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'Se não há acordo, a saída pode ser judicial', diz sindicato o sobre impasse na Afasc

Disputa pode parar na Justiça diante da falta de acordo entre as partes

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 28/04/2026 - 17:50 Atualizado há 1 minuto
Creches atendem milhares de crianças e estão no centro do impasse | Foto: Divulgação/AFASC
Creches atendem milhares de crianças e estão no centro do impasse | Foto: Divulgação/AFASC

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A rejeição da proposta da Afasc em assembleia marcou um novo capítulo na negociação com os professores e ampliou o clima de tensão em Criciúma. Com participação expressiva, a categoria aprovou estado de greve e indicou possibilidade de paralisação inédita na instituição.

O movimento ganhou força nas últimas semanas, após tentativas sem sucesso de acordo. Segundo o sindicato, a mobilização cresceu diante da insatisfação com salários e condições de trabalho.

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A principal reivindicação é a adoção do piso nacional do magistério, hoje em R$ 5.130 para 40 horas semanais. Atualmente, professores da Afasc recebem cerca de R$ 3.133 para a mesma carga.

Assembleia amplia pressão por piso nacional

A decisão pela greve foi ampla. De acordo com o presidente do sindicato, José Argente Filho, 431 professores votaram a favor da paralisação e 19 foram contrários. “A categoria deixou claro que quer o piso, mesmo sabendo que é uma luta difícil”, afirmou.

Ele explicou que o impasse envolve o enquadramento da AFASC, entidade privada que presta serviço ao município. Para o sindicato, isso não impede a aplicação do piso. “O ponto central é definir se há ou não esse direito”, disse.

Além dos salários, Argente citou sobrecarga de trabalho e salas lotadas como fatores que aumentam a insatisfação. Ainda assim, reconheceu que a proposta rejeitada previa reajuste acima da inflação.

Prefeito se manifestou sobre possibilidade de greve em vídeo nas redes sociais | Foto: Divulgação/Prefeitura de Criciúma

Afasc aponta limite financeiro e sugere Justiça

Em entrevista a rádio Som Maior, o advogado da Afasc, Alexandre Barcelos, afirmou que a instituição não tem margem para conceder o piso. Segundo ele, a receita depende exclusivamente do contrato com o município, que está em fase final.

“Os números são públicos e não comportam esse avanço”, disse. Para ele, diante do impasse, o caminho mais adequado é a judicialização, sem necessidade de greve.

Barcelos também alertou que uma paralisação pode levar à rescisão contratual, já que o serviço precisa ser mantido. Mesmo assim, garantiu que a entidade segue aberta ao diálogo.

Sem acordo até o momento, a tendência é de novas tentativas de negociação, enquanto cresce a possibilidade de decisão judicial sobre o caso.

Prefeitura reage e promete manter atendimento

Após a assembleia, o prefeito Vaguinho publicou um vídeo em sua rede social, no qual afirmou que não permitirá a interrupção dos serviços nas creches. Em manifestação disse que a prioridade é garantir atendimento às cerca de 6 mil crianças.

“Não vou permitir que deixem as crianças sem creche”, declarou, ao criticar o movimento e sinalizar que medidas contratuais podem ser adotadas em caso de paralisação.

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