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Os ataques procedentes ao "pacotão" do Governo Moisés

O ex-governador fez a manifestação mais dura até agora sobre o pacote de projetos
Por Adelor Lessa 21/12/2021 - 13:36 Atualizado em 21/12/2021 - 19:06

O ex-governador Raimundo Colombo, PSD, fez a crítica mais dura até agora contra o pacote de projetos enviado pelo governador Carlos Moisés à Assembléia Legislativa, com medidas que vão aumentar o custo da máquina pública e podem comprometer as ações do próximo mandato.

Colombo gravou vídeo onde começa perguntando:

"Você está vendo alguma empresa aumentando os seus custos de forma irresponsável, alguma família assumindo compromisso para o futuro sem ter como honrar? Você está vendo alguma prefeitura, algum governo do estado, ou o governo federal, fazendo aumento enorme de despesa?

E acrescenta:

"Tem um que está fazendo. É o Governo de Santa Catarina".

Colombo diz que as medidas são irresponsáveis e impagáveis.

O deputado Milton Hobus garante que, somando tudo o que será "criado" pelo pacote de projetos, o "rombo" nas despesas públicas será de r$ 2,7 bilhões.

O "pacotaço" do Governo Moisés também recebeu críticas de entidades representantes do setor produtivo, como as associações empresariais de Chapecó e Jaraguá do Sul.

O governador encaminhou 31 projetos para análise em poucos dias, o que implica em votação a toque de caixa na Assembléia. 

Quase todos tratam de vantagens e benefícios para servidores graduados do governo.

Mas, também criam cargos de confiança (cargos políticos).

Por efeito imediato, vão provocar aumento de despesas e inchar a folha salarial.

Somente com reajustes e bonificações, mais de r$ 1,3 bilhão em 2022.  

O governo do estado se apóia na "sobra de caixa" existente para dar os aumentos. Mas, a sobra é circunstancial. 

A sobra de caixa não é definitiva, não é para sempre.

Acontece por vários fatores de momento, especialmente a pandemia.

Governos estaduais e municipais receberam aportes gordos do governo federal no período.

O governo federal também suspendeu por um tempo o pagamento da divida dos estados (no caso de Santa Catarina, foi r$ 1,5 bilhão em um ano que não foi pago, e ficou no caixa).

Teve mais um incremento considerável no caixa com receita de ICMS, por causa dos preços que subiram. Gasolina, energia elétrica, gas de cozinha, remedios, alimentos.

Quando tudo aumenta,  aumenta a arrecadação de ICMS para o governo.

Mas, isso é passageiro. 

Enquanto as despesas que estão sendo geradas pelo "pacotão" vão ficar.

E vão comprometer as contas do amanhã.

 

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