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O que já se pode projetar para os deputados eleitos de Criciúma e região

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/10/2018 - 06:16Atualizado em 25/10/2018 - 09:31

As urnas ainda nem esfriaram da votação de 7 de outubro, tem o segundo turno no domingo, mas já é possível fazer projeções para a nova “bancada" de Criciúma e região que vai assumir em 2019.

Foram eleitos cinco deputados estaduais e três federais.

Dos oito, quatro reeleitos - Rodrigo Minotto (PDT), Vampiro (MDB), Ada de Luca (MDB) e Geovânia de Sá (PSDB).

O deputado Ricardo Guidi (PSD) é hoje estadual e foi eleito federal. A rigor, não foi reeleito para o mesmo posto.

Três novos - Julio Garcia (PSD), Jesse Lopes (PSL) e Daniel Freitas (PSL).

Aliás, o deputado Julio Garcia é novo, mas nem tanto. Foi eleito para novo mandato, depois de oito anos fora da política, mas antes disso teve vários mandados e forte/intensa atuação política.

Pela sua postura, tem trânsito e boas relações em praticamente todos os grupos e partidos. Por isso, está sendo citado como candidato forte a presidência da Assembléia (função que já desempenhou duas vezes).

Se o previsto for confirmado, será a principal “autoridade" da região.

A deputada federal Geovânia de Sá, campeã de votos no seu partido, saiu da eleição fortalecida. 

Fez votação estadualizada pelo trabalho feito durante o atual mandato e isso lhe dá “autonomia política”.

Ela já está sendo apresentada para assumir a presidência estadual do PSDB. Hoje faz parte da executiva.

O deputado federal eleito Daniel Freitas (PSL) foi o grande vencedor da eleição. Fez 150 mil votos. Votação espetacular.

Foi beneficiado pela “onda 17”, claro. Mas, está eleito e todo esses votos reforçam o seu “cacife politico”.

Daniel pode ser secretário de estado, em um eventual governo do Comandante Moisés. 

Mas, se não for, certamente terá poder de influência para indicar. E deverá ter trânsito em Brasilia, se souber usar o prestigio que ganhou das urnas.

O deputado Luiz Fernando Vampiro foi reeleito, aumentou sua votação (indo na contramão do tsunamis) e passou a ser o principal politico do MDB no sul do estado.

Pode “reconstruir" o partido na região e assumir o comando. O caminho está aberto para isso.


O voto do “sobrinho"

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) escreveu no twitter que não tem nada a ver com a posição do deputado Gabriel Ribeiro (PSD) e não concorda.

Mas, Gabriel é seu sobrinho. São de Lages. Fizeram campanha juntos. Fazem parte do mesmo grupo.

O voto de Gabriel no Comandante Moisés (PSL), anunciado ontem, tem peso maior exatamente por isso.

É mais que um deputado do PSD. É o deputado do partido presidido por Gelson Merisio e sobrinho de Colombo.


Contra a velha politica

Em video que fez circular nas redes sociais, o deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD) anunciou voto no 17 para presidente e para governador.

Em nota distribuída pela assessoria, justificou: “a decisão pelo 17 nas duas esferas significa o rompimento com a velha política. O Brasil necessita de transformações, o Estado precisa continuar avançando, e isso só será feito com uma mudança profunda”.


Uma noite de horror

O projeto do vereador Diego Goulart (DEM), protocolado na câmara de Criciúma, que pretende a derrubada da APA (área de preservação ambiental do Morro Albino), deve ser uma das matérias mais polemicas dos próximos meses, devendo ter decisão só em 2019.

Aquela área de preservação foi criada por projeto de lei do executivo (prefeito da época era Eduardo Moreira), aprovado na câmara de vereadores em votação apertada. E depois de proclamado o resultado, o prédio do Forum de Criciúma, onde foi feita a sessão, foi depredado e quase invadido por mineiros. Foram horas de horror. 

Os vereadores e assessores que estavam dentro do prédio tiveram que se jogar no chão. A policia protegia o prédio, mas teve um momento em que a invasão parecia inevitável e o juiz diretor do Forum, Jânio Machado, deu a ordem - “podem atirar”.

Por pouco não aconteceu uma tragédia.

4oito

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