O vereador Aldinei Potelecki (Republicanos), que foi diretor de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Criciúma no mandato passado, foi alvo da Operação do Gaeco cumprida hoje pela manhã em Criciúma e Balneário Rincão.
Além de Potelecki, também a sua esposa, Adriana.
A Operação do Gaeco cumpriu nove mandados de busca e apreensão na Coordenação dos Conselhos na Prefeitura de Criciúma, na Câmara de Vereadores e em outros endereços residenciais e comerciais em Criciuma e Rincão.
No Rincão, foi em um edifício residencial localizado à beira mar.
A Câmara de vereadores emitiu nota oficial, sem citar o nome do vereador, mas informando que:
"Com base nas informações oficialmente divulgadas até o momento, a Câmara esclarece que a investigação não guarda relação com o Poder Legislativo Municipal, tampouco com as atividades administrativas ou parlamentares desenvolvidas pela Casa".
O envolvimento de Potelecki na Operação do Gaeco seria por irregularidades praticadas durante o período em que ele ocupou cargo de confiança na prefeitura, no mandato do ex-prefeito Clésio Salvaro.
O Gaeco informou por nota que:
"A investigação busca esclarecer o pagamento de vantagens indevidas, justificadas por contratos de prestação de serviços que, segundo os indícios, nem teriam sido executados. O contrato seria um instrumento fraudulento para o pagamento de propina, resultando no favorecimento de agente público.
De acordo com as apurações preliminares, o esquema envolveria um ex-ocupante de cargo na Prefeitura Municipal, que teria utilizado sua influência na gestão de fundos municipais e na articulação da implantação de um novo centro de serviços em Criciúma para beneficiar determinada instituição de ensino – que tinha interesse em assumir o comando do serviço. Em contrapartida, a entidade de ensino teria contratado a empresa – de fachada - da esposa deste agente público.
As evidências apontam que a empresa contratada teria recebido valores parcelados por supostos “serviços de apoio administrativo”. No entanto, a investigação indica que a empresa não possuía funcionários registrados e que a proprietária, esposa do investigado, ocupava simultaneamente um cargo com carga horária de 200 horas mensais, o que tornaria inviável a execução do contrato de consultoria".
A equipe do 4oito e da Som Maior tentou contato com o vereador e com a assessoria dele, mas não obteve êxito até a publicação desta nota.
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