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Dal Farra fora. E agora, Tigre? (VÍDEOS)

É renúncia ou rescisão? E as dívidas? Torcedores fizeram carreata
Denis Luciano
Por Denis Luciano 14/05/2020 - 21:52Atualizado em 14/05/2020 - 21:57

Caiu como uma bomba no fim da tarde desta quinta-feira. Foi o segredo mais bem guardado dos últimos tempos no Majestoso. 

Jaime Dal Farra lavrou a carta de renúncia no dia 20 de março e entregou três dias depois ao diretor comercial e de marketing. A assinatura de Júlio Remor, como um protocolo, está ali no documento. Ou seja, o risco estava no ar. A decisão, tomada fazia quase dois meses. Faltava tornar público. Foi o que aconteceu. 

Dal Farra teve uma reunião tensa com seus parceiros de diretoria no início da semana. A renúncia fervilhava nas ideias do presidente.

O advogado Arlindo Rocha, prefeito de Maracajá, era o vice-presidente de Administração até a última sexta-feira, 8, quando formalizou sua saída do cargo. Ele já vinha desconfiado, notava o afastamento de Jaime e, via de regra, o ouvia reclamar das finanças e da pressão. Ele estava desgastado.

E há ainda a hipótese do cansaço pessoal. Corre à boca pequena que o acúmulo de ameaças recebidas por familiares pesou. O teor dessas ameaças, não sabemos.

Mas a decisão é administrativa e empresarial. Jaime fez cálculos. É bom nisso. Está diante da menor receita desde outubro de 2015, quando assumiu. Tem uma Série C pela frente e mínimas perspectivas de faturamento. O último grande fôlego financeiro se foi, o dinheiro da venda de Roger Guedes acabou.

O Criciúma depende agora da sua boa estrela. Estará saneado ao fim efetivo  da gestão Dal Farra, no fim do ano. Depois, recomeça do zero.

Sim, Dal Farra renunciou também. Mas, da mesma forma, rescindiu um contrato. São duas figuras num só homem: o presidente eleito pelo Conselho Deliberativo e o gestor da GA reconhecido legalmente pelo mesmo organismo.

A renúncia agora, e a rescisão também, seis meses antes, são o instrumento que garante a ele saída sem pagar a temida multa de R$ 10 milhões. Ele precisa deixar as contas em dia e sem passivo trabalhista. Mas ficará o Criciúma, também, sem jogadores. Vida nova total em 2021.

E o futuro? Moacir Fernandes, Anselmo Freitas e os irmãos Angeloni, são os nomes da hora para assumir. Ou então algum novo parceiro. Agora é hora de calma.

E os torcedores? Alguns fizeram carreata pelas ruas nesta noite para comemorar a renúncia de Dal Farra. Está nos vídeos dessa postagem.

 

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