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Miri: Ou vai com Boeira, ou Salvaro, ou sai do PP

Entre as alternativas para o atual presidente da Câmara, deixar o partido está em cogitação
Denis Luciano
Por Denis Luciano 27/12/2019 - 09:56Atualizado em 27/12/2019 - 10:00

Ou o PP incrementa a sua nominata de pré-candidatos a vereador ou o atual presidente da Câmara deixará o partido. Essa possibilidade foi admitida pelo vereador Miri Dagostim em entrevista à Rádio Som Maior na manhã desta sexta-feira, 27. Situação delicada para o PP, que tem duas cadeiras no Legislativo e pode se ver ainda mais reduzido. PP que viveu resgate recente com Márcio Búrigo vice e depois prefeito, caindo em desgraça após a cisão com o ex-aliado Clésio Salvaro (PSDB).

Mas esse ex pode se tornar de novo aliado dos progressistas. É que, além de um PP reforçado para buscar cadeiras na Câmara, Miri vê no possível apoio à candidatura de Salvaro à reeleição uma boa alternativa para o PP. Ele reconheceu que, caso o ex-deputado Jorge Boeira não acene com confirmação de candidatura ao Paço, Salvaro é o nome para ter o aval progressista em 2020. Essa retomada da parceria de 2008 e 2012 se vê menos complicada a partir da saída do grupo de Márcio Búrigo do PP. Hoje, o ex-prefeito está no PL e articula uma pré-candidatura a deputado estadual em 2022. Não tem qualquer pretensão de bater chapa para a prefeitura no ano que vem.

A impressão ainda é de que Miri quer continuar no PP, com Boeira candidato e uma nominata confiável de 26 nomes à Câmara. A preocupação dele é que o partido tenha dificuldades de alcançar legenda, já que não está lá muito organizado (na visão dele) pensando no pleito de 2020. Chegou a citar, na fala à Som Maior, "que o partido hoje tem eu e o Paiol (vereador Edson Nascimento) e não pode ir só com dois ou três candidatos. É pouco". 

Mas caso não dê certo a continuidade no PP, Miri poderia encontrar abrigo no PSL ou até no PSD (segundo informou a colega Karina Manarin ontem, em seu blog). Do PSL pouco se sabe a respeito do futuro, com essa saída em massa dos bolsonaristas. Do PSD, o próprio Miri fez questão de falar, e com certa gravidade. "O PSD vive seu pior momento, pois tem três vereadores que não votaram com o prefeito na reforma da Previdência", lembrou, citando a saia justa do partido do vice-prefeito Ricardo Fabris, que tem Camila do Nascimento, Salésio Lima e Zairo Casagrande no Legislativo mas nenhum votou com o Paço na acirrada sessão extraordinária de segunda-feira.

Seja como for, o presidente da Câmara - que entregará o bastão para o sucessor Tita Beloli (MDB) a partir do dia 7 de janeiro - ainda não sabe qual será seu futuro político em 2020.

4oito

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