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Professores da Afasc pressionam por acordo e marcam greve em Criciúma: 'Queremos o piso'

Categoria pode parar na sexta (8) se não houver avanço; Afasc contesta obrigação legal e prefeitura promete manter creches abertas

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 29/04/2026 - 12:50 Atualizado há meio minuto
Mais de 6 mil crianças são atendidas pelas creches do município - Foto: Divulgação/Afasc
Mais de 6 mil crianças são atendidas pelas creches do município - Foto: Divulgação/Afasc

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O impasse entre professores da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) e a instituição entra em um momento decisivo na próxima semana. O sindicato da categoria definiu um prazo de 72 horas, a partir de segunda-feira (4), para que haja avanço nas negociações. Caso contrário, a greve poderá ser iniciada já na sexta-feira (8).

A categoria está em estado de greve e reivindica a aplicação do piso nacional do magistério público, que é de R$ 5.130,64.

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A Afasc sustenta que não há obrigatoriedade legal para o pagamento do valor, visto que o piso é garantido apenas para professores concursados.

"São duas coisas diferentes, o merecer e o ter o direito. Nós também entendemos que os professores merecem. O fato é que a gente compreende que o direito não lhes assiste", apontou o advogado da Afasc, Alexandre Barcelos.

Paralisação pode começar na próxima semana

Unidades atendem crianças de 3 meses até 6 anos - Foto: Arquivo/4oito

Apesar do indicativo de greve, o sindicato reforça que a prioridade segue sendo o diálogo. O presidente José Argente Filho afirma que o movimento será conduzido com calma. “Nós não queremos a greve, queremos o acordo e queremos o piso. Precisamos de tempo, precisamos organizar”, destacou.

A decisão tomada em assembleia prevê a notificação formal da Afasc e o prazo para resposta. “A Afasc vai ter 72 horas a partir de segunda-feira para se manifestar, para se movimentar e nos chamar para um possível acordo”, explicou.

O sindicalista reforça que, caso não haja retorno dentro do período, a paralisação será consolidada. “Se a gente não tiver nenhum posicionamento nessa direção de um acordo, nós entraríamos em greve a partir de sexta-feira”, afirmou.

Prefeito garante manutenção das creches

Prefeitura de Criciúma já garantiu que os serviços não serão interrompidos - Foto: Arquivo/4oito

Mesmo com a possibilidade de paralisação, a Prefeitura de Criciúma já garantiu que os serviços não serão interrompidos. O prefeito Vaguinho Espíndola afirmou que o município irá assegurar o funcionamento das creches.

Com o prazo definido, os próximos dias serão decisivos para o desfecho do caso. Sem acordo, a greve deve ser confirmada na sexta-feira (8), o que pode levar o impasse para a Justiça.

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