Quase duas semanas após o começo da temporada da pesca da tainha em Santa Catarina, as más condições do tempo no Sul do estado prejudicaram os pescadores da região, que pouco puderam aproveitar os primeiros dias.
Segundo o pescador de Balneário Gaivota, Adir Ramos, ele e seus colegas só conseguiram pescar em dois dias desde a abertura da temporada, ocorrida no dia 1°. "Tem bastante peixe, mas a gente não está conseguindo trabalhar", destacou, ao portal 4oito.
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Temporada começou abaixo do esperado
A perspectiva, com a melhora do tempo, é de que os trabalhos sejam retomados a partir de quinta-feira (14). O objetivo é também da pesca de peixes maiores, que tem maior custo por quilo.
Nos próximos dias de trabalho, a expectativa é de melhores resultados, mas a previsão do tempo novamente não colabora. "Semana que vem toda ruim. De repente, num dia, a gente faz uma paulada boa. De repente, dá dois, três lances bons num dia. Mata 20, 30 toneladas e aí já dá bom", espera.
Os peixes possuem uma grande diferença de valores a depender de serem ou não ovados (que contêm ovas) e do tamanho. Nos primeiros dias, a safra não rendeu bons resultados.
"Média de R$ 6 o kg, porque não é um peixe ovado. O ovado é de 10 a 11 reais o quilo, mas não tinha o peixe ovado", explica. A colônia de Adir pescou cerca de 1,5 tonelada nos primeiros dias. "Deu R$ 9 mil, foi tudo nessa média", disse.
Imagens impressionam na região
Em outras regiões, como Garopaba, o registro dos animais segue impressionando nas redes sociais. Praticamente todos os dias, novas imagens surgem registrando grandes quantidades de tainha.
Além do simbolismo cultural, a pesca mobiliza toda a cadeia econômica e social do litoral catarinense. Neste ano, a safra é marcada por otimismo e pela expectativa de maior volume de pescado, mesmo diante de desafios relatados pelo setor, especialmente relacionados à burocracia e às regras da atividade.
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