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No SBT, Lummertz e os planos para o turismo

O catarinense que é ministro do Turismo foi entrevistado na noite deste domingo. Ele será secretário em São Paulo
Por Denis Luciano 10/12/2018 - 01:00 Atualizado em 10/12/2018 - 01:13

O catarinense Vinicius Lummertz está se mudando de Brasília para São Paulo. No fim do mês, deixa o governo Michel Temer (MDB) para integrar o governo João Doria (PSDB). Da União para o Estado. Com um currículo de peso, desde as experiências em Santa Catarina até a presidência da Embratur, no último ano, ao comando do Ministério do Turismo, Lummertz vai levar essa bagagem para as políticas do segmento no maior Estado brasileiro.

"O Brasil tem varios países. O Ceara é um país, a Bahia, São Paulo, o sul. Lutamos para construir uma política nacional de mais investimentos. A Embratur, com 17 milhões de dólares ao ano, para todo investimento em propagandear o país, enquanto há país vizinho nosso com 100 milhões, a diferença é muito grande". Essas e outras afirmações pautaram uma hora de entrevista do ministro ao programa Poder em Foco, do SBT, na noite deste domingo para todo o Brasil.

"Tentamos a transformação desse veículo Embratur em algo com capital aberto. Não chegamos ao nível de maturidade de entender o turismo como os outros países entendem. Quando vamos para o exterior vão os esforços dos estados. Mas não ganhamos volume nem linguagem", diz.

Ele lembrou do recente papel que as Olimpíadas exerceram vendendo a imagem do Brasil para o Mundo. E mencionou o salto do turismo para o Brasil nos últimos anos no setor. "Em 2003, quando o Ministério do Turismo foi criado, o turismo brasileiro valia 24 bilhões de dólares. Em 2017 já valia 163 bilhões", comentou Lummertz. "As prioridades das pessoas estão mudando, as pessoas estão preferindo viver mais que ter. A experiência humana está valendo cada vez mais".

Sobre a dificuldade para o Brasil atrair investimentos, lembrou que "a insegurança jurídica e o sentimento anti-negócios dificultam muito". Ele contou das diversas negociações que fez para atrair parques temáticos, "mas eles não querem o Brasil não por falta de público, mas sim de leis claras, atraentes e aqui se paga imposto demais".

A respeito das dificuldades para empreender no turismo, Lummertz disse que, se fosse de hoje o projeto, o Rio de Janeiro não teria Cristo Redentor nem bondinho. "Não deixariam colocar". Citou o sul algumas vezes, mencionando os aparelhos turísticos de Gramado, na Serra gaúcha, e o fato de Santa Catarina e Rio Grande do Sul atraírem 1,5 milhão de argentinos nesta época do ano. 

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