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Moisés volta ao Governo fortalecido politicamente

Governador deve voltar a ter base com maioria na Assembleia
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/11/2020 - 14:39Atualizado em 27/11/2020 - 15:20

Depois de um ano sob ameaça e 34 dias afastado do cargo, o governador Carlos Moisés, PSL, teve o seu retorno assegurado agora à tarde, depois que o Tribunal Especial decidiu por maioria de votos pelo arquivamento do processo de impeachment.

Moisés numa outra condição. Com maioria folgada no plenário da Assembléia, boa relação com os outros poderes e uma equipe de governo com representantes de vários partidos, mesclando com alguns do seu "time" original.

A primeira informação que representa a mudança é que o chefe da Casa Civil será Eron Giordani, do oeste do estado, filiado ao PSD, atual chefe de gabinete da presidência da Assembléia. Caberá a ele manter o canal de comunicação com os deputados estaduais e a base de apoio na Assembléia.

MDB e PP também deverão ter representantes na nova equipe de governo.

De outro lado, entre os integrantes da equipe original de Moisés, é certo que Paulo Eli permanecerá no comando da secretaria da fazenda.

O responsável pela mudança no quadro, que levou à sua absolvição é o própio Governador.

No período em que esteve afastado, ele fez o que não se mostrava interessado em fazer. Política.

Conduziu pessoalmente articulações com os deputados estaduais, começando pelo presidente da Assembléia, deputado Julio Garcia, PSD.

Ele saiu da posição pela não política, de costas para os políticos eleitos/com mandato.

Não deverá passar a operar com as velhas (e condenadas) práticas, mas vai ouvir e valorizar sugestões dos politicos eleitos/representantes da sociedade.

 

A volta

A pergunta do dia - "por quê absolveram Moisés, se nada mudou no processo?"

A resposta - "absolveram exatamente porque nada mudou!"

Para afasta-lo do cargo temporariamente e encaminhamento do processo de impeachment eram necessários 6 votos. Maioria simples da composição do Tribunal, que tem 10 membros.

Para afastamento em definitivo (ou, cassação), seriam necessários pelo menos 7 votos (de acordo com a lei).

No encaminhamento do processo no Tribunal, nada de novo foi apresentado. Por isso, não teria o "sétimo" voto.

Ninguém que votou contra o afastamento temporário, votaria agora pela cassação.

Para completar, teve a decisão de quarta-feira do Tribunal de Justiça, que considerou legal o aumento dado pelo Governador Moisés aos Procuradores, que era o fato motivador do pedido de impeachment.

Resultado: só 3 votos foram mantidos pelo afastamento em definitivo/cassação. Pela absolvição - 6 votos.

O deputado Vampiro, que está com covid, e participou da reunião on line, se asbteve da votação.

 

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