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O "fim" do governo Temer, acordo para gasolina em Criciúma e outras da coluna

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 30/05/2018 - 06:35Atualizado em 30/05/2018 - 09:12

O episódio dos caminhoneiros acabou de matar o governo de Michel Temer, que estava moribundo faz tempo. A partir de agora, vai apenas seguir o calendário e cumprir tabela até fim do ano, quando encerra o mandato.

Governo sem autoridade, sem crédito e incompetente. Quase levou o país ao caos. Não conseguiu perceber o tsunami que ja estava roçando as suas costas.

Os caminhoneiros já estavam nas ruas pelo país afora e o núcleo de poder do governo não estava inteirado na situação.

O governador Eduardo Moreira, MDB, contou ontem na radio Som Maior FM que na quarta feira da semana passada, quando o movimento dos caminhoneiros já tinha dois dias, e o comitê de crise já estava formado no estado, ele teve audiência ao meio dia com o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e perguntou:

“Ministro, vocês não estão recebendo o pessoal do movimento para negociar?”

E o ministro, sem o menor sinal de preocupação, respondeu:

“Não, ainda não começamos. Acho que vou suspender minha agenda da tarde para ver isso”.

Mas, quando Padilha e Temer levantaram a cabeça, o movimento ja havia parado o país, situação quase fora de controle, com risco real de uma guerra civil, abrindo espaço até para discursos pela volta da ditadura militar. 

Em resumo, o trem saiu o trilho!

Ontem à noite, o ambiente ainda era tenso, delicado, com confronto em Imbituba entre policia e caminhoneiros, e uma disposição dos envolvidos com o movimento de continuar na luta.

O que vai dar no dia hoje, ninguém sabe com segurança.

Mas, há sinalização de que hoje as coisas possam começar a ir voltando, aos poucos, lentamente, ao caminho da normalidade. Se assim for, que o saldo de tudo isso seja o fortalecimento do processo democrático e um recado forte da população que está cansada do jeito de fazer dos políticos de hoje.


Passou batido

O caminhoneiro Rodolfo Correa, um dos lideres do movimento da região, disse ontem na radio Som Maior FM que o governo federal poderia ter fechado acordo no início de tudo com redução de r$ 0,20 (20 centavos) no preço do diesel. Mas, demorou para começar a conversar. E a pedida aumentou consideravelmente.


Vai ter gasolina

Ontem à noite, o comitê de crise de Criciuma anunciou por nota que se reuniu com representantes dos caminhoneiros e acertou a liberação de veículos para entrega de carga de gás GLP, gasolina e diesel.

Para evitar a correria, o abastecimento além do necessário e garantir que tenha combustível para todo mundo, o comitê informou que foi estabelecido um limitador de 15 litros por automóvel.

Atualização: Acordo revogado.


Ponto final

Eduardo Moreira se reuniu ontem na Assembléia Legislativa com deputados, presidente do Tribunal de Justiça e chefe do Ministério Público. Ouviu apelo por maior rigor para desobstrução das estradas.

Na saída, anunciou - “agora, é a lei!”.

Na seqüência, gravou vídeo cobrando fim da greve e determinou o desbloqueio. Pelo diálogo, ou como tivesse que ser.


Ingrediente politico

O governo do estado diz nos bastidores ter identificado forte infiltração política na greve dos caminhoneiros em Santa Catarina. Tem nomes e farto material, mas só divulgará depois que tudo for resolvido, para não complicar ainda ais a situação.


Faria na mesa

O empresário criciumense Ricardo Faria chegou ontem em Brasilia e passou o dia em reuniões no Palácio do Planalto e no Congresso. É um dos empresários nacionais que estão nas mesas de negociações. À tarde, ele deu entrevista coletiva no Congresso.

Pela manhã, falou na radio Som Maior FM, com criticas duras aos lideres do movimento, condenando o apoio dado pela população e cobrando das autoridades a liberação das estradas.

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