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Afasc entra em estado de greve, mas Vaguinho garante manutenção dos serviços

Prefeito publicou um vídeo nas redes sociais confirmando que Criciúma não fica sem creches

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 28/04/2026 - 09:28 Atualizado há 1 hora
Associação entreou em estado de greve após assembleia do sindicato nessa segunda - Foto: Arquivo/4oito
Associação entreou em estado de greve após assembleia do sindicato nessa segunda - Foto: Arquivo/4oito

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Após os rumores de uma possível greve das creches da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social) em Criciúma, o prefeito Vaguinho Espíndola (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais garantindo que o município não irá ficar sem o serviço.

A manifestação por parte da associação é por conta de uma reivindicação de aumento salarial de impacto real, acima do nível da inflação. Na noite dessa segunda (27), os professores votaram em favor do estado de greve. "Reivindicar é direito, mas prejudicar as famílias da nossa cidade para barganhar aumento é chantagem. E com chantagista não se negocia", disse o prefeito.

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Ao término do vídeo, o prefeito exigiu a manutenção dos serviços da Afasc, que atendem mais de 6 mil crianças criciumenses em 40 unidades dos Centros de Educação Infantil (CEI). "Eu vou cobrar isso todos os dias. Do contrário, vamos tomar as medidas previstas em contrato. Criciúma não vai ficar sem creche", enfatizou.

Sindicato exige valorização dos professores

Após a repercussão do conteúdo de Vaguinho, a Afasc publicou uma nota oficial sobre a situação. Os professores exigem o pagamento do piso mínimo nacional, que é superior a R$ 5,1 mil. No comunicado, a associação reforçou que realiza os esforços para valorizar os trabalhos dos mais de mil profissionais da educação infantil.

Atualmente, os professores recebem um valor cerca de 60% inferior, de R$ 3,1 mil. "Em 2025, após mais de dez anos sem ganho real, a instituição concedeu reajuste acima da inflação, com ganho real de 3%", destaca a nota.

A assembleia dessa segunda, que definiu a possível greve dos trabalhadores, terminou com a aprovação da paralisação dos serviços. "Assim que for oficialmente comunicada, a Afasc fará a análise da deliberação e se manifestará dentro dos prazos legais e canais institucionais", informa.

Ainda no comunicado, a entidade diz que segue aberta ao diálogo com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steersesc), e que se compromete a adotar as medidas possíveis para que os atendimentos não sejam afetados.

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