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As repercussões do debate da Som Maior e outras da coluna

Merisio irritado, Moisés calmo, os dois no ataque e um debate de conteúdo
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/10/2018 - 06:53Atualizado em 24/10/2018 - 09:10

Enfim, um debate de fato! Gelson Merisio (PSD) e Comandante Moisés (PSL) não se esconderam, nem tergiversaram. Foram para o confronto direto. Cada um ao seu estilo.

Até apresentaram propostas, mas a marca do debate foi o “troca" de petardos.

De cara, um tentou pegar o outro na contradição. Pela aposentadoria do Moisés, ou pelos gastos elevados de Merisio na Assembleia.

Depois, Merisio voltou a vincular Moisés ao MDB. Disse que ele foi nomeado por Ronaldo Benedet.

Moisés negou, disse que entrou no governo como concursado muito antes de Benedet fazer parte da estrutura de poder e que não tem compromisso, nem acordo, com ninguém do MDB ou qualquer partido. E emendou: "apoio a gente não rejeita, não nega, inclusive muitos prefeitos do seu partido estão me apoiando, o que não quer dizer que eu tenha qualquer acordo com o PSD”.

E foi assim durante todo o tempo.

Com as pesquisas sinalizando para uma derrota de “goleada", no domingo, Merisio estava visivelmente irritado desde o início. Parecia registrar o golpe.

Moisés, calmo e sereno como sempre. Mesmo quando atacou.

Merisio precisava sair do debate como o grande vencedor. A ponto de gerar um fato novo no processo, de impacto, com força suficiente para começar a quebrar o favoritismo de Moisés. E ele entrou no debate nesse clima. Mas, não conseguiu atingir o objetivo.

Em alguns momentos, foi agressivo demais, quase desrespeitoso com Moisés. E isso não ajuda.

Pelo debate de ontem, e considerando as reações dos ouvintes via whatsapp, a situação se mantém muito favorável a Moisés.

Também pelas propostas e pela sua postura, mas principalmente porque representa renovação e mudança do time que está no comando do Estado.

Moisés encarnou isso. E Merisio não conseguiu tirar.


O primeiro

Gelson Merisio atacou o deputado eleito Julio Garcia, que na semana passada o responsabilizou pela derrota do PSD na eleição e o condenou pela postura autoritária, sinalizando que votará em Moises.

Merisio disse que Julio é da velha política.

Mas, esqueceu que Julio foi o mais votado do seu partido na eleição entre os candidatos a deputado estadual.


O convite para a reitora

A reitora da Unesc, professora Luciane Ceretta, foi convidada para ser secretária de Educação do eventual governo de Gelson Merisio, mas declinou.

Primeiro, Ceretta recebeu uma sondagem do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), que está na aliança de Merisio.

Depois, o vice de Merisio, deputado federal João Paulo Kleinübing (DEM), veio a Criciúma na segunda-feira apenas para formular o convite à reitora.

Aos dois, Ceretta destacou que não tem filiação partidária. Assegurou que não tem intenção de ingressar na política, nem ocupar cargos na gestão pública, e que está focada apenas na gestão da Unesc.


Segundo tiro

Foi a segunda vez que Merisio tentou emplacar um secretário de Criciúma, sem êxito.

Faz 10 dias, o empresário Oscar Balsini foi convidado para assumir a Secretaria de Inovação e Tecnologia, chegou a aceitar, mas desistiu poucas horas antes do anúncio.


A secretária

Diante da negativa de Luciane Ceretta, Gelson Merisio anunciou no debate da Som Maior a professora Lucia Dalagnelo como secretária de Educação no seu eventual governo.

Antes, Merisio já havia anunciado Odair Tramontin (Segurança), Guilherme Zighelli (Fazenda) e Cristina Pires Pauluci (Saúde).


Com o Mito

O empresário criciumense Ricardo Faria, que reside em São Paulo, esteve ontem pela manhã em Criciúma, acompanhou parte do debate na rádio Som Maior, e depois viajou para o Rio de Janeiro, onde foi recebido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), na sua casa. Foi a segunda vez em uma semana que os dois se encontraram.

Os dois gravaram um vídeo, onde Bolsonaro agradece o apoio dos catarinenses e Faria projeta 90% para o candidato em Santa Catarina no segundo turno.


Números ruins

A última planilha com números do movimento econômico da Região Carbonífera volta a acender luz amarela para Criciúma.

No comparativo com 2017, período de janeiro a setembro, Criciúma registra percentual negativo (-1,87%). Quer dizer que decresceu.

Como polo da região, e com índice negativo, Criciúma está puxando para baixo o valor agregado da AMREC.

O melhor índice de crescimento no período foi de Siderópolis - 26,6%. Depois, Içara - 13,73%.


Para a saúde

Geovania de Sá (PSDB), deputada federal reeleita, elegeu a saúde como uma de suas prioridades na Câmara Federal e é para essa área que vem destinando boa parte de suas emendas. Ontem, esteve em Morro da Fumaça, com o prefeito Noi Coral (PP), e oficializou a entrega de R$ 100 mil (foto). Recurso já está liberado.


Criciúma tem Lei de Inovação

Falta somente a sanção do prefeito Clésio Salvaro para Criciúma ter sua Lei de Inovação. Na sessão de ontem, os vereadores aprovaram o projeto de lei que foi construído entre Legislativo, Executivo e entidades representativas. Duas emendas também foram aprovadas. Uma apenas para corrigir o nome da Satc e a outra trata da dotação orçamentária de até 10% do ISS de empresas da área de base tecnológica do ano anterior ao vigente. A nova lei prevê incentivos para o desenvolvimento de projetos na área de inovação. Aliás, a inovação e tecnologia vem sendo a aposta para o crescimento econômico não só de Criciúma, mas da região.


Emendas retiradas

Outras emendas, que causaram atrito entre os vereadores Zairo Casagrande (PSD) e Aldinei Potelecki (PRB) foram retiradas depois de um ofício da Comissão de Implantação do Centro de Inovação de Criciúma.


CCZ será terceirizado

O vereador Daniel Cipriano (PSDB) levantou um dos assuntos mais debatidos na sessão de ontem: as políticas públicas para animais de rua. Destaque para a informação de que o Centro de Controle de Zoonoses, o CCZ, deverá ser administrado, em breve, por uma Organização Social. Expectativa é que aumente o número de castrações realizadas.


Sem respostas

A vereadora Camila do Nascimento (PSD) entende que há descaso do Executivo com o Legislativo no momento em que não são respondidos os requerimentos encaminhados pelos vereadores. Citou um caso especifico em que fez o pedido em maio e ainda não obteve resposta. Diz ainda que quando vem são vagas. A vereadora colocou ainda que essa falta de resposta é uma infração administrativa. O presidente da Casa, Julio Colombo (PSB), afirmou que vão ser tomadas as providências e o Governo Municipal será informado das sanções que poderá sofrer caso o fato continue se repetindo.


Lei das Isenções

O vereador Aldinei Potelecki aproveitou para cobrar que o Executivo encaminhe o projeto de lei que trata das isenções revogadas com o novo Código Tributário e que é compromisso do prefeito. Restam 12 sessões até o fim do ano.


Iniciativa

O prefeito de Morro da Fumaça, Noi Coral (PP), encaminhou um projeto de lei à Câmara de Vereadores que favorece às mães e incentiva amamentação. A proposta prevê redução da jornada de trabalho das servidoras municipais para amamentação até que o filho complete um ano de idade.


Não votou

Aconteceria na sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Morro da Fumaça a segunda votação do projeto de lei que institui o Escola Sem Partido. Na próxima segunda-feira, terá um encontro com representantes da educação para tratar do assunto. A votação foi adiada depois de manifestações recebidas pelo presidente Miguel Zaccaron Da Rolt de profissionais da área que foram pegos de surpresa com a tramitação. A autoria do projeto é de Antonio Deluca e Jerson Maragno.


Confiança

A Associação dos Magistrados Catarinenses emitiu nota em apoio à Justiça Eleitoral. Destacou o fato de que são mais de 100 juízes em todo o estado atuando para que o processo eleitoral transcorra na mais completa lisura, dentro das normas estabelecidas pela Legislação e em total tranquilidade. São ainda 200 servidores da Justiça Eleitoral, além de servidores convocados em órgãos da administração pública e voluntários.

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