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Pedágio foi positivo, não tem que recorrer

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 22/02/2020 - 08:25Atualizado em 22/02/2020 - 08:40

Se fosse possível saber que o leilão para concessão do trecho sul da BR-101 terminaria assim, o processo teria sido bem mais tranquilo. Porque a tarifa de R$ 1,97 é absolutamente aceitável. Mesmo que passe para R$ 2,00 (que parece provável). Está dentro dos padrões normais. Ainda poderia ser discutido o numero de praças de pedágio. Mas, em outro clima.

O que fez incendiar o debate foi o estudo feito pelo Governo Federal apontando para tarifa de R$ 5,20 (e mais quatro praças de pedágio). Seria um absurdo. Um exagero. Fora de propósito. Principalmente, pelo que é pago no trecho norte da BR-101 catarinense (quase um terço disso).

Mas, a empresa que ganhou a licitação mostrou na prática que o estudo técnico do governo estava totalmente furado. Ou, alguém imagina que a empresa privada que ganhou a licitação está se propondo a operar no prejuízo? E não se trata de uma empresa nova no mercado, sem experiência e sem conhecimento do processo. É a mesma que já tem o trecho gaúcho da BR-101, a freeway e outras rodovias pelo país afora.

Enfim, passou, e foi muito melhor do que o esperado. Agora, é acompanhar de perto o cronograma de implantação e os investimentos previstos (mais de R$ 3,5 bilhões).

A concessão era necessária. Tinha que fazer. É o caminho seguro, que o mundo inteiro adota, para ter rodovia segura.

Vai recorrer

O deputado estadual Volnei Weber anunciou que vai recorrer ao Ministério Público contra o leilão, pedindo a sua anulação. Isso não faz mais sentido.

Tarifa abaixo de R$ 2,00 não vai ter. O que o deputado pode conseguir é uma decisão provisória, uma liminar, para sustar o processo enquanto não julgar o mérito. Só vai atrasar a concessão do trecho. E a estrada vai se deteriorando, esburacando, para prejuízo de quem usa a rodovia.

O deputado vai cumprir bem o seu papel se a partir de agora atuar como fiscal “número um” do cronograma de investimentos. Para não deixar que façam o que fizeram com o anel de contorno de Florianópolis, que era para estar pronto faz mais ou menos cinco anos.

 

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