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PSDB confirma Bauer, mas continua conversando com Amin (PP) e Mauro (MDB)

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 17/07/2018 - 06:44Atualizado em 17/07/2018 - 13:25

Prefeito Clesio Salvaro foi um dos últimos a falar na reunião de ontem do comando estadual do PSDB, em Florianópolis, mas foi o principal discurso.

Ele fez a defesa veemente de aliança para eleição de outubro, contra a proposta de chapa pura.

Clesio quer que o PSDB faça aliança com Esperidião Amin e o PP, mas não chegou a dizer isso ontem. Ficou apenas na defesa de aliança, contra o isolamento do partido.

A deputada federal criciumense Geovania de Sá também fez discurso na defesa de aliança.

Ela defendeu, inclusive, a formação de uma comissão de negociação. Que não foi levada adiante. 

Se o caminho do PSDB for por chapa pura, Geovania será a candidata a vice. Mesmo contra a sua vontade.

No final, a decisão tomada na reunião foi a confirmação da candidatura do senador Paulo Bauer a governador.

Mas, na pratica, o PSDB está negociando. Com Esperidião e o PP, e com Mauro Mariani e o MDB.

Antes da reunião de ontem, um grupo de “cardeais" do PSDB teve reunião com o deputado João Paulo Kleinübing, presidente do DEM.

Durante a reunião, chegaram Esperidião Amin e Silvio Dreveck, presidente do PP.

A conversa foi inconclusiva.

O saldo final é que vão continuar conversando. Deixaram as “portas abertas”.

Esperidião deve aguardar a convenção estadual do PSD para avançar nas tratativas com o PSDB.

Afinal, pela sua tese, Merisio quebrou o acordo ao convocar a convenção, porque teriam acertado que as convenções só seriam convocadas quando os partidos concluíssem as negociações.

A convenção do PSD, então, será a confirmação do rompimento.


Xeque mate

Merisio deve aprovar na convenção a sua candidatura ao governo e a de Raimundo Colombo ao senado, deixando duas vagas abertas ao PP. Vice-governador e a segunda candidatura ao senado.

E a partir dai, Merisio pode colocar Amin em xeque-mate.

Ou ele capitula ao projeto de Merisio e aceita a candidatura ao senado, ou confirma candidatura ao governo pelo PP, com quem conseguir reunir ao seu lado e as alianças que conseguir fechar.


Sem volta

A disputa pelo governo do estado já tem três candidatos definidos/consolidados - Mauro Mariani - MDB, Decio Lima - PT e Gelson Merisio - PSD.


As causas da retirada de Mota

O suplente de deputado Manoel Mota, MDB, negou ate o fim de semana que renunciaria a candidatura.

Mas, quando convocou ontem a tarde uma coletiva para amanhã, nove em cada dez peemedebistas passaram a afirmar que ele vai dar as razões de sua batida em retirada.

O deputado Mauro Mariani, presidente estadual do MDB e candidato a governador, ainda tenta convencê-lo a ficar.

Mota está desgastado, fragilizado, e muito chateado (com o governo do MDB).

Ele perdeu apoios importantes no MDB, como ex-prefeito Volnei Weber, que coordenava suas campanhas na Amurel, e agora é candidato a deputado.

Mas, ele também tem um problema fora o partido. O ex-prefeito do Arroio, Evandro Scaine, PSD, candidato a deputado.

Scaine está fazendo uma campanha forte em Araranguá, praticamente casa a casa, procurando muitos cabos eleitoral que trabalharam para Mota.

 
Liberado

Ex-governador Raimundo Colombo tira o equivalente a uma tonelada das costas com a decisão da Justiça Federal de arquivar as delações da JBS que o citavam, junto com o ex-secretário da fazenda do estado, Antônio Gavazoni.

Na delação, foi dito que a JBS repassou r$ 10 milhões como caixa dois de campanha mediante compromisso de Colombo de privatizar a Casan, o que não aconteceu.

Justica mandou arquivar, seguindo recomendação do ministério público, por falta de provas.

Colombo fica “mais leve” para encaminhar sua campanha ao senado.

Hoje ele chega à cidade para uma agenda de dois dias.

Terá reunião com o prefeito Clesio Salvaro e será homenageado pelo deputado Ricardo Guidi.


Mudar de nome

Decisão corajosa, mas inteligente e democrática, a que foi anunciada pelo prefeito Helio Alemão Cesa, de Siderópolis.

Vai abrir discussão com a comunidade, quer que a câmara de vereadores esteja junto, para definir a mudança do nome da cidade. Em respeito aos fundadores que a “batizaram” como Nova Beluno.

O nome foi trocado pela ditadura, por causa guerra. Como foi imposto, ficou atravessado.

O prefeito fez o anuncio durante a missa (rezada em italiano) em homenagem ao aniversario colonização do município.

Se voltará a ser Beluno, ou Nova Beluno, ou Siderópolis Beluno, a cidade vai decidir.

O mais importante é o processo. Que respeita a história.

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