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Na posse de Moreira, o clima de convenção do PMDB

Denis Luciano
Por Denis Luciano 16/02/2018 - 23:19Atualizado em 16/02/2018 - 23:45

Não foram poucas vezes que Eduardo Moreira - agora governador em exercício - exclamou que era o deputado federal Mauro Mariani o candidato do PMDB ao governo catarinense em outubro. O discurso arrefeceu faz algumas semanas, perdeu força, o vento virou brisa. Sinal disso, o trânsito de Mariani nos bastidores do ato de posse de Moreira na licença de Raimundo Colombo (PSD), nesta sexta-feira, em um CentroSul transformado em palanque peemedebista em Florianópolis.

As faixas espalhadas pelo ambiente, o frisson das centenas de "moreiretes" que envergavam camisetas vermelhas com corações e mensagens de apoio ao novo governador, os aplausos efusivos e apertos de mão desde abraços vindos de Maravilha a Porto União, de Passo de Torres a Massaranduba, de Abelardo Luz a Itapoá, tudo conferiu a Moreira o peso político de quem, além de alçar-se ao governo na via legal, parecia dar o primeiro passo para uma candidatura ao governo estadual. O clima foi de uma grande convenção.

Porém, na "supostaa convenção" estava Mauro Mariani, o deputado feito candidato em tantos discursos por Moreira mas visivelmente escanteado agora. "Eu aprendi a confiar na palavra das pessoas. Se o Eduardo disse que eu sou o candidato, eu sou o candidato", exclamou, quando indagado ao vivo na Rádio Som Maior logo após a posse a respeito da sua pré-candidatura.

Se o governo Moreira for bem, Moreira é quem concorre, e se Moreira for mal o PMDB vai de Mariani? Não parece ser a construção do novo governador, habilidoso que é e dono de um discurso contundente, de respeito ao titular Colombo mas, acima de tudo, carregado com a personalidade própria da gestão técnica, do corte de gastos, chegando a lembrar que Santa Catarina se aproxima perigosamente do teto imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal nos gastos com a máquina. Para bom entendedor, tirou uma lasca de Colombo, fazendo uma crítica velada ao tamanho da máquina.

O PMDB catarinense começa a usufruir de seu melhor momento nos últimos anos, depois do impacto da perda de Luiz Henrique da Silveira, o mais lembrado da tarde festiva. A festa de Moreira reuniu, no beija mão, 90% de peedemebistas. De resto, tucanos e pessedistas se misturaram a uma ínfima minoria de outras bandeiras. A ausência dos progressistas já começou com o desembarque do deputado Valmir Comin, que pela manhã entregou a secretaria de Assistência Social.

Moreira queria um fato político para lançar seu governo e palmear sua popularidade entre os seus. Conseguiu. Deu o primeiro passo para concorrer. Foi cacifado até pelo presidente Michel Temer, que enviou seu ministro chefe da Casa Civil, Carlos Marun, para avalizar Moreira e confirmar com ele uma agenda no Palácio do Planalto na próxima semana para levar os pedidos catarinenses. Se os próximos passos do governador hoje empossado darão certo rumo à urna, os meses que estão por vir dirão. E Mariani nisso tudo? Poderá sair de candidato a governador a aspirante a uma cadeira na Cãmara Federal. Justamente o que já tem.

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