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Os pedágios na BR-101, a eleição e outras da coluna

Prefeitos e empresários firmam posição pela paridade com trecho Norte na questão das praças e pedágios
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2018 - 06:56Atualizado em 26/10/2018 - 10:50

A região do carvão firmou posição. Só aceita duas praças de pedágio no Sul e quer a mesma tarifa cobrada no trecho Norte. Posição perfeita.

Não faz o menor sentido o Sul pagar quase o dobro da tarifa do trecho Norte e ter uma praça de pedágio praticamente a cada 50 quilômetros, enquanto no Norte a distância é o dobro.

O projeto do Governo Federal é cobrar tarifa (valor de hoje) a R$ 4,20 (no Norte é R$ 2,70) e implantar quatro praças de pedágio. No Norte (a partir de Florianópolis) tem três.

O Sul tem que insistir na paridade. Nada menos do que no Norte, mas também nada mais.

Prefeitos e empresários da região do carvão vão assinar documento que será entregue à ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre).

A reunião de ontem, que fechou posição, teve prefeitos, empresários e técnicos. Reunião produtiva, e positiva.

Os prefeitos do Vale do Araranguá já haviam fechado posição. A mesma.

Muito bom ver a representação formal da região se mexendo, trabalhando junto, marcando posição e seguindo as vias formais. Porque não adianta só falar aqui. Tem que registrar lá em Brasília. Na ANTT, no Ministério dos Transportes e no Palácio do Planalto. Porque é lá que são tomadas as decisões.

O prazo para entrega dos documentos do Sul na ANTT termina no dia 9 de novembro. Mas, poderá ficar aberto espaço para negociação política com o Governo Federal, dependendo da capacidade de articulação e mobilização do Sul.

Importante - o pedágio é inevitável, irreversível. Não tem como ter a BR-101 segura, com manutenção permanente, sem fazer a concessão do trecho e cobrança de pedágio. Os primeiros trechos duplicados já estão se deteriorando, porque o governo não faz a manutenção. Em poucos anos, a rodovia estará como a Rodovia Jorge Lacerda (acesso Sul de Criciúma).

Mas, dentro de padrões aceitáveis.


Impacto 1

O prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella (PP), também é empresário do ramo de transporte. Ontem, durante reunião com os prefeitos da Amrec revelou que já fez as contas e cada caminhão da frota da sua empresa irá pagar, se as regras da ANTT prevalecerem, R$ 151,20 só de ida no trecho entre São João do Sul e Laguna. Fontanella não é contra a concessão, mas entende que o valor deve ser menor, assim como o número de praças. A ANTT quer quatro praças, os prefeitos da Amrec fecham em duas e com preços equiparados ao Norte.


Impacto 2

O empresário Waldeci Rampinelli, do Arroz Rampinelli, contou durante o Debate Aberto, da Rádio Som Maior, que a empresa gasta mensalmente R$ 30 mil por mês com pedágios entre São Paulo e o Rio Grande do Sul. Mas os benefícios com as estradas e a redução de gastos com a manutenção compensam, segundo ele. Para o trecho Sul da 101, Rampinelli vem na mesma opinião dos prefeitos, deve haver concessão, mas com número menor de praças.


Adeus, Juninho

Perdemos um amigo ontem. Amigo daqueles de fé, de guardar no lado direito do peito. Olmar Vieira Junior, o nosso Juninho, foi vencido pela doença. Mas, resistiu enquanto foi possível.

Estava internado em São Paulo.

Juninho era um dos tradicionais das redações de Criciúma.

Foi diagramador do Correio do Sudeste, década de 70, depois do Jornal da Manhã, e durante muito tempo foi servidor da Unesc.

Vamos sentir a sua falta.

Na foto, com o que ele mais amava na vida - sua mulher, Carminha, que conheceu na redação do Jornal da Manhã (à direita), e os filhos.


Ausente

Comandante Moisés (PSL) foi “abatido" com uma infecção aguda, seguida de perda de voz, e não foi no debate da NSC TV, ontem à noite.

A NSC colocou no ar uma entrevista especial com Gelson Merisio (PSD).

Foi o fato novo na reta final da campanha. Arriscado/perigoso para Moisés.

Difícil saber a reação à ausência, mesmo sendo por problema de saúde, mas principalmente pelas acusações feitas por Merisio, em horário nobre na televisão, colado novela.

Ganhar, certamente Moisés não ganha nada com isso.

Quanto a Merisio, só pode ganhar.

Com a ausência de Moisés no debate de ontem, o último da campanha foi realizado na Som Maior, terça feira.

A Som Maior, então, fez o primeiro e o último debate na eleição de 2018.


Não é a mesma coisa

Logo que foi confirmada a ausência de Moisés, foi especulado que teria sido para repetir a postura de Bolsonaro, que não foi a nenhum debate desde que saiu do hospital (pós facada).

Difícil de acreditar. Porque seria primário.

Moises não é Bolsonaro, o ambiente no estado é diferente, e aqui não teve facada.


Pela bancada de Criciúma

O primeiro grande ato pós eleição, foi a reunião dos deputados estaduais e federais eleitos por Criciúma para discutir a bancada da região e as prioridades que serão tratadas no próximo mandato.

Foi na quarta-feira à noite, iniciativa da Unesc e Acic, com A Tribuna e Rádio Som Maior.

Foi a primeira reunião dos eleitos no dia 7 de outubro.

Evento foi desdobramento do Fórum "Criciúma do Amanhã", realizado na Unesc, em julho.

Ficou definido que formada a bancada parlamentar da região, que passará a trabalhar de forma sistemática pelas prioridades da região, listadas pela Acic e pelo Fórum “Criciúma do Amanhã”.

Importante tudo isso porque a “bancada" será a força política de Criciúma, que estará fora do núcleo de poder a partir de janeiro. Não terá governador, nem vice.

Participaram os deputados estaduais reeleitos Luiz Fernando Vampiro (MDB) e Rodrigo Minotto (PDT), os deputados estaduais eleitos Jessé Lopes e Julio Garcia (PSD), a deputada federal reeleita Geovania de Sa (PSDB), e os deputados federais eleitos Daniel Freitas (PSL) e Ricardo Guidi (PSD).

Pela Unesc, a reitora Luciane Ceretta, e pela Acic, o presidente Moacir Dagostim.


Eliane foi vendida por US$ 250 milhões

O grupo norte-americano Mohawk revelou, ontem, em comunicado aos acionistas, o valor pago pela Eliane Revestimentos Cerâmicos. A negociação foi de aproximadamente US$ 250 milhões, cerca de R$ 930 milhões em valor atual.

No comunicado divulgado no site da empresa um relato das movimentações da empresa nos últimos meses. Entre as ações, está a compra da empresa catarinense. "Em 15 de outubro, assinamos um acordo para comprar a Eliane, uma das maiores empresas de revestimentos cerâmicos do Brasil, por aproximadamente US$ 250 milhões. O Brasil é o terceiro maior mercado de revestimentos cerâmicos do mundo, onde a Eliane é líder em porcelana premium com vendas anuais de aproximadamente US$ 215 milhões. Nós antecipamos o fechamento da aquisição no quarto trimestre”, anunciou assim o presidente CEO da norte-americana, Jeffrey S. Lorberbaum.

A venda da Eliane, fundada e administrada até hoje pela família Gaidzinski, foi anunciada na sexta-feira passada. Os administradores não haviam revelado o valor por uma cláusula contratual. A empresa que tem sede em Cocal do Sul continuará com a mesma gestão e a negociação com a Mohawk irá proporcionar novos investimentos.

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