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Rumos do MDB, conversas do segundo turno e outras da coluna

MDB deve “sinalizar" para o Comandante Moisés. Merisio busca apoio do PSDB
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 09/10/2018 - 06:55Atualizado em 09/10/2018 - 07:38

Depois do “furacão 17”, começam as discussões no MDB e PSDB para troca de comando. O MDB terá convenção estadual em dezembro (já estava marcado). Como o deputado Mauro Mariani, atual presidente, já anunciou “fim de carreira”, será o motivo alegado para abertura das conversas (se não for esse o motivo, será qualquer outro).

É evidente que a derrota acachapante do MDB na eleição de domingo é o “fato motivador”.

Ainda mais que muitos “debitam” na conta de Mariani, por ele ser o presidente do partido, e pela sua postura como candidato (pouco acessível e de difícil trato).

O governador Eduardo Moreira, que presidiu o partido por 10 anos, já é citado para a função.

Hoje, 14h, o comando estadual do MDB vai se reunir em Florianópolis para avaliar a eleição, abrir debate sobre a sucessão na executiva e definir posição para o segundo turno.

A tendência também é aprovar indicativo de apoio na disputa pelo governo para o Comandante Moisés (PSL), e para Bolsonaro, na disputa presidencial.

Não devem ir além porque sabem que o Comandante Moisés não quer fazer acordos, nem se “misturar" com partidos tradicionais. É o que mostram as pesquisas.

No PSDB, também tem movimentos para mudança da executiva, com a participação do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.

Ele apresentou durante reunião com prefeitos do PSDB do estado, ontem, em Florianópolis, o nome da deputada federal criciumense Geovania de Sá, reeleita com mais de 100 mil votos, para assumir o partido.

O “fato motivador” para a proposta é o mesmo. O PSDB diminuiu na eleição. Só elegeu dois deputados estaduais e uma federal. Ficou com o tamanho de "partido pequeno".

Para o segundo turno, prefeitos e deputados do PSDB estão sendo procurados por Gelson Merisio (PSD).

Ontem, ele conversou por telefone com o prefeito Clésio Salvaro e se reuniu com o presidente estadual do PSDB, Marcos Vieira.

Por enquanto, nada decidido, mas já tem tucanos (principalmente prefeitos), fechados com Merisio.


Mudar o tom

Gelson Merisio quer “desnacionalizar” a eleição no segundo turno, disputa pelo Governo do Estado.

Quer tratar apenas de temas locais (estaduais).

É a forma que tem para tentar evitar o efeito do apoio de Bolsonaro para o Comandante Moisés.

Hoje, Merisio vai almoçar com deputados estaduais do PSD na Assembleia.


Estava escrito

Ulysses Guimarães dizia: “Ou mudamos ou seremos mudados”.

Políticos e partidos tradicionais que não entenderam o recado, não mudaram, e foram mudados.


Ponta a ponta

Se teve no estado o “furacão 17”, o olho do furacão foi em Criciúma.

Bolsonaro fez em Criciúma 72,35% dos votos, Comandante Moisés foi o candidato a governador mais votado - 36,76%; Lucas Esmeraldino o candidato ao Senado mais votado (na frente de Esperidião Amin) - 23,83%, o segundo deputado federal mais votado no estado foi Daniel Freitas (26,61%) e o deputado estadual mais votado foi Jessé Lopes – (26,61%). Todos PSL. Chapa completa.


Caiu

A deputada federal reeleita Geovania de Sá (PSDB) teve praticamente o dobro da votação que teve na eleição de 2014.

Mesmo assim, diminuiu quase 11 mil votos a votação em Criciúma.

Mais uma na conta do prefeito Salvaro.


Deixou passar

Quando estava migrando para o PSL, Daniel Freitas procurou o ex-prefeito de Forquilhinha, Lei Alexandre (PP), e insistiu para que o seguisse. Teria garantia de vaga para disputar eleição de deputado estadual. Mas, Lei resistiu, ficou no PP, e foi candidato a estadual. Fez 11.790 votos.

Com a negativa de Lei, Daniel Freitas e o comando do PSL convenceram o dentista Jessé Lopes, que era o presidente do partido, a sair candidato. Ele evitou, mas foi. Fez 31.595 votos. Foi o deputado mais votado em Criciúma.


De casa

O Comandante Moisés, que entra forte na disputa de segundo turno pelo Governo do Estado, é bem relacionado em Criciúma. Porque ele tem uma casa na praia de Ipoã, região do Farol, Laguna. Inclusive, é o síndico do condomínio.

Ele tem vizinhos criciumenses.


Guidi garantido

Se o deputado federal João Rodrigues (PDS) venceu o recurso judicial que tramita, os votos que recebeu serão validados e estará reeleito. Mas, não vai pegar a vaga do deputado criciumense Ricardo Guidi (PSD). Porque o PSD, na soma da legada, terá direito a mais uma vaga.

Quem vai pegar a vaga será o deputado eleito do NOVO.

Hoje, os votos dados a João Rodrigues estão "arquivados", aguardando julgamento. Foram contados, mas não considerados.


Primeira pesquisa

Sai hoje a primeira pesquisa do segundo turno da eleição presidencial. É do Instituto Datafolha e será divulgada pela Globo, início da noite.


Alerta

Ademir Honorato (MDB) fez uma denúncia grave, na tribuna da Câmara de Vereadores, na sessão de ontem. Ele disse que antigos servidores da Prefeitura de Criciúma, que já saíram do serviço público há muitos anos, estão encontrando brechas na lei para retornar e conseguir aposentadoria pelo sistema de previdência do Município, o CriciúmaPrev, que permite um aposento maior do que o da iniciativa privada. O problema é que não contribuíram por todos esses anos ao CriciúmaPrev. Vale lembrar que o CriciúmaPrev já está como tema central de discussões devido a sua dívida e a possibilidade de quebrar dentro de alguns anos.


20 anos

O resultado do pleito eleitoral predominou na Câmara de Vereadores de Criciúma, ontem. Aldinei Potelecki comemorou a conquista de uma vaga na Câmara dos Deputados com a vitória de Hélio Costa (PRB). Seu grupo política tentava há 20 anos eleger um deputado federal. O triunfo veio com o deputado mais votado deste ano. O partido também elegeu Sérgio Motta para estadual.


Participação de Kaminski

Outro vereador que comemorou os resultados das urnas, foi Julio Kaminski. Mesmo no PSDB, ele coordenou a campanha a deputado federal de Daniel Freitas, do PSL. O resultado de Daniel surpreendeu positivamente com a segunda maior votação no estado, com mais de 140 mil votos. Somente na AMREC foram 50 mil votos. O resultado surpreendeu até mesmo a própria equipe, que projetava até 80 mil votos.

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