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Criciúma lidera ranking de gasto médio na Páscoa em SC

Consumidores da cidade devem gastar cerca de R$ 270 nas compras

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 08/03/2026 - 17:41 Atualizado há 9 horas
Estimativa aponta crescimento real de cerca de 4% nos gastos I Foto: Canva/4oito
Estimativa aponta crescimento real de cerca de 4% nos gastos I Foto: Canva/4oito

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A proximidade da Páscoa já movimenta o comércio em Santa Catarina. Um levantamento da Fecomércio SC indica que, em 2026, o valor médio previsto para os gastos de Páscoa será o mais alto desde o início da série histórica, em 2018.

Segundo a pesquisa, cada consumidor deve desembolsar cerca de R$ 253, valor 8,4% superior ao registrado no ano passado. Descontada a inflação do período, o crescimento real estimado é de cerca de 4%.

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O presidente da federação, Hélio Dagnoni, explica que o resultado acompanha outros indicadores econômicos monitorados pela entidade. Em fevereiro, o índice de intenção de consumo registrou alta de 0,5%, refletindo uma avaliação mais positiva sobre o cenário econômico atual. A percepção sobre emprego e renda também melhorou, com crescimento de 2,4% e 1,6%, respectivamente.

Também contribui para esse cenário a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, medida que tende a aumentar a renda disponível das famílias. Além disso, 88% dos entrevistados afirmam que sua situação financeira está melhor, o que ajuda a estimular gastos em datas comemorativas.

“Os dados indicam uma Páscoa positiva para o comércio. No ano passado, o crescimento das vendas foi menor e ficou abaixo da inflação. Para este ano, a expectativa é de desempenho superior, impulsionado pelo maior otimismo do consumidor”, afirma Dagnoni.

Páscoa deve ter maior gasto médio da história em SC I Foto: Canva/4oito

Criciúma lidera gasto médio

Entre as sete cidades analisadas pela pesquisa, Criciúma aparece com o maior valor médio previsto para as compras, estimado em R$ 270, o que representa um aumento significativo em relação a 2025.

Na sequência, os valores médios previstos são: Florianópolis (R$ 268), Chapecó (R$ 266), Blumenau (R$ 265), Lages (R$ 260), Itajaí (R$ 243) e Joinville (R$ 197).

Entre os municípios avaliados, apenas Chapecó e Blumenau registraram média de gastos menor do que a observada no ano anterior.

Compras concentradas na última semana

O levantamento mostra também que boa parte dos consumidores costuma deixar as compras para os dias mais próximos da data comemorativa. Em 2026, 44,3% afirmaram que pretendem adquirir os produtos durante a semana da Páscoa, enquanto 18,9% planejam comprar na véspera.

Somados, 63,2% dos consumidores concentram as compras nos dias finais da Páscoa. Por outro lado, 23% pretendem antecipar as aquisições em até duas semanas, 5,3% comprarão com mais de duas semanas de antecedência e 4,3% afirmaram adquirir os itens com mais de um mês antes da data. Apenas 3,2% disseram que costumam comprar exatamente no dia da Páscoa.

Valor previsto para compras chega a R$ 270, segundo levantamento I Foto: Canva/4oito

Produtos industrializados dominam preferência

Em relação aos itens escolhidos pelos consumidores, os produtos industrializados seguem predominando. Os ovos de Páscoa produzidos em escala aparecem na liderança, com 36,8% das intenções, seguidos pelos chocolates industrializados em geral, com 33,7%.

Os produtos artesanais têm menor participação, 15,8% para ovos e 11,9% para chocolates. Além dos doces, alguns consumidores também planejam comprar outros tipos de presentes, como brinquedos (10,7%), roupas ou calçados (5,4%) e flores (0,4%).

Pix lidera formas de pagamento

O Pix lidera as formas de pagamento, com 30% das preferências, seguido por dinheiro (20,7%), parcelamento no cartão de crédito (20,1%), cartão de débito (16,4%) e cartão de crédito à vista (10,8%).

Mudança no local das compras

A pesquisa também identificou alterações no local escolhido para adquirir chocolates entre 2025 e 2026, o comércio de rua perdeu espaço, caindo de 49,3% para 34,2%, uma redução de 15,1 pontos percentuais.

Já os supermercados ampliaram participação, subindo de 40,4% para 44,1% e voltando a ocupar a primeira posição. As lojas de shopping centers tiveram o maior crescimento proporcional, saltando de 3,3% para 12,7% e as compras pela internet também avançaram, indo de 3% para 6,6%, o maior índice registrado desde o início da pesquisa.

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