Quantas histórias cabem em 67 anos? De 2 de maio de 1959 até a mesma data em 2026, foram 804 meses, 24.472 dias e mais de 27.300 vidas transformadas pela SATC através da educação. Durante esse período, a instituição se firmou em pilares sólidos, sustentados por um colégio, um centro universitário e um centro tecnológico. Uma linha do tempo desenhada por diferentes mãos, que carregam o legado e constroem, diariamente, a evolução.
Em 67 anos, o mundo evoluiu de diferentes formas. Novas oportunidades, legislações mais amplas, avanços tecnológicos e um olhar mais atento às desigualdades sociais. A Satc acompanhou cada uma dessas evoluções, contribuindo para um mundo mais justo e acreditando no poder da educação para transformar realidades.
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Ao longo dessa trajetória, a Satc se consolidou com uma identidade própria. Para o reitor da instituição, Carlos Antônio Ferreira, essa construção vai além dos marcos históricos. “A Satc desenvolveu, ao longo dos anos, uma forma própria de fazer as coisas, que hoje chamamos de cultura. Esse conjunto de valores foi se fortalecendo a cada década, entre aprendizados, ajustes e muitos acertos. É algo consolidado com o tempo e que carrega um valor muito forte para a instituição”, destaca.
Evolução ao longo dos 67 anos
Em 1963, em meio a um cenário global marcado pela valorização da indústria, desenvolvimento econômico e pela necessidade crescente de formação técnica, a Satc inaugurava oficialmente o Colégio Satc. A criação da unidade dialogava diretamente com as demandas da época, ao apostar na qualificação profissional como base para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento do setor produtivo.
Quase quatro décadas depois, em 2002, o mundo já vivia outro ritmo, impulsionado pela globalização e por novas exigências do mercado de trabalho. Foi nesse contexto que a SATC deu um passo decisivo ao ingressar no ensino superior com a criação da Faculdade Satc. A iniciativa, que resultaria no que é hoje o Centro Universitário UniSATC, reforçou o papel da instituição na formação de profissionais alinhados às transformações contemporâneas.
A evolução da instituição seguiu acompanhando os desafios de cada época. Em 2013, em um cenário internacional marcado por debates sobre sustentabilidade, eficiência energética e inovação industrial, a Satc inaugurou o então Centro Tecnológico do Carvão Limpo (CTCL). A iniciativa consolidou a atuação da instituição em pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. Com o passar dos anos, a ampliação das áreas de atuação se transformou no atual Centro Tecnológico (CT) SATC, fortalecendo ainda mais a conexão com o setor produtivo e com as pautas do futuro.
Novas possibilidades
O impacto da instituição ultrapassa os limites da sala de aula e se reflete diretamente no desenvolvimento econômico da região. A formação de profissionais ao longo das décadas contribuiu para transformar o perfil produtivo do sul catarinense, ampliando horizontes e criando novas possibilidades.
O diretor administrativo financeiro da Satc, Márcio Zanuz, observa que a atuação da instituição ajudou a diversificar a base econômica regional. “Embora tenha origem no setor carbonífero, a SATC formou profissionais que impulsionaram o surgimento e o fortalecimento de outros segmentos, como a indústria metal mecânica, química e também áreas como comunicação, negócios e entretenimento. Boa parte da diversidade econômica que existe hoje na região deriva dessa formação e do empreendedorismo desenvolvido a partir dela”, reforça.
Essa transformação também é percebida na consolidação da região como um polo de desenvolvimento. “A Satc teve papel decisivo na formação de técnicos que impulsionaram o desenvolvimento industrial em diferentes regiões de Santa Catarina. Com o tempo, esses profissionais passaram a permanecer na região, contribuindo diretamente para a criação de empresas e novos negócios. Esse movimento foi fundamental para o crescimento e a diversificação econômica do sul catarinense”, completa o diretor executivo da Satc, Fernando Zancan.
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