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Madero inicia a construção de dois restaurantes na Centenário

Confira ainda: O aniversário de 141 anos de Criciúma
Ney Lopes
Por Ney Lopes 06/01/2021 - 07:35Atualizado em 06/01/2021 - 07:38

O Grupo Vip Car, leia-se irmãos Pereira e Didi, entregaram ontem oficialmente a valorizada área na Avenida Centenário, onde funcionava uma de suas revendas de veículos usados, para o grupo Madero. Até meados de julho, as unidades Jeronimos e Madero serão construídas. O imovél foi locado ao grupo Madero por 20 anos.

Duas cenas do que era e como ficou o imóvel, num dos locais mais privilegiados da Centenário, onde será construído dois restaurantes da rede Madero

VILA SÃO JOSÉ DE CRESCIUMA – CRICIÚMA.

Do publicitário Willi Backes li, gostei e divido com vocês um pouco dos 141 anos da nossa Criciúma.

A vila de São José de Cresciuma foi fundada em 06 de Janeiro de 1.880, por imigrantes que vieram do norte da Itália. Famílias com sobrenomes como Naspolini, Pizzetti, Scotti, Sonego, Benedet, Dagostin, Pavei, Benetton, Casagrande, De Luca, Dário, Pavan, Martinello, Margutti, Pierini, Zanette, Milanese, Darós, Bilesimo, Meller, Milioli, Netto, Ortolan, Possamai, Barbieri, Sommariva, Fabris, Tramontin, Piazza, Pasini e Venson.
No final do Século XIX e primeiras décadas do Século XX famílias das etnias alemã, polonesa, portuguesa/açoriana, espanhola, negra e árabe, em Cresciuma se instalaram.
Em 02 de Setembro de 1892, pela Lei Estadual n. 48, Vila São José de Cresciuma foi promovida a Distrito de Araranguá, sendo João Zanette seu primeiro Intendente indicado.
Em 04 de Novembro de 1925, Cresciuma se emancipou de Araranguá através da Lei Estadual n. 1516. Os territórios dos hoje municípios de Nova Veneza, Içara, Forquilhinha e Balneário Rincão passaram a ser parte integrante do município de Cresciuma.
Através de Lei Estadual, em 30 de Dezembro de 1.948, Cresciuma passou a ser denominada de Criciúma.

O PORTO SECO DE CRESCIUMA.

Registros históricos da Vila de São José de Cresciuma, identificam os 141 italianos das famílias pioneiras que aportaram nas terras estranhas, vindas do Norte da Itália de onde partiram através do Porto de Gênova, em 11 de Novembro de 1.879. No local da futura Vila de São José de Cresciuma chegaram em 06 de Janeiro de 1.880. Famílias inteiras, viúvos, viúvas, filhos e filhas, assim constituídas:
Giovanni Barbieri (+1) - Lorenzo Benedet (+7) - Paulo Benedet - Pietro Benedet (+7) - Domenico Casagrande (+1) - Demétrio Dario (+7) - Batista Daros (+6) - Paulo De Luca (+6) - Antônio Martinello (+3) - Antônio Meller (+3) - Santo Meller (+4) - Andrea Milanese (+1) - Giacomo Milanese (+8) - Giovanni Batta Milanese (+4) – Martin Milioli (5) – Angelo Netto (+6) – Domenico Ortolan (+3) – Antônio Pavan (+3) – Andrea Pizzetti (+3) – Carlo Piazza (+6) – Giovanni Pierini (+3) – Giuseppe Scotti (+2) – Martin Scotti (+3) – Teresa Sonego (+2) – Giovanni Tomé (+3) – Angelo Venzon – Antônio Zanette (+2) – Giuseppe Zanette (+2) e Batista Zanette (+4).

NOVAS LEVAS EMPREENDEDORAS.

Em 1.890 quando a Vila de São José de Cresciúma completava 10 anos de sua fundação, chegaram os primeiros imigrantes poloneses em número de 15 famílias. Este grupo chegou em 31 de Outubro de 1.890 e instalou-se nas localidades hoje conhecidas de Linha Batista, Linha Anta e Três Ribeirões. Imigrantes com nomes e sobrenomes como: Pedro Bykoski, Jacob Sklarski, Stefano Ptasinski, Francisco Kurosewski, Paulo Strazaukoski, Francisco Bialecki, Stanislau Kostrzeski, João Zenler, João Kuboski, Leon Piechatoski, Stanislau Kuroski, Edmundo Langer, Stefano Macieski, Felix Opocsinski e Jejorki. Os dois últimos, solteiros, seguiram para o Rio Grande do Sul.
Ainda em registros históricos, constam que em Maio de 1.891 veio para a Linha Batista na Vila São José de Cresciuma, mais um grupo de imigrantes com nomes como de: João Klima, Roque Machinski, Eduardo Stachoski, João Miezieski, José Choinaski, Gabriel Bartochak, Francisco Trzosek, Miguel Budny, Stanislau Machiski, Antônio Demboski, Wosniewski, João Rzatki, Miguel Pietrzak, Kazmiecrak, André Studzinski, Wadislau Ranachoski, Mateus Budny, Simão Tibinkoski, Pedro Krawcski, José Bartochak, Tomas Stachoski, Jacó Selinger, Vicente Gaidzinski, Mateus Galant, Wadislau Demboski, Ignácio Rzatki, João Milack, José Selinger e Martin Woicichoski.

ALEMÃES SOMAM PARA O DESENVOLVIMENTO.

Após 1.890, inúmeras Famílias Alemãs, na sua maioria com orientação religiosa Luterana, se instalaram na Vila São José de Cresciuma, nas localidades depois denominadas Linha Anta e Linha Três Ribeirões. Foram elas: Johann Hector Bernhardt, Otto Grützmacher, Robert Pietsch, Conrad Georg Nagel, Karl Meister, Reinold Nonnenmacher, Robert Maier, Wilhelm Lineburger, Julius Disner e Adolf Brillinger.
A partir de 1.898, Cresciuma passou a contar com primeiro Cartório de
Registro Civil e no Livro inicial constam enlaces matrimoniais com
sobrenomes de origem alemã, como: Azzenheimer, Neumann,
Bernhardt, Blumtritt, Balezzak, Daufenbach, Hartwig, Feldmann, Schulz,
Fischer, Schäffer, Meerlânder, Schippul, Grützmacher, Schwalb,
Hildebrandt, Brillinger, Janzat, Maier, Krüger, Steinbrenner, Langer,
Lansch, Lineburger, Luchtemberg, Klehm, Maier, Hakbart, Meister, Kurtz,
Moser, Strelau, Ruloff, Zucovski, Ruloff, Peplau, Piepke, Büch, Ries,
Baier, Schmitz, Schwitzer, Stekler, Küsser, Strege, Schwartz, Thiergarten,
Werner, Aentski, Zarski e Moser.

141 ANOS DE MISCIGENAÇÃO.

Os nomes e sobrenomes extraídos de registros oficiais e publicações como
as do jornalista Ney Manique, confirmam as fundamentais inserções de grupos étnicos no princípio, depois com entrelaçamentos familiares e novas recepções no torrão amistoso, fazem hoje de Criciúma comunidade com impressionante miscigenação, retrato do que há de melhor na constituição e formação da sociedade brasileira.
Criciúma – 141 Anos de Fundação – Comunidade Jovem, Empreendedora, Sempre na Busca da Prosperidade, Crescimento Econômico e Social.

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