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CriciumaPrev e Casan no foco de Salvaro

Prefeito bateu forte nas duas situações na sua mensagem aos vereadores ontem
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 05/02/2019 - 06:54

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), deixou bem claro quais os enfrentamentos que fará nos próximos dois anos de seu governo, o que classificou como “segundo tempo”. Disse estar disposto a enfrentar a todos para solucionar o problema de déficit do sistema de previdência dos servidores municipais, o CriciumaPrev. Mexer nesse assunto é, muitas vezes, ir ao enfrentamento com os funcionários públicos, que possuem um sindicato forte e atuante. Clésio Salvaro sabe disso e já começa a pavimentar o caminho ao convocar a Câmara de Vereadores. Pois será pela Casa Legislativa que a proposta terá que passar para ser aprovada. Fez o anúncio na primeira reunião do ano.
Como irá fazer ainda não se sabe. Talvez use a mesma estratégia do Estado de Santa Catarina em 2015 que, entre outras medidas, aumentou a contribuição do servidor. A fórmula para Criciúma ainda não está posta. O que se sabe é que como está não pode ficar. Os estudos são claros ao mostrar que o CriciumaPrev não se sustenta. O que precisa neste momento é encontrar um ponto de equilíbrio para que o processo possa ser menos traumatizante e mais eficaz possível.
Já sobre a Casan, o segundo ponto colocado pelo prefeito, a decisão será mais breve. O ultimato é 28 de fevereiro.
Pelo discurso que apresentou, ontem, aos vereadores, Salvaro está disposto ao rompimento. Caberá à direção da Casan ceder aos pedidos para evitar o desfecho. Além dos 40% de desconto na taxa de esgoto, que hoje é de 100% em cima da tarifa de água, e dos 7% dos royalties, o prefeito já chegou ao entendimento que a própria tarifa da água pode ser menor. A pressão em cima da Casan está cada vez maior.

Faturamento alto

Há um estudo em andamento para analisar qual o real custo para a captação, tratamento e distribuição da água se os seis municípios abastecidos pela Barragem do Rio São Bento – Criciúma, Siderópolis, Nova Veneza, Forquilhinha, Içara e Maracajá – se unissem em consórcio. Independente disso, um valor revelado pelo prefeito Clésio Salvaro já chama atenção. O faturamento seria de R$ 150 milhões.

Dívida do ISS

O vereador Ademir Honorato (MDB), assim como fez em anos anteriores, solicitou a lista das 50 empresas que mais devem o imposto de ISS para o Município. A dívida em 2017 era enorme e ultrapassava os R$ 180 milhões. No ano passado caiu significativamente. Agora, o vereador quer saber em quanto está atualizada. Também quer saber quantos foi arrecadado com o Refis realizado no ano passado. A pedido dos vereadores Aldinei Potelecki (PRB) e Julio Kaminski (PSDB) serão ainda solicitados os valores arrecadados pelo Refis do Procon que buscou o pagamento de dívidas, especialmente, de agências bancárias.

Procon na Praça

Nesta semana, durante a Megaliquidação, o Procon de Criciúma volta a se instalar na Praça Nereu Ramos, assim como fez no Natal. O pedido foi feito pela própria CDL que constatou que o nível de satisfação do lojista foi bem maior, diminuindo as reclamações. Desta vez, uma parceria com o SPC, ainda proporciona a consulta de crédito. Serviço bastante solicitado no ano passado.

Siderópolis

A Câmara de Vereadores de Siderópolis também deu início às sessões. Agora, sob o comando do presidente Roni Remor, o Lilo (PSB). Também aumento o número de mulheres. A vereadora Janete Trento (PMDB) terá a companhia pelos próximos 30 dias, da vereadora Maria Helena Porfírio (PP) que entrou na suplência de Ademir Doanadel (PP) licenciado.

75 anos

A Acic comemora, em 2019, 75 anos de história. A reunião, na noite de ontem, marcou o início dos trabalhos da diretoria e a organização para a comemoração da importante data com ações voltadas, especialmente, à valorização e reconhecimento do empresário e associado. A Acic se tornou ao longo dos anos, uma das entidades mais representativas do Sul, liderando uma série de ações em prol da região.

Lamentável

É lamentável os ataques nas redes sociais à deputada estadual Paulinha (PDT) levando em consideração a roupa escolhida por ela para a posse. A deputada deve, sim, ser avaliada pelas suas ações e projetos nesse primeiro mandato na Assembleia Legislativa. E jamais com ameaças violentas. Ela já acionou o jurídico e registrou Boletim de Ocorrência. Entre os ofensores, um policial militar do Sul.

Líder do PR

O senador catarinense, Jorginho Mello, será o líder do PR em 2019 no Senado. Ele afirma que a Casa precisa resgatar a credibilidade diante da população, especialmente, após os episódios que protagonizou durante a eleição para a presidência.

O antes e o depois

No mês passado, o governador Carlos Moisés (PSL), foi pessoalmente conversar com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para pedir que a liminar que revoga a obrigação de repasse de 15% do orçamento do Estado para a Saúde fosse proferida. Só que no entendimento de Fux não há motivos que provem que as finanças do Estado estejam tão ruins ao ponto de conceder a liminar e negou. O processo segue correndo no STF. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) foi protocolada no ano passado, pela gestão anterior, contra projeto aprovado pela Assembleia Legislativa que aumenta o repasse para a Saúde até chegar aos 15% em 2019.
Na campanha, Moisés pregava mais investimentos na área. Talvez ainda não tivesse real conhecimento da situação financeira do Estado e agora precisa rever a situação.

Nem o STF decidiu

Desde 2017 espera-se que o Supremo Tribunal Federal (STF) emita decisão sobre de quem é a conta da Ponte de Laguna. A briga é entre a Prefeitura da cidade e o DNIT. Só que a decisão foi que deve haver diálogo e o processo foi encaminhado à Câmara de Conciliação. Nem o STF soube dizer de quem é a conta da iluminação da ponte de Laguna.

As serras do Sul

A região Sul é ligada a região serrana por quatro caminhos principais. Pasmem, todos apresentam problemas. A Serra do Corvo Branco, em Grão Pará, está interditada e com obras intermináveis de pavimentação. A Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller, foi interditada de forma preventiva na noite de ontem. A ordem veio direta do governador Carlos Moisés. A pista está rachando. A Serra da Rocinha, em Timbé do Sul, é a que está com situação mais favorável. A pavimentação está sendo realizada e deve ser finalizada até o ano que vem. Mais ao Sul, em Praia Grande, a Serra do Faxinal não tem nem previsão de retomada de asfaltamento.
 

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