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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito

Policial, da janela, acerta tiro num dos assaltantes

Confira ainda: Covid-19 e bate-boca na prefeitura
Ney Lopes
Por Ney Lopes 02/12/2020 - 07:46Atualizado em 02/12/2020 - 07:59

Ao encontrar vestígios de sangue num dos veículos abandonado pelos criminosos no milharal em Nova Veneza, a polícia acabou confirmando que um dos assaltante estaria ferido. Um policial assistindo da janela de seu apartamento um dos bandidos disparar rajadas de fuzil acabou disparando sua arma e acertando o criminoso.

AGORA convenhamos, de todas as cenas que circularam nas redes sociais, e não foram poucas, a que mais chamou atenção foi a saída em caravana dos 10 bólidos em fila e de pisca alerta pelas ruas da cidade. Veja a cena

PELO menos nas últimas 24 horas foi esquecido o Covid-19 em Criciúma e no estado catarinense. Até as filas do Centro de Triagem do Coronavírus diminuíram.

AÇÃO da madrugada de terça-feira foi a mais violenta da história de Criciúma. Último grande assalto da cidade foi em 2002, contra o antigo Unibanco.

CORONEL Cosme Manique Barreto, presente na coletiva do beija mão das autoridades da cidade e do estado no paço municipal, levantou a voz pra cima dos deputados Federais Giovana de Sá e Daniel Freitas. Veja o video

O QUE chamou atenção após os bandidos zarparem em direção ao milharal da Veneza foram policiais fortemente armados correr atrás e prender algumas pessoas que correram para juntar algumas centenas de notas de R$ 10 reais, espalhadas pelos criminosos nas imediações do BB.

DO Rodolfo Bonetti recebi, li, gostei e repasso:

O que o assalto em Criciúma nos ensina?

Eles gravaram uma LIVE, perguntaram aos reféns se na cidade tinha mulher bonita e bons bares, combinaram de espalhar 500 mil reais pelas ruas para que outras pessoas pudessem se beneficiar e foram embora ouvindo música de qualidade.

Em plena pandemia, quando ainda impera a regra de só sair de casa para o trabalho, munido de máscara, usando álcool gel e evitando aglomerações, eis que um grupo de 30 a 40 homens se reuniram, começaram a tramar o feito, anotando detalhe por detalhe até que o plano foi para a prática e para quem o fez, foi um sucesso.

Depois do assalto, autoridades se reuniram buscando respostas e ações para prender o bando, mas que bando é este que abandona 10 carros de luxo n um milharal e só estes carros já somam quase um milhão de reais?
O assalto nos ensina que enquanto o estado buscava tramar um plano para derrubar o governador, dar o golpe e interesseiros assumir o comando do estado, do outro lado da cidade

um bando muito mais organizado também se reunia. Tinham um objetivo em comum, cada um com uma tarefa, cada um sabendo exatamente o que tinha que fazer para que o banco fosse assaltado.

Enquanto alguns cercavam a cidade, outros ficaram em Tubarão para atear fogo no túnel, evitando o reforço rápido da polícia daquela cidade.

Enquanto alguns colocavam reféns nas ruas, outros explodiam um caminhão na frente da Companhia da Polícia.

Enquanto uns atiravam para o alto, causando pânico e evitando que as pessoas saíssem para as ruas, outros explodiam e roubavam o banco.

Enquanto alguns enchiam o caminhão de dinheiro, outros espalharam 500 mil pela rua, pois haviam prometido aos reféns que não os machucariam e ainda deixariam grana para que outros fossem beneficiados.

E então, com seus carros de luxo e um caminhão de dinheiro, ligaram uma boa música, pegaram a estrada, sabe-se lá para onde, abandonaram metade da frota e foram embora.

Mesmo que sejam pegos e presos, lições são tiradas e vergonhosamente nos servem para aprendamos que se queremos algo bem feito e de resultados, precisamos de organização, trabalho em equipe, foco, objetivo, pessoas cada qual cuidando de uma tarefa e foi assim que por meses eles planejaram o assalto, sabendo que no dia tal, na hora tal, na cidade e banco tal, milhões de reais dormiriam num cofre que poderia ser aberto com explosivos.

Achar culpados agora será fácil, pois sempre que algo dá errado, achamos culpados, mesmo não os sendo. Tentar prender o bando agora é uma questão de honra para as nossas polícias, pois mesmo com suas vidas em risco, mesmo com o baixo salário que recebem, mesmo com as viaturas caindo aos pedaços, nossos homens das polícias acabam por fazer mais do que poderiam.

A grande lição, especialmente agora em tempos de pandemia vem mostrar aos governantes que se queremos evitar um mal maior, se queremos que as coisas deem certo, se queremos vencer a própria pandemia, organização é a palavra-chave.

Pois desde o início da pandemia lá em fevereiro, o que mais vimos foram desencontros de ideias, pessoas querendo tomar decisões certas e erradas, gente assinando decretos absurdos, pessoas não cumprindo, a pandemia crescendo e justamente agora que a segunda onde veio com força e os casos triplicaram, aparece um bando de 40 homens mascarados, assaltam um banco, fogem com milhões e nos ensinam que sem organização, sem planejamento, sem alguém forte no comando, nada dá certo e se coloca tudo a perder.

Este assalto não foi planejado ontem e aplicado hoje. Ele foi assunto de seguidas reuniões do bando que virou noites planejando a cidade, a agência, as pessoas, às ruas, o milharal, as rodovias, as polícias, o quê, quanto, onde, como, quem, porquê e para quem?

Planejamento, união do grupo, cada um na sua tarefa, na hora certa, no lugar certo, com um único objetivo, coisa que nossos governantes não aprenderam a praticar para acabar com a pandemia do coronavírus.

O assalto não teria sido um sucesso sem planejamento, assim como o controle da pandemia tem sido um fracasso pela falta dele (planejamento).

Neste dia, dezenas de pessoas me comentaram: “Como que 40 pessoas invadem uma cidade, assaltam um banco, saem dando risadas, distribuindo dinheiro e ouvindo música e vão embora sem ser presos”?

Resposta: Planejamento, ações pensadas em conjunto, pessoas no comando, pessoas sabendo o que e como fazer, um objetivo em comum e tanto para assaltos quanto para controlar uma pandemia, planejamento é a palavra certa.

No mais, a pandemia continua aí, firme e forte. Os bandidos continuam aí, fugindo com milhões e as pessoas continuam aí, fingindo que os governantes oferecem segurança e a vida segue seus cursos, com dias bons e outros piores.

TEM chamado atenção um aúdio de um dos reféns da memorável noite de segunda feira, no dia que Criciuma virou notícia mundial. Ouça

4oito

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