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A força do movimento dos caminhoneiros - sem políticos, nem sindicatos

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/05/2018 - 08:15Atualizado em 25/05/2018 - 14:15

O caminhoneiros derrubaram a coletiva dos 100 dias do governo de Eduardo Moreira (que seria hoje) e o grande comício para lançamento da candidatura de Gelson Merisio (que seria amanhã). 

Eles expulsaram o deputado Manoel Mota da manifestação em Jacinto Machado e fizeram correr sindicatos e centrais sindicais.

O movimento estava muito forte. Cresceu a cada dia. E foi só deles. Não teve paternidade. Não foi puxado por nenhuma entidade, não teve vinculação política.

Mas, as circunstâncias de momento também ajudaram. Há muitos focos de insatisfação na população, em várias categorias. Por vários motivos. E de certa forma, todo mundo se viu representado pelos caminhoneiros.

Mas, em condições normais de temperatura e presão, os caminhoneiros nem capacidade de articulação para fazer um movimento do tamanho que foi, que parou o país em quatro dias.

No fundo, o governo federal deu uma força para o movimento.

Porque a Petrobras pode (e deve) repassar os ajustes do preço internacional do petróleo aos seus produtos, mas, não pode ser “on line”. Não pode fazer 20 reajustes no peço do diesel em 30 dias.

Nem 22% de aumento em 10 meses, quando a inflação oscila na faixa dos 3%.

Os acionistas da Petrobrás não querem perder dinheiro. Ok. Mas, não precisa (e não deve) ser assim. Não há negócio que se sustente.

Ontem à noite o governo fechou acordo com os representantes dos caminhoneiros, que deve ser referendado hoje pela categoria. Ou não.

Mesmo assim, como o governo não previu tudo isso? Como não se preparou? 

A mostrar que o país está como está por conta de um governo sem autoridade, sem poder, sem crédito e sem gestão.


Efeito dominó

Em Criciúma, início da dedada de 80, os mineiros entraram greve. E foram recebendo apoio de outras categorias, que também tinham focos de insatisfação e foram entrado em greve. De repente, tinha 11 greves na cidade. Até os garçons fizeram assembléia para avaliar uma greve.

O movimento dos caminhoneiros, se não fosse resolvido agora, poderia acabar produzindo o mesmo efeito.

Ontem, os petroleiros já haviam sinalizado com possibilidade de greve.


Sem plano B

Como pode um país desse tamanho, com tanta água, tantos rios, e com tanto espaço, ainda dependente das rodovias, que leva a dependência do petróleo. Não tem segunda opção.

Por que não investe em hidrovias, ou ferrovia? Por que não diversificar?


Da carga tributária

Jayminho Zanatta, empresário, Criciúma, sobre a greve dos caminhoneiros:

“Primeiramente, sou a favor da manifestação dos caminhoneiros. Mas, é difícil equacionar essa conta de aumento de 50% no preço do petróleo com mais 20% na variação cambial.

Precisamos urgentemente de uma mudança na forma de cobrar impostos. O setor público todo quebrado e feroz na cobrança de impostos, taxas, contribuições, tarifas, etc.

Um exemplo é a cobrança de royaltes na exploração de petróleo, onde beneficia poucos municípios e estados”.


Formal/protocolar

Eduardo Moreira e Paulo Bauer se encontraram ontem em Tubarão, trocaram cumprimentos, conversaram animadamente, e riram.

Eduardo se encontrou também com Raimundo Colombo, seu ex-companheiro de governo, e até riram. Mas a relação ficou apenas na formalidade.

Os três foram homenageados pela câmara de vereadores de Tubarão com títulos de cidadania.

Antes, Eduardo e Bauer participaram da inauguração da Arena de Multiuso.


Amin no evento de Merisio

O deputado Esperidião Amin, PP, revelou ontem que vai ao ato organizado pelo deputado Gelson Merisio, PSD, em Chapecó, para lançamento de sua candidatura ao governo.

"Vou lá porque o Merisio, o Raimundo (Colombo) e o PSD são nossos parceiros para a eleição, e vou aproveitar para lembrar que também sou candidato ao governo”, disse Esperidião.

Ele divergiu, no entanto, da decisão de Merisio de não convidar o senador Paulo Bauer e o PSDB. "Eles estão no nosso arco de alianças e deveriam ser convidados”.


Mudou a data

O deputado Gelson Merísio, PSD, anunciou a transferência do ato que faria amanhã, em Chapecó. Passou para o dia 2 de junho, sábado da próxima semana. 

Disse em comunicado que tomou a decisão em solidariedade aos caminhoneiros.


Também mudou

O PSD de Criciúma também decidiu mudar a data de seu evento para novas filiações, que seria realizado amanhã, mesmo dia e horário do que seria realizado pelo deputado Merísio.

O motivo foi o mesmo - prestar solidariedade ao movimento dos caminhoneiros.

Com a mudança de data, não haverá mais choque com o evento de Merisio.

Agora, o ato de Criciúma passou o dia 7 de julho.


Sem coletiva

A coletiva de 100 dias do governo de Eduardo Moreira não tem nova data definida. Seria hoje e, num primeiro momento, foi transferida para segunda-feira.

Ontem, no fim da tarde, a assessoria do governador distribuiu nota informando que a nova data será marcada.

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