O aumento no preço internacional do petróleo e a possibilidade de paralisação dos caminhoneiros voltaram a gerar preocupação entre consumidores e empresários do setor de combustíveis, sobre o risco de desabastecimento nos postos brasileiros.
Em Criciúma, o proprietário da rede de postos São Pedro, Roberto Benedet, afirma que o cenário ainda não aponta para uma falta generalizada de gasolina, mas admite que o movimento recente dos consumidores já provocou aumento expressivo nas vendas.
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Nessa quarta-feira (18), o volume comercializado dobrou em relação a um dia normal. “O consumidor recebe a informação muito rápido e também se assusta muito rápido. Ontem vendemos em um dia o equivalente a dois dias normais”, afirmou, em entrevista ao programa 60 Minutos, na Rádio Som Maior.
A corrida aos postos ocorre em meio ao receio de uma nova paralisação nacional de caminhoneiros, que pode interromper a distribuição de combustíveis, caso a categoria confirme a greve.
Alta do petróleo global já influencia nos postos
A valorização do petróleo no mercado internacional já trouxe impacto direto aos preços pagos pelo consumidor. De acordo com Benedet, a gasolina acumulou aumento de cerca de 40 centavos por litro nas bombas, enquanto o diesel teve alta próxima de 80 centavos.
Nos custos internos das distribuidoras, o peso foi ainda maior: cerca de 70 centavos na gasolina e 90 centavos no diesel.
Desespero do consumidor pode provocar esvaziamento
Embora os postos ainda mantenham abastecimento regular, o empresário alerta que o comportamento de consumo acelerado pode reduzir rapidamente os estoques. “Se todos forem para os postos abastecerem, encher tanque e tudo, com certeza o nível de estoque do posto vai diminuir muito, ou até faltar em alguns", destaca.
Além disso, ele relata que já há restrição na compra de volumes maiores junto às distribuidoras, o que dificulta a reposição imediata.
Possível greve dos caminhoneiros é o grande risco
Para o empresário, o fator mais crítico continua sendo uma eventual paralisação do transporte rodoviário. Mesmo sem bloqueios em estradas, uma simples suspensão das viagens dos caminhões já poderia comprometer a distribuição.
Em Santa Catarina, a Justiça já determinou a proibição de bloqueios rodoviários, com previsão de multas para caminhoneiros autônomos, transportadoras e sindicatos em caso de interdição.
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