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Zé Augusto Hülse e outras da coluna

José Augusto foi o fenômeno eleitoral de Criciúma no final da ditadura
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 23/03/2019 - 06:55

A sexta-feira estava indo pro horário de fim de expediente, estava chovendo, e o meu sobrinho/afilhado capotou o carro na BR-101, perto na entrada para a Via Rápida. A notícia chega como uma bomba, principalmente porque não se tem noção exata da gravidade. Mas é em momentos assim que aflora o espírito solidário das pessoas.
Rapidamente, os motoristas pararam, um deles cruzou o caminhão na rodovia, e os outros foram ajudar.
A partir daí, a segunda boa constatação. O Hospital São Donato.
Atendimento perfeito, exames necessários foram realizados até ficar descartada qualquer fratura ou ferimento mais sério. Ufa.
Enquanto isso, acontecia em Criciúma, no salão de atos do Interclass, o lançamento do “filme” sobre o governo de José Augusto Hülse, produzido pelo jornalista Nei Manique.
Não fosse o acidente, eu estaria lá. Fazia questão disso. Porque acompanhei de perto o governo histórico e mudancista de José Hülse. Um fenômeno eleitoral dos tempos da reta final da ditadura militar.
Zé era de família tradicional, morador do Centro da cidade, primo de Ruy Hülse, da Arena (que havia sido prefeito pouco mais de dez anos antes) e sobrinho de Heriberto Hülse.
Hülse era família udenista/arenista. Zé foi candidato a vice-prefeito de Murilo Canto em 1976 pelo MDB. Perderam para Altair Guidi.
Eleito, Altair levou Zé Hülse para ser o “engenheiro chefe” da prefeitura. Queria fazê-lo candidato à sua sucessão. Mas não conseguiu.
Em 1982, Zé foi lançado a prefeito pelo PMDB, em sublegenda. Não era o preferencial dos filiados do PMDB, que estava fechado com o vereador Lírio Rosso, vereador e presidente do partido. 
Além disso, Zé tinha pela frente a máquina do governo consagrador de Altair Guidi, a máquina do Governo do Estado e candidatos/adversários de respeitável poder eleitoral, com os deputados Nereu Guidi e Eno Steiner, o ex-prefeito e deputado Manique Barreto e o presidente da Acic na época, Domerval Zanatta.
E o Zé Augusto venceu a eleição.
Ao assumir, levou para o Paço o time mais eclético que se viu. Da direita de Roseval Alves aos comunistas de Jorge Feliciano.
Ele era um cidadão conservador, mas um democrata acima de tudo. Que garantia espaço para todos, e para todas as ideias, desde que tivessem o objetivo de atender o interesse coletivo. 
O seu governo foi marcado pela “inauguração" da saúde nos bairros. Foi ele quem começou a construir postos de saúde nas comunidades.
Foi ele quem fez o primeiro programa “saúde da família” no país.
Nei Manique fez muito bem ao registrar o que foi o governo de José Hülse e a sua importância histórica para a cidade. Porque, daqui a pouco, quem testemunhou não lembra mais, e os outros nunca ouviram falar.
E o Zé merecia estar na homenagem e ato de reconhecimento pelo governo que fez.
Palmas aos dois, Nei e Zé. Eles merecem.

Os canos

Vereadores de Cocal do Sul estão questionando investimento feito pela prefeitura de quase R$ 500 mil para compra de canos, que estão agora estocados (foto).
Dois vereadores da oposição entendem que não tem demanda para tantos canos.

UDN chegando

Julio Lopes, presidente estadual da UDN, deve montar na próxima semana a direção provisória de Criciúma.
Na última reunião, estavam políticos conhecidos de outros partidos, como o médico Márcio Zacaaron (PSDB), ex-vereador e ex-secretário municipal, aliado próximo do prefeito Clésio Salvaro (segundo à direita, camisa polo branca).

O caminho de Julio Garcia

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia (PSD), está correndo o estado com um discurso de recuperação da imagem dos políticos (os bons).
Mas com postura de quem projeta candidatura majoritária para 2022 (governador, vice ou Senado).
Nesta sexta-feira fez palestra para o conselho empresarial de Chapecó (foto).
Falou sobre a importância do Legislativo para promover o desenvolvimento do estado. 
Disse que o Estado está razoavelmente equilibrado financeiramente, fará frente às suas despesas normais, mas precisa encontrar formas de investir.
Garantiu que não há risco de atrasos nos salários ou décimo terceiro dos servidores, e afirmou que é preciso trabalhar politicamente pelo alongamento da dívida do estado, no aumento da arrecadação e na redução de custos.
Sobre a relação com o governo do Comandante Moisés, foi taxativo: “a Assembleia cumprirá seu papel aprovando o que for bom, rejeitando o que for ruim e mudando o que for preciso”.

Coopera

Saudável, a Coopera registra sobras de mais de R$ 1,3 milhão, conforme relatório aprovado na noite desta sexta-feira em Assembleia Geral. Na mesma noite, foi eleita, em chapa única, a nova composição do Conselho Fiscal. A destacar o ex-prefeito Lei Alexandre entre os titulares, ao lado do presidente da Associação Empresarial, Cláudio Tiscoski, e de João Sebastião da Silva. Lei está interinamente na presidência do PP de Forquilhinha, depois daquela crise da saída de José Ricardo Junckes.

Os secretários

Depois de mais de duas semanas negociando, conversando e tentando arrumar a casa, finalmente o prefeito Dimas Kammer conseguiu. Ele foi buscar Fabrício Ferreira, um servidor de carreira e que coordenava a Vigilância Sanitária, para assumir a Secretaria de Saúde. Ele bem que tentou encaixar PDT e PSDB na pasta, sem sucesso. Do PP veio o vereador Ivoney Córneo para a Secretaria de Governo, o que abriu espaço a Juares de Oliveira para assumir uma cadeira na Câmara. Os dois serão empossados na segunda-feira.

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