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Um passo atrás com o reforço da diretoria

Denis Luciano
Por Denis Luciano 26/02/2018 - 09:10

Róbson Izidro seria anunciado assessor da presidência do Criciúma hoje. Mas o presidente Jaime Dal Farra partiu em viagem para Porto Alegre ontem, após a derrota tricolor para o Figueirense, e enquanto não retornar a novidade fica na geladeira. "Só posso começar efetivamente com o aval público do presidente, e com autonomia para trabalhar". Assim, Izidro define o status da relação atual com o presidente.

Convidado por Dal Farra faz tempo para reforçar a gestão tricolor. Izidro topou faz poucos dias mediante algumas condições. Viria para ser o porta-voz que Dal Farra não tem, e para organizar o meio de campo entre o presidente e o clube, para blindar o dirigente perante à torcida e resolver os pequenos e médios conflitos do cotidiano. 

O presidente chegou a pensar em apresentar Izidro com Argel na sexta-feira mas o convidado, prudentemente, orientou por adiar, para não tirar o foco da novidade que o futebol trouxe com boa repercussão, prova está no público duplicado no Majestoso em relação ao que vinha sendo recebido. Nos poucos últimos dias posteriores ao "sim", Izidro começou a conviver com os bastidores do Criciúma, chegou a jantar na quinta-feira e almoçar na sexta com Argel, trocando ideias sobre iniciativas de amparo da direção para com o futebol, e transitou em outras áreas. Apontou uma lista de iniciativas a colocar em prática. Mas para isso precisa de autonomia, liberdade, tinta na caneta e reconhecimento público.

Dal Farra perde uma semana e corre o risco de ver escapar esse importante reforço. Izidro não vem escondendo, nas últimas horas, o desconforto com a situação. Sabe o que fazer, quer fazer mas requer apoio para entrar em ação. Certamente, o novo assessor, que ainda não está assessor de fato nem de direito, já deve ter percebido ingerências preocupantes, como gente demais palpitando e gente de menos aparecendo de fato para decidir. Há uma sobrecarga excessiva no presidente que centraliza, não distribui a bola mas ouve muita gente. A clara impressão: o que vimos do time dentro de campo parece um reflexo fiel do que acontece internamente na gestão do clube. Há muito a ser feito. Dentro de campo é com o Argel. Mas e na direção? Quem vai carregar essa vassoura?

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