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Agulha da discórdia: Tratamento alternativo, impasse e denúncia

Um tratamento polêmico, uma denúncia ao Conselho de Medicina e risco de doping de dois atletas assombraram o Criciúma
Denis Luciano
Por Denis Luciano 11/07/2018 - 10:38Atualizado em 11/07/2018 - 10:41

Impasse entre dois médicos em uma manhã de março de 2016 está conectado a uma polêmica resolução desta semana do Conselho Federal de Medicina (CFM). Estão proibidas as prescrições em todo o Brasil de tratamento de ozonioterapia.

Sem saber, o Criciúma ajudou a ilustrar, há mais de dois anos, esse cenário nebuloso de uma fatia da medicina alternativa voltada ao esporte.

Ozonioterapia, tratamento que induz a risco de doping / Foto: Daniel Búrigo / A Tribuna

"Ele chegou com uma maleta dizendo que faria umas aplicações no Róger Guedes, e que não podia dizer o que aplicaria, que era uma experiência de consultório". A revelação, do médico Mário César Búrigo Filho, o Marinho Búrigo, então diretor do Criciúma, retorna àquele 12 de março, 27 meses atrás, e refere o atacante, hoje no Atlético Mineiro, e Augusto Ferreira, médico graduado pela Universidade Federal do Pará e que se apresenta como presidente da Sociedade Científica de Saúde Integrativa.

Ao mesmo tratamento que Augusto Ferreira indicou para Róger Guedes foram submetidos o volante João Afonso e o atacante Jheimy. Uma das promessas do tratamento era a cura rápida de lesões. "Parte do sangue deles era retirado, se fazia uma manipulação e depois devolviam ao organismo do atleta", conta Marinho, sobre a ozonioterapia.

Daí veio o conteúdo da denúncia que Marinho Búrigo fez ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP). Na última segunda-feira, o órgão se pronunciou. O médico denunciado responde por infração de cinco artigos do código de ética médica. Entre as irregularidades, a prática de tratamento que pode induzir ao doping.

O clube garante que se cercou de cuidados. A Agência Brasileira de Controle de Dopagem enviou técnicos ao Criciúma pouco depois da denúncia. "Fizeram exames nos jogadores e não constataram doping", afirma o diretor jurídico do Tigre, Albert Zilli dos Santos. "Não sei direito como foi o tratamento lá em Sorocaba", relata o volante João Afonso, atualmente no Goiás. O atacante Jheimy está no Sampaio Corrêa do Maranhão.

A matéria completa está na página 20 do jornal A Tribuna desta quarta-feira. Relatamos o episódio ontem no Debate Aberto da Som Maior. Confira no podcast.

 

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