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Senadora eleita em SC prevê impeachment de Lula “em pouco tempo”

Parlamentar diz que oposição ampliará denúncias contra o governo a partir de 2027

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 03/11/2026 - 08:26 Atualizado há 18 segundos
Carol de Toni prevê que a oposição poderá intensificar a pressão sobre o governo Lula a partir de 2027 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Carol de Toni prevê que a oposição poderá intensificar a pressão sobre o governo Lula a partir de 2027 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O resultado das eleições de 2026 deve abrir uma nova disputa política em Brasília, com a oposição prometendo intensificar a pressão sobre o governo do presidente Lula. A senadora eleita por Santa Catarina, Carol de Toni (PL), prevê que o presidente poderá enfrentar um processo de impeachment em pouco tempo e afirma que a nova composição do Congresso pode favorecer esse movimento.

Em entrevista à Rádio Som Maior, Carol disse que a direita pretende ampliar as denúncias contra o governo a partir de 2027. Entre os argumentos, citou possíveis irregularidades em programas federais e o que considera gastos excessivos da administração.

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A parlamentar também defendeu a candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado, criticou o presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, e comentou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Ela sustenta que a prioridade será atuar na oposição e defender o que considera a retomada das liberdades políticas.

“Agora nós temos um desafio muito grande de atuarmos enquanto oposição para poder mostrar a verdade desse governo, que é um governo que gasta demais, gasta de forma irresponsável e que provavelmente, assim como já fez pedalada fiscal, vai fazer pedalada fiscal novamente”, declarou Carol. 

Carol de Toni comentou os desdobramentos das eleições de 2026 em entrevista à Rádio Som Maior | Foto: Lucas Mackowieski/4oito

Impeachment de Lula 

Durante a entrevista, Carol de Toni citou o programa Pé-de-Meia como exemplo de uma denúncia que já apresentou contra o Governo Federal. Segundo ela, os pagamentos do programa teriam sido realizados por meio de uma operação de crédito da Caixa Econômica Federal, o que, na avaliação da senadora, contrariaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Durante a minha liderança da minoria, eu já denunciei pedalada fiscal porque ele fez pagamento desse programa com operação de crédito da Caixa Econômica Federal, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que diz que o banco operador do programa não pode fazer operação de crédito e fizeram, porque ele já não tinha dinheiro de tanto que gasta”, afirmou.

Carol disse que, após a denúncia, apresentou um pedido de impeachment contra Lula, mas a iniciativa não avançou. Ela prevê que o cenário poderá mudar com a nova composição do Congresso.

“Agora, diante do agravamento da crise econômica que vai acontecer, nós vamos fazer essas denúncias e agora, tendo o Congresso Nacional com mais pessoas de direita, acredito que vai culminar no impeachment do Lula em pouco tempo. Essa é a minha previsão”, declarou.

Senadora apoia Rogério Marinho 

Carol de Toni também comentou a disputa pela presidência do Senado e afirmou que não acredita nas declarações de Davi Alcolumbre de que já teria maioria para permanecer no cargo. Ela defendeu Rogério Marinho como alternativa e disse que a oposição trabalha para ampliar o apoio ao senador.

“Ele está falando isso no intuito de pressionar, de influenciar os senadores que entraram, os senadores que estão, mas nós entendemos que o melhor nome para o momento do Brasil é o senador Rogério Marinho. Nós apoiamos a candidatura dele”, enfatizou.
 

A senadora eleita criticou ainda a postura de Alcolumbre em relação aos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela explica que o atual presidente do Senado já declarou que não pautaria esse tipo de pedido, mesmo com a assinatura de todos os senadores.

“Essa não é uma postura que a população brasileira espera do Senado. A população brasileira, nessa eleição, votou maciçamente nos candidatos que disseram que queriam impeachment dos ministros supremos”, disse Carol.

Para ela, a mudança na presidência da Casa é necessária para atender às expectativas dos eleitores.

“Nós entendemos que a permanência do Alcolumbre não só não combina, mas já não faz mais parte do atual momento do Brasil e da expectativa do povo brasileiro com relação à atuação do Senado Federal, que terá que ser incisiva nesse sentido”, declarou.

Flávio Bolsonaro poderia ser alvo de perseguição

A senadora eleita também comentou a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Ela afirmou que a decisão foi acertada diante do que considera perseguição judicial contra integrantes da oposição.

Carol comentou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e criticou o que considera perseguição judicial | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“O Bolsonaro está preso hoje, no nosso entendimento, sem ter cometido crime algum. E o Flávio, a atitude do Alexandre Moraes, de sete minutos após o resultado anunciado da eleição, ele mandar pegar o passaporte do Flávio, que ele entregasse o passaporte, já diz ali a intenção do Alexandre Moraes, de prender o Flávio”, declarou.

Carol disse que conversou por telefone com Flávio Bolsonaro após a saída dele do Brasil. O senador teria confirmado a suspeita de que poderia ser usado para influenciar a disputa pela presidência do Senado.

“Então, se o Flávio não agisse de maneira rápida, como fez, provavelmente ele ia ser usado como massa de manobra para esse tipo de articulação que está tendo”, afirmou.

Na avaliação da parlamentar, a saída do país evitou que Flávio se tornasse mais uma vítima do que ela classifica como perseguição judicial.

“Então, eu acho que ele fez bem, sim, em ter saído do Brasil, senão eles iam calar mais uma das vozes de oposição no nosso país”, disse.

Prioridade de Carol será atuação no Senado

Questionada sobre uma possível candidatura ao governo de Santa Catarina em 2030, Carol de Toni afirmou que ainda não pensa em uma disputa futura. Segundo ela, a prioridade é a atuação no Senado a partir de 2027.

“Na verdade, o futuro que eu estou vendo no momento é o ano que vem, é a atuação nossa de forma firme, persistente em prol da nossa liberdade. Eu não tenho nenhuma visão para daqui a quatro anos”, declarou.

A senadora eleita comparou a situação política brasileira com a da Venezuela e afirmou estar preocupada com a garantia das liberdades políticas no país.

“O ano que vem, não há que se falar em quatro anos se a gente não sabe se a gente vai estar com as nossas liberdades políticas garantidas daqui a quatro anos. O que está acontecendo no Brasil é muito sério e o que eu tenho em mente é a minha atuação enquanto oposição no Senado Federal o ano que vem”, afirmou.

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