O impasse entre a Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) e os professores ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (4), com o encaminhamento de uma reunião entre as partes. O encontro está marcado para quarta-feira (6), às 10h, na sede da entidade, visando evitar a possível greve dos professores em Criciúma.
A reunião foi articulada durante o Programa Adelor Lessa, e deve reunir representantes do Sindicato dos Professores e da direção da Afasc, para discutir um possível acordo. A iniciativa surge após dias de tensão e da sinalização de paralisação por parte da categoria, que cobra avanços nas negociações salariais.
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Apesar de manter a reivindicação pelo piso integral do magistério público (de R$ 5.130,64), o sindicato agora espera por uma proposta da prefeitura municipal. "O prefeito não deve deixar isso acontecer [pagamento do piso]. Nós estamos esperando uma proposta para que a gente leve à categoria e tome a decisão", destacou o líder sindical José Argente Filho.
Caso não hajam propostas, a discussão pode ser judicializada. "O melhor caminho para nós é o acordo. Eles dizem que o professor faz um trabalho importante para Criciúma, então é importante que eles estejam valorizados diante dessa importância", avalia Argente.
Na última semana, foi estipulado um prazo de 72 horas para a resposta da Afasc, válido a partir desta segunda (4). Caso a situação não avance, a greve será iniciada na sexta-feira (8). Atualmente, os profissionais da Afasc recebem cerca de 60% do valor do piso.
Afasc e professores têm reunião agendada
Durante entrevista ao Programa Adelor Lessa, José Argente conversou ao vivo com o advogado da Afasc, quando foi encaminhado o encontro de quarta-feira (6).
"Uma primeira mesa redonda para a gente colocar todos os números em cima da mesa, fazer conta e ter uns dias para pensar", resume Barcelos, que afirma ainda não ter proposta a apresentar, mas sim que busca chegar a um denominador comum. "Estamos estudando e gostaríamos que eles tivessem acesso aos mesmos números que nós", explica.
Segundo a entidade, negociações semelhantes ocorrem anualmente, com avanços graduais na remuneração.
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