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Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; redução da maioridade penal fica de fora

Texto permite criação de polícias municipais e amplia atribuições da PRF; veja o que muda

Por Eduardo Fogaça Criciúma, SC, 04/11/2026 - 10:14 Atualizado há 1 minuto
PEC da Segurança Pública foi aprovada na noite desta terça-feira | Foto: Ton Molina/Agência Senado/4oito
PEC da Segurança Pública foi aprovada na noite desta terça-feira | Foto: Ton Molina/Agência Senado/4oito

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública foi aprovada na noite desta terça-feira, 3. O projeto reorganiza as forças públicas de segurança e pretende ampliar o combate ao crime organizado. 

O texto teve apoio unânime dos senadores votantes, com 73 votos favoráveis e nenhum contrário, em primeiro turno. No segundo turno, o placar foi de 75 votos a favor contra zero. Para mudança constitucional, eram necessários ao menos 49 votos. Com o resultado, a proposta passa para fase de promulgação

A PEC da Segurança Pública estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias, além de criar um novo pacto federativo entre União, estados e municípios no enfrentamento do crime organizado. 

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Maioridade Penal

Antes da votação da PEC, os parlamentares discutiram a inclusão de emendas que tratavam da redução da maioridade penal de 18 anos. Haviam sido protocolados dois projetos pelo plenário, um que reduzia a margem legal para 16 e outro para 14 anos. 

Criminosos identificados como chefes de facções e milícias terão penas mais duras | Foto: Ton Molina/Agência Senado/4oito

O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), não acolheu as emendas no relatório final, recomendando que constituíssem propostas autônomas. Se as emendas fossem votadas e aprovadas, o texto retornaria à Câmara. Por um placar apertado de 38 a 36, o requerimento do relator de separar as emendas foi aprovado. 

"As matérias tratadas nas emendas são relevantes e merecem ser debatidas por essa Casa. Não se confundem, contudo, com o objetivo central da PEC 18/2025, voltado ao combate ao crime organizado e à reestruturação da governança federativa da segurança pública", argumentou o relator.

O que muda

Entre as medidas, a principal mudança da proposta é a criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública. 

A PEC determina que segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema. 

Penas mais duras 

Criminosos identificados como chefes de facções e milícias terão penas mais duras e em regimes especiais, sendo encaminhados para unidades de segurança máxima e com restrição ou vedação da progressão da pena. 

Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de empresas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares. 

Criação de polícias municipais

Outra novidade é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.

A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para a segurança pública.


 

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