Caminhoneiros em diferentes regiões do país entraram em estado de greve nessa quarta-feira (18) e ameaçam uma paralisação nacional, caso o governo federal não oficialize a atualização da tabela do piso mínimo do frete.
A informação foi confirmada pelo presidente da Agência Nacional de Transportes de Carga (ANTC), Joel Valmir, em entrevista concedida ao Portal 4oito.
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A categoria aguarda até as 16h uma definição do presidente Lula (PT), sobre a assinatura da medida que, de acordo com os caminhoneiros, já foi discutida com o ministro dos Transportes, Renan Filho. “Vamos ter uma assembleia e estamos aguardando se o Lula vai assinar aquela medida. Se ele assinar, a gente continua trabalhando. Caso contrário, vamos parar o Brasil inteiro”, afirmou.
De acordo com Joel, o principal motivo do movimento é o aumento acumulado no preço do diesel, aliado à defasagem da tabela do piso mínimo do frete, que segundo a categoria não acompanha os custos reais da atividade.
“Hoje está um absurdo. O piso mínimo não está acompanhando a alta do diesel”, declarou. Ainda conforme o presidente da entidade, a nova tabela já foi reajustada em 13% e aguarda apenas a formalização pelo governo federal.
A expectativa da categoria é de adesão total caso a paralisação seja confirmada. “Todos vão aderir à paralisação, todos”, garantiu.
Protesto sem bloqueio de rodovias
Mesmo diante da mobilização nacional, a orientação da entidade é para que não haja bloqueio de rodovias, após alertas de órgãos de fiscalização sobre a proibição de interdições em estradas.
A recomendação é que os caminhoneiros mantenham os veículos parados em casa ou nos estacionamentos onde costumam guardar os caminhões. “Não precisa trancar via pública, não precisa trancar nada. Simplesmente chegue em casa ou no estacionamento onde guarda o caminhão e deixe ele parado. Faça sua greve em casa”, explicou.
Durante o dia, os motoristas poderão se reunir nas sedes de associações da categoria, retornando para casa no período da noite.
Pedido de apoio da população
O representante também pediu apoio da população, afirmando que os impactos do aumento dos combustíveis e dos custos do transporte acabam refletindo diretamente no preço final dos produtos. “O motorista hoje está igual uma esponja, sugando todo prejuízo. Isso vai doer no bolso do consumidor também”, afirmou.
Segundo ele, a atualização da tabela do frete tende a redistribuir os custos ao longo da cadeia de consumo, afetando o preço pago pela população.
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