar problemas na saúde estadual. Já Gelson Merisio iniciou a fala prestando solidariedade às vítimas das enchentes no Sul e defendeu um projeto de longo prazo para Santa Catarina.
Jorginho Mello não participou do debate. Conforme a Acaert, o governador havia informado à entidade que reassumiria a função diante dos impactos dos temporais que atingiram o Estado e, por isso, não estaria presente no encontro.
Ralf Zimmer defende mudança
Ralf Zimmer foi o primeiro candidato a fazer as considerações finais. Ele agradeceu ao mediador Moacir Pereira e aos profissionais de imprensa e pediu que os eleitores pesquisem o histórico, as propostas e a capacidade de execução dos candidatos antes de decidir o voto.
“É chegada a hora de Santa Catarina virar a chave da velha política e dar oportunidade para uma geração que é a nossa”, afirmou.
O candidato concentrou a fala em obras de infraestrutura e na relação do Estado com o governo federal.
Entre as prioridades citadas por ele estão:
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duplicação da BR-282;
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duplicação da BR-101;
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cobrança por obras federais;
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definição de prazos para execução;
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maior autonomia de Santa Catarina diante de Brasília.
Ralf afirmou que não pretende depender de quem estiver no comando do governo federal para iniciar as obras que considera prioritárias.
“A gente não vai ver como é que vai ficar independente ou dependente de quem ganhar em Brasília”, declarou.
João Rodrigues destaca Chapecó
João Rodrigues foi o segundo a fazer as considerações finais. O candidato agradeceu à Acaert pela realização do debate e voltou a lamentar a ausência de Jorginho Mello, afirmando que outros assuntos importantes ainda poderiam ser discutidos em um próximo encontro.
Na sequência, João pediu que os eleitores considerem um segundo turno e destacou sua trajetória como prefeito de Chapecó.
“Eu quero que todo catarinense confira a minha gestão em Chapecó”, afirmou.
O candidato também defendeu uma administração estadual com foco nas pessoas e citou a saúde como uma das principais preocupações. João voltou a mencionar a fila de cirurgias e criticou números apresentados pelo governo estadual sobre procedimentos realizados.
“Não se justifica ter 116 mil pessoas aguardando uma cirurgia de média e alta complexidade”, declarou.
João também citou antigos governadores de Santa Catarina e afirmou que diferentes administrações contribuíram para a construção do Estado.
“Eu quero homenagear aqui Luiz Henrique da Silveira, o próprio Raimundo Colombo, todos os ex-governadores, alguns mais, outros menos, mas o importante é a gente olhar para frente”, afirmou.
Merisio fala sobre enchentes e futuro de SC
Gelson Merisio encerrou o bloco. Logo no início, manifestou solidariedade às pessoas atingidas pelas enchentes no Sul de Santa Catarina e desejou que o governo consiga reduzir os impactos provocados pelos temporais.
“Quero, com toda sinceridade, me solidarizar com todos aqueles que estão sofrendo”, declarou.
Merisio também citou a presença de Angela Albino, candidata a vice-governadora em sua chapa, e defendeu maior participação feminina na administração estadual.
Na parte final da fala, o candidato voltou o discurso para o planejamento de Santa Catarina e criticou o que considera falta de um projeto de longo prazo para o Estado.
“Nós não temos um projeto de Estado, nós temos improvisos com convênios distribuídos aleatoriamente”, afirmou.
Para Merisio, Santa Catarina precisa planejar as próximas décadas e preservar a competitividade construída ao longo dos anos.
“O que nos falta é um projeto de longo prazo que nos permita manter um modelo que é o único do Brasil quando se fala da nossa competitividade”, declarou.
Com a fala de Merisio, a Acaert encerrou o debate entre os candidatos ao Governo de Santa Catarina. O encontro teve cinco blocos, com apresentação dos candidatos, confrontos diretos, perguntas entre os participantes e considerações finais.
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