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“Nada de positivo”, dispara prefeito após greve da Afasc

Vaguinho voltou a chamar paralisação de movimento político

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 19/05/2026 - 10:34 Atualizado há quase um minuto
Paralisação dos professores durou 7 dias e foi encerrada nessa segunda-feira (19) - Foto: Davi Brabos/4oito
Paralisação dos professores durou 7 dias e foi encerrada nessa segunda-feira (19) - Foto: Davi Brabos/4oito

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O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), entende que a greve de uma semana na Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) teve caráter político. Para ele, nada de positivo foi tirado da situação.

A paralisação foi encerrada nesta segunda-feira (18), após um acordo entre a associação e o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steersesc). As atividades retornaram normalmente nesta terça-feira (19).

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Em entrevista ao Programa Adelor Lessa após o fim da greve, Vaguinho voltou a classificar a paralisação como um movimento político e rebateu críticas sobre uma suposta falta de diálogo entre as partes.

“É claro que não faltou diálogo, até porque aquilo que ontem foi aceito era justamente o que estava à mesa antes da greve. Então, a questão era, de fato, salarial?”, questionou.

Ao ser perguntado sobre possíveis aspectos positivos do movimento, o prefeito respondeu de forma direta. “Positivo nenhum, mas fica naturalmente agora para nós a lição”, afirmou.

Ele também garantiu que o contrato de gestão das creches passará por ajustes. “Agora foi esmiuçado parágrafo por parágrafo, artigo por artigo, e está nas mãos da nossa controladoria, da nossa Secretaria de Educação e da Procuradoria-Geral do município. Então, naturalmente, terá ajustes, não tenha dúvida”, concluiu.

Afasc e sindicato fazem balanço sobre a greve

Reunião decisiva aconteceu nessa segunda-feira (19) - Fotos Gabrielle Rebelo/4oito

A associação e o sindicato chegaram a um acordo nessa segunda-feira (18), com a definição de um reajuste de 6,36% para a categoria, retroativo a março. A medida ainda depende de decisão do Tribunal Regional do Trabalho sobre a aplicação, ou não, do piso nacional do magistério público aos professores da Afasc.

Após sete dias de paralisação, a Afasc e o sindicato fizeram um balanço sobre os efeitos do movimento. 

Para o sindicato, apesar de o percentual acordado ser o mesmo já oferecido anteriormente, a adesão ao movimento e o resultado das negociações foram considerados positivos. “Foi muito importante porque mostrou que é preciso lutar para ser reconhecido”, afirmou o presidente do sindicato, José Argente Filho.

Além disso, a reunião definiu o pagamento dos dias de paralisação, que deverão ser repostos pelos professores. “Fica um alerta, sobretudo para a instituição. Porque atrás de cada instituição existem pessoas preocupadas com o conjunto”, destacou o advogado da Afasc, Alexandre Barcelos.

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