Em uma carta enviada enviada à Executiva do Diretório Estadual do PSD, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, anunciou, nesta quinta-feira (19), o pedido de desfiliação do partido. A decisão é motivada pela divergência com relação ao pré-candidato a governador de Santa Catarina pela sigla, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.
"Política para mim é diálogo, gratidão e respeito. Considero a palavra dada o bem mais valioso de um homem público. E tenho repulsa aos que acreditam que política se faz com truculência, intimidação e socos na mesa", disse em um trecho do comunicado.
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Ainda no texto, o prefeito de Florianópolis fez uma série de críticas ao prefeito de Chapecó e ao presidente estadual do partido, Eron Giordani, e expôs que a decisão de sair também é fundamentada pela "forte indicação que o PSD não irá apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente da República", pontuou.
Na carta, Topázio Neto elogiou e defendeu o governo de Jorginho Mello, definindo-o como o "maior parceiro das prefeituras na história de Santa Catarina". "Por isso, cabe a pergunta: em nome do quê alguém propõe trocar um governo cuja gestão é a mais bem avaliada do país, com mais de 75% de aprovação popular? Aliás, qual projeto de estado o prefeito apresentou até o momento? A mim, nenhum", escreveu. Leia o comunicado na íntegra:
Topázio Neto sai do PSD by 4oito
Crise no PSD
A crise no PSD de Santa Catarina começou após o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, declarar apoio à reeleição de Jorginho Mello (PL), o que contrariaria o projeto à majoritária do partido. A posição gerou reação do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao governo pela sigla.
O partido chegou a encaminhar um processo de expulsão de Topázio Neto, em um anúncio feito pelo presidente estadual do partido, ao lado de João Rodrigues, mas recuou em meio a pressões internas e interferência de lideranças como Jorge Bornhausen, que considerou legítima a posição do prefeito de Florianópolis.
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