Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 31/10/2019 - 08:40

Poucos sabem que por trás de um grito de VITÓRIA, existe muito TRABALHO.

Pode até parecer FÁCIL, mas INFELIZMENTE não é. Chegar nos nossos OBJETIVOS, sejam eles quais forem, exige muita DEDICAÇÃO, ESFORÇO e principalmente PACIÊNCIA.

Ao longo desses 25 anos praticando o TRIATHLON, vejo que fica cada vez mais DIFÍCIL manter o RENDIMENTO e os RESULTADOS. Isso porque a vida vai mudando, as PRIORIDADES vão mudando, a família AUMENTANDO e assim vamos...

Mas lembre-se que tudo isso é um PROCESSO e devemos estar PREPARADOS para entender todo esse CONTEXTO. 

Nada vem de GRAÇA nem na VELOCIDADE que esperamos.

Tavez a SABEDORIA que dizem ter os mais EXPERIENTES, venha exatamente disso, saber lidar com a DIFERENÇA de VELOCIDADE que as coisas acontecem. .

E eu? "

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 03/06/2019 - 07:00

Feliz demais por hoje. 
Não só pela vitória em si, mas tudo o que ela representa. 
Há 11 anos eu vinha pra Criciúma com mala, bicicleta e algumas idéias na cabeça. 
Fui recebido de braços abertos e hoje me considero daqui. 
Tanto que cruzo as linhas de chegada com a bandeira que simboliza a maior paixão da cidade. Nada poderia ilustrar melhor meu sentimento de agradecimento! Seguimos em frente, pois a vitória de hoje é a motivação para o amanhã! 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 07/02/2019 - 07:00Atualizado em 07/02/2019 - 07:04

Você sabe o que é TRABALHAR com AMOR? 

Ou melhor dizendo, trabalhar com o que se AMA?

Pois é... Esse sou EU. Que a 25 anos encontrou no ESPORTE uma PAIXÃO e desde lá, tenta passar isso aos AMIGOS, FAMILIARES e hoje em dia para os ALUNOS.

ONZE anos atrás por causa do amor... Não da PROFISSÃO e sim da então NAMORADA, vim pra CRICIÚMA. 

Literalmente com uma mão na frente e outra atrás, uma BICICLETA e muitas ideias na cabeça e sem saber como a cidade me RECEBERIA.

Naquela época não existia o PROFISSIONAL que sou hoje. Treinador de corrida? 

Eu sei correr, era o que me diziam... Fui LITERALMENTE construindo um CONCEITO que nos dias de hoje, todos nós, profissionais de educação física, aproveitamos. O crescimento desse novo mercado iniciou com muita LUTA, SUOR e LÁGRIMAS pois não foi nada fácil INSTITUIR algo totalmente NOVO por aqui. 

CONFESSO que no início deu MEDO, vontade de DESISTIR e talvez até partir para algo mais corriqueiro ou considerado "NORMAL" .

Mas minha cabeça sempre foi assim... O PENSAR FORA da CAIXA, sempre foi uma das minhas VIRTUDES, MODÉSTIA a parte falando. 

Hoje, olhando tudo o que passei, "ASFALTANDO" todo aquele caminho de "PEDRAS", relembro e tenho a certeza que tudo aquilo só me deixou mais FORTE. 

Ninguém nos TIRA o que VIVENCIAMOS. E é por isso que gosto de todo esse PROCESSO. Ele me deu EXPERIÊNCIA, me deu SEGURANÇA e me deu ORGULHO acima de tudo. 

MODIFICAR vidas, isso faz PARTE. Perdi as contas de quantas pessoas passaram pelas minhas aulas e sempre lembro com CARINHO, tanto das que CONTINUAM quanto as que PARARAM pelos mais diversos MOTIVOS. 

A VIDA, é pra ser VIVIDA. 

Saia do sedentarismo. Viva! 

E você,  está ESPERANDO o que para VIVER? 

No Instagram @treinadorsantiagomendonca

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 19/01/2019 - 09:20

Orgulho.
Essa é a melhor palavra pra descrever esse momento. 

Não porque meu filho fez o mesmo esporte que pratico e amo desde 1994. 

Não porque ganhou de alguém.

E sim por ver ele enfrentar um rio turvo, que não se enxerga nada, com correnteza, e que muitos adultos não tem coragem de enfrentar. 

Pedalar num circuito difícil pra idade dele, numa bicicleta de "brinquedo" pois estava com uma do BEN 10 (personagem que ele gostava na época que compramos).

Saber que ele NUNCA gostou de pedalar, sempre preferiu o skate, a bola e a natação. Sendo que  as rodinhas, tão necessárias para o equilíbrio, ele tirou  semana passada porque realmente ele não andava. 

Correu de chuteira, porque segundo ele: "sou jogador de futebol" e vive em função disso, sabendo todos os times, nomes de jogadores e recentemente completou o album do campeonato Brasileiro

Foi lá, nervoso por não saber a língua, não entender o que falavam, e fazer uma coisa inédita para ele até então.  Chorou algumas vezes por estar sozinho, mas venceu todas essas dificuldades.

Com meus olhos cheios de água, sinto que o exemplo foi passado a diante. 

Não, não quero um campeão. Quero um homem corajoso, honesto e de caráter. O resto ele que decida

(Cadu completou um triathlon na cidade de La Paz, município de Entre Rios na Argentina, com distâncias de 25m de natação, 1km de ciclismo e 300m de corrida. )

Quem tem Instagram me segue lá

@treinadorsantiagomendonca

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 10/01/2019 - 08:20

Como atleta e professor, costumo dizer que TODA competição serve como aprendizado. 

A #tbt✨ dessa quinta remete ao Ironman Brasil realizado em MAIO de 2016 em FLORIANÓPOLIS, quando classifiquei pro MUNDIAL em Kona/HAWAII que se realizou em OUTUBRO do mesmo ano. 

Esse era meu 6° Iron. Meu PRIMEIRO na CHUVA. Lembro muito bem do FRIO que passei já na natação, mesmo nadando com ROUPA de BORRACHA. Não sentia minhas MÃOS nem meus PÉS no final dessa etapa. 

Saí pra TRANSIÇÃO (local onde ficam nossos equipamentos) e aos poucos fui voltando a sentir o pé. Coloquei meia e o manguito (peça de tecido colocado no antebraço) para enfrentar o ciclismo. Consegui AQUECER um pouco. 

Passei a primeira volta dos 90km bem dentro do ESPERADO, mas a chuva voltou a apertar a partir dos 100km e nos130km, o VENTO se juntou com a CHUVA e os INGREDIENTES pro frio do magrelo aumentaram CONSIDERAVELMENTE e vinha batendo queixo no final do ciclismo. 

Ao entrar na TRANSIÇÃO, fiz questão de me secar bem pra MINIMIZAR o FRIO. Troquei as meias e iniciei a corrida com muita DOR MUSCULAR. O frio no ciclismo judiou da musculatura muito mais do que o esperado. 

Comecei correndo COMEDIDO, num ritmo abaixo do que tinha TREINADO e fui indo assim até a musculatura AQUECER bem. 

Mais pra frente consegui colocar um ritmo melhor, mas o CANSAÇO ACUMULADO já mostrava sua cara e não tinha mais nada o que fazer pra MELHORAR e sim tentar manter para entrar dentro de uma colocação que me CLASSIFICASSE pro MUNDIAL na 35/39 anos, categoria mais numerosa e CONSEQUENTEMENTE a que tinha mais VAGAS, 14 no total. 

Terminando a prova encontrei meus ALUNOS, FAMILIARES, dei um BEIJO no meu FILHO na arquibancada e cruzei o PÓRTICO de CHEGADA. E como por um encanto, todo aquele SOFRIMENTO na prova foi ESQUECIDO. 

Por isso eu sempre digo que DESISTIR NUNCA PODE SER UMA OPÇÃO. Tive muita vontade de parar, principalmente no ciclismo. Mas eu sabia que o SOFRIMENTO iria PASSAR, mas a LEMBRANÇA de não ter conseguido completar a prova iria ficar na minha MEMÓRIA pra SEMPRE!

Portanto, nunca desista no primeiro obstáculo. Tente sempre um pouco mais. As vezes o resultado é mais impressionante do que você espera! 

 

Quem tem Instagram me segue lá:

@treinadorsantiagomendonca

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 03/01/2019 - 15:00

No dia internacional do #tbt✨ ao invés de somente lembrar de algum momento especial, podemos aproveitar o início de um novo ano para planejar nossos próximos objetivos.

➡️ Busque novos desafios.

➡️ Encontre um profissional que te ajude a concretizá-los.

➡️ Se organize de forma que você consiga manter uma rotina saudável durante todo o período, porque uma rotina muito pesada ou desgastante demais, uma hora cansa e dificilmente você conseguirá manter.

➡️ Procure escolher, junto com seu treinador, um calendário que se adeque com sua realidade, sem loucuras e com propostas progressivas. Por mais "glamouroso" que seja, entrar diretamente em um Ironman (no caso dos triatletas) ou numa maratona (no caso dos corredores) pode exigir demais do seu corpo, que precisa passar por uma adaptação às cargas.

➡️ Não desmereça as pequenas distâncias, mesmo se você já faz provas maiores. Elas te ajudam a melhorar velocidade, um ponto importante também para a aquisição de resistência.

➡️ E por fim, faça porque quer e não porque alguém mandou! 

Quem tem Instagram, me segue lá:

@treinadorsantiagomendonca

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 01/01/2019 - 17:00

Pra mim, nada exemplifica melhor o final de um CICLO, do que uma linha de CHEGADA. 

A cada META definida, existe um FIM, assim como esse 2018. 

Claro que a virada de ano não muda nada na nossa vida, se nós mesmos não MUDARMOS. 

A FORÇA de VONTADE, a PERSEVERANÇA e a RESILIÊNCIA devem continuar sendo ingredientes importantíssimos na aquisição dos nossos OBJETIVOS. 

Sendo assim, aproveite esse momento para REFLETIR. 

Lembre o que você fez de BOM, REFAÇA o que não deu tão certo e vá em frente, porque a VIDA é uma só e muito CURTA para DEIXAR algumas coisas de LADO. 

Vá em busca dos seus SONHOS, sejam quais forem, de maneira CONSCIENTE e nunca deixe de LUTAR. 

Que tenhamos um fantástico 2019! 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 20/12/2018 - 09:18Atualizado em 20/12/2018 - 09:24

Nesse penúltimo #tbt✨ de 2018 lembro do sorriso no rosto, ao chegar da minha primeira competição pós recuperação. 

Confesso, que enquanto estava na cama todo quebrado, sem poder me movimentar, triste e sem saber o que o futuro me reservava, pensei em desistir. Desistir mesmo. De tudo.

Os médicos não tinham a menor idéia de quanto tempo essa recuperação iria durar, pois a situação era bem complicada. 

Mas como um click, ou talvez utilizando aquele pensamento que sempre tive durante minha carreira no esporte, eu queria e podia MAIS. 

No momento que recebi a notícia que eu poderia voltar a fazer exercícios e que o limitante seria somente as DORES (e doía bastante) tratei aquela situação como um ciclo de treinamento para um grande evento.

Teimoso, resiliente e pragmático fui levando dia pós dia, aquela recuperação em busca de alguma coisa que nem eu sabia ao certo. O que eu sabia? Que era muito cedo para deixar de tentar.

O sorriso, significa muito mais que um bom resultado. Significa um contexto onde tive o apoio de pessoas importantes e fiéis aquilo que eu acreditava ser possível! 

Ao terminar esse pequeno relato, meus olhos enchem de lágrimas lembrando de como foi essa jornada. E tenho uma certeza... Não fiz sozinho. 

Da vida, não se leva nada, só a vida que se leva.

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 09/10/2018 - 13:00

Kailua Kona, Hawaii - Terça feira 09 de outubro de 2018.

No final da tarde de ontem, fomos ao evento chamado Heroes do IRONMAN. 

É uma apresentação que junta algumas curiosidades e trabalhos artesanais daqui, com as lendas do IRONMAN.

Ao som de uma música tipica, os HEROES são anunciados pelo microfone e falam um pouco da sua experiência e como foi chegar até ali.

Depois eles autografam um pôster e você fica com essa lembrança fantástica de quem fez a história do esporte nesses 40 anos.

E como é um evento social, temos contato direto com esses atletas. A conversa é super legal e eles são super gentis. 

Você já se imaginou em uma festa conversando com o Pelé, Garrincha, Zico entre outros que fizeram a história? É exatamente isso para quem vive esse esporte. 

Eu sigo por aqui vivenciando tudo e mostrando para vocês no Instagram @santiemkona 

 

Aloha!

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 08/10/2018 - 23:30

Kailua Kona, Hawaii - Segunda feira 08 de outubro de 2018

Hoje foi meu primeiro trabalho voluntário por aqui. Separar todos os kits que serao entregues para os 2500 atletas que competem no próximo sábado dia 13.

Em uma sala, pegavámos uma mochila personalizada, colocávamos alguns brindes dentro e voltávamos ao final da fila, para iniciar todo o processo de novo, como um linha de produção. 

Depois fiquei um tempo separando os números dos atletas que posteriormente irão dentro dessa mochila. 

Tudo em um ambiente agradável conversando com as pessoas. 

A coordenadora ao saber que eu era brasileiro, me pediu que eu ficasse responsável por ajudar na tradução das informações que serão dadas aos atletas a partir de amanhã na retirada do kit. 

Fiquei nesse meu primeiro trabalho, das 9:00 as 11:30. 

Saindo dali encontrei alguns brasileiros, fomos almoçar e seguimos curtindo o local. 

 

Amanhã tem mais! 

 

Aloha! 

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 07/10/2018 - 17:30

Acordamos, café da manhã e bora correr! 

10km na avenida mais famosa da ilha. Um percurso bem ondulado, sem plano. 

Devo ter ficado entre os 20 primeiros da prova... Mas o intuito era participar e curtir o lindo visual que essa avenida tem, por ser na beira mar! 

Muita gente assistindo, torcendo e dando aquela força pros participantes. Foi muito legal! 

Mais informações e tudo o rola por aqui, no meu Instagram @santiemkona 

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 06/10/2018 - 20:00

Hoje foi dia de encarar os 3.8km de natação no mesmo percurso que acontece o mundial de IRONMAN no próximo sábado dia 13 de outubro.

Muita gente faz questão de participar desse treino, que faz parte dos eventos paralelos que antecedem a prova. Utilizando para se ambientar com o mar a distância e a quantidade de pessoas nadando ao seu lado.

 E quando eu falo muita gente, é muita mesmo! Esse ano foram quase 700 participantes.

Como a Kailua Bay é pequena e tem pouca faixa de areia, a largada (assim como na prova do IRONMAN) é feita de dentro da água.

Foi muito legal ter participado novamente. Muitos viram golfinhos saltando quando os primeiros atletas passaram pelas bóias de marcação do percurso. Eu só consegui ver os peixes. Isso porque a água é cristalina e dá pra ver tudo! 

Agora é hora de pensar na corrida de amanhã.

Pra quem quiser mais informações e tudo o que rola no Hawaii me segue no Instagram @santiemkona que estou mostrando tudo por aqui!

Até mais! 

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 05/10/2018 - 20:00

Podemos dizer que chegar no Hawaii é maravilhoso, mas demanda um bocado de tempo!!

Saí de Criciúma logo após meio dia de quinta feira dia 04 em direção ao aeroporto internacional Salgado Filho em Porto Alegre. De lá saímos as 19:00 rumo a São Paulo e posteriormente para Los Angeles. Viajamos toda a noite e embarcamos para a Big Island no Hawaii perto das 8:00 da manhã, chegando em Kona perto do meio dia daqui, considerando que são 7 horas de diferença pelo fuso horário.

Na ida ganhamos horas dentro do dia e a volta vira uma viagem sem fim...mas isso é papo pra depois!!

Aterrissar no Hawaii é o máximo! Mesmo sendo pela terceira vez. Cada viagem é uma emoção diferente e esta será sob a visão de espectador e não de atleta como das últimas duas.

Bora descansar que amanhã tem natação no percurso do IRONMAN!

Serão 3.8km no mesmo local onde acontece a prova e serve como ambientação para os que irão competir no próximo dia 13.

Nas redes sociais procurem por @santiemkona no Instagram ou Santiago Mendonça no facebook que estarei postando imagens e tudo o que acontece por aqui!

Saudações!

 

 

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 01/10/2018 - 11:50Atualizado em 02/10/2018 - 08:44

Essa é mais uma história real, daquelas que dá orgulho em contar.

Nesses meus 24 anos de triathlon vivenciei bastante coisa. Com o fato de ser treinador, modifiquei hábitos, transformei vidas e condicionei muitas pessoas em busca de seus objetivos.

A Larissa é uma delas.

Lembro bem quando me procurou porque estava insatisfeita com seu peso corporal assim como a maioria das meninas. Lutava com o sobrepeso e precisava encaixar um esporte que ajudasse nesse processo.

Assim como todos que iniciam, alternava caminhada e corrida no método que utilizo para treinar qualquer tipo de nível de condicionamento.

Os primeiros treinos foram bem difíceis pois o início nunca é fácil.

Aos poucos ela foi ganhando condicionamento, encaixando novos desafios pessoais e passou a tentar completar uma prova de 5km. Foi lá e fez.

Seguiu firme e focada para novos desafios e completou os 10km numa outra prova e um tempo depois encarou os 21km da famosa meia maratona.

Uma evolução normal para um praticante de corrida. Mas ela queria MAIS.

Sempre gostou do triathlon e buscava informações tanto comigo quanto na internet. E aos poucos foi iniciando a natação e o ciclismo, incluídos durante a semana conforme sua disponibilidade e adaptação do seu condicionamento.

Fez sua primeira prova curta há dois anos. Nadou 750m, pedalou 20km e correu 5km. Um baita feito e que fica na minha memória com muito carinho.

Ano passado ela me questionou sobre a possibilidade de participar de um MEIO IRONMAN.

Prontamente analisei o contexto e tudo que precisaríamos fazer para chegar nisso.

Planejei o caminho para que ela conseguisse completar mais esse desafio…

E no domingo dia 30 de setembro ela completou seu maior objetivo dentro do esporte até hoje. 

NADAR 1,9km, PEDALAR 90km e CORRER 21km

Difícil mensurar em palavras o sentimento que EU, como treinador, professor e amigo, tive de vê-la completar a prova. 

Isso me remete a enaltecer o quanto isso é GRANDIOSO.

Sabe por que? Porque o triathlon é um esporte para todos, porém muito duro. 

O mais difícil não é a prova e sim o treinamento. São horas e horas durante meses, onde cansaço, dificuldades e alegrias fazem parte da rotina. 

 

Outro fato importante é que ela é uma MULHER. Tudo fica mais difícil. Desde o preconceito e desrespeito ao andar na rua como a diferença de força comparado ao homem. 

Meu trabalho foi colocar a Larissa num caminho de condicionamento onde ela completaria a prova e estivesse satisfeita com o resultado. 

Nunca buscamos o pódio, nem ganhar de ninguém, e sim que ela vencesse a si mesma e provar que podia sempre MAIS.

 

Assim como o slogan da marca IRONMAN diz “Anything is possible”, eu também acho que tudo é possível e continuo levando essa motivação à quem quiser me escutar.

Por fim, só tenho a agradecer por sentir esse orgulho ao ver meus alunos conquistando seus objetivos pessoais.

 

Lari, você é FODA.

Todo o mérito é seu, fui somente um elo entre a tua força de vontade e tua conquista. Bjos do prof. 

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 22/08/2018 - 08:00Atualizado em 23/08/2018 - 12:41

Relembrando: tudo foi muito rápido...

 

Eu caí no dia 16 de JUNHO e voltei a pedalar dia 16 de JULHO. Nesse mesmo dia iniciei a fisioterapia e voltei a nadar no dia 17 de JULHO.

 

Correr demorou um pouco mais, mas mesmo assim nem tanto...dia 23 de JULHO.

 

O treino de corrida era muito sofrido, descansando a cada km, com muita dor nas costelas, mas seguindo em frente.

 

Aos poucos fui aumentando a quilometragem nos esportes. Obviamente bem devagarinho e planejado. Isso foi me dando confiança e segurança.

 

No último domingo 19 consegui retornar às competições na corrida do Bem, organizada pelo SESI.

 

Não tinha feito nenhum treino específico ou nada que pudesse ser especial para a prova, já que não sabia o que esperar do meu corpo depois do tempo parado.

 

A largada como sempre foi muito forte. Muitos exageram nesse inicio. Eu sempre falo aos alunos que o ritmo para iniciar uma competição nunca deve ser mais forte do que foi treinado. Não existe milagre. O que você fez no treino, você deve replicar na prova.

 

A experiência ajuda muito nessas horas. Fui "escutando" as respostas que meu corpo vinha me dando ao longo da prova.

 

Pois bem, passado o primeiro quilômetro eu era o 15º colocado. Mas via notoriamente que muitos ali estavam exagerando em seus ritmos pessoais e iam pagar caro mais pra frente, principalmente porque o percurso era bem variado com subidas e descidas.

 

A organização fez um percurso diferente e mais desafiador. Não havia nenhum ponto totalmente plano onde poderíamos encaixar um ritmo constante.

 

Fui pegando cada um que ia "morrendo" depois daquele início insano. No final da primeira volta dos 5km eu me encontrava em 2º.

 

Essa colocação se manteve até o final. O campeão, um velho conhecido meu, corria a uns 2 minutos à frente e eu não tinha a menor chance de buscá-lo.

 

Pra mim foi uma vitória! Dei meu máximo, exigi o que podia do meu recém recuperado corpo e consegui um resultado muito melhor do que se esperava.

 

Agora sigo focado nos próximos objetivos!

 

O que podemos tirar disso tudo?

 

Que tudo tem volta! A única coisa que não tem volta é a morte, portanto VIVA!

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 21/08/2018 - 08:00Atualizado em 23/08/2018 - 12:43

Quando fui ao especialista de ombro praticamente 25 dias depois da queda, aquelas 8 semanas que estavam previstas viraram 4.

 

O médico me falou que não tinha mais o que fazer do ponto de vista de reconstituição e o corpo ia fazer isso sozinho.

 

E me disse: - Semana que vem, já pode tirar a tipóia e iniciar a fisioterapia.

 

Aquilo soou como música para os ouvidos de uma cabeça que vinha bem triste e com muita chance de parar com o esporte que faço há 24 anos.

(durante os dias parado em casa, tentei manter o bom humor, mas realmente precisei ser muito forte nesse quesito. Uma amiga psicóloga me falou que isso era totalmente normal. Anormal seria ter outra sensação)

 

Dado o salvo conduto para iniciar a reabilitação, como um click, aquilo mudou totalmente minha maneira de pensar e iniciei as tratativas de voltar o mais rápido possível.

 

Fui para a fisioterapia e fui nadar. Isso mesmo, nadar!

 

Muita dor e fraqueza nos tendões que seguram o ombro, depois de 30 dias de imobilização.

 

As costelas doíam direto. Ainda doem quando respiro fundo. E não tem data para isso parar.

 

Os primeiros metros foram horríveis, virada olímpica, eu tentei. MEU DEUS que dor... voltei no tempo e lembrei do tempo de iniciação na natação, batendo a mão na borda e começando tudo de novo.

 

Como o médico tinha dito que eu não poderia fazer nada para PIORAR a situação, tive segurança para tentar fazer o que desse.

 

Ele só me falou que o limite seria a minha dor. E como atleta aguenta dor praticamente todos os dias, assim fui... fazendo o que dava, todo dia um pouco de exercício, uma coisa por vez.

 

Assim, com 30 dias depois da queda, coloquei minha bike no rolo (onde vc pode pedalar dentro de casa) e iniciei minha ˜fisioterapia” caseira, além da tradicional. Não preciso dizer o quanto era sofrido. Parecia que NUNCA tinha pedalado na vida... mesma sensação com a natação e com a corrida.

 

Eu sabia que precisava ter MUITA paciência...

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 20/08/2018 - 08:00Atualizado em 20/08/2018 - 13:31

Ok, ok... eu demorei muito tempo pra escrever de novo. Da última publicação para agora, muita coisa aconteceu.

 

Pra encurtar e resumir, há exatos dois meses, tive um pequeno acidente com consequências bem preocupantes.

 

Chegando de um treino de ciclismo, a uns 8km de casa, bati em alguma coisa no asfalto, onde minha mão escorregou e me fez perder o controle da bicicleta. Na queda, cai em cima de um tachão de fiscalização de rodovia.

 

Muita dor local, respiração comprometida e ali eu fiquei, sem poder me mover.

 

Era impossível ficar deitado de costas e fiquei de lado, falando e respirando como dava, pois a batida tinha sido bem forte e minha respiração estava muito curta.

Meu parceiro de treino rapidamente acionou os bombeiros que prontamente vieram me socorrer. No meio disso tudo, que pra mim parecia uma eternidade, chegaram alguns ciclistas prontos para ajudar e muitos carros diminuíam a velocidade para ver o que tinha acontecido.

 

A dor nas costas era absurda. Tanto que os momentos de passagem chão-maca-hospital-raiox-leito foram doloridos ao extremo.

 

Resultado:

Uma escápula quebrada

7 costelas fissuradas (uma delas quebrada)

Pulmão 20% inflamado

Um pneumotórax leve

Um rim sob observação, pois urinava sangue (isso durou 4 dias)

 

Minha primeira pergunta ao médico foi... – Em quanto tempo eu fico bom?

 

A resposta, nenhum pouco animadora... -Olha, 3 a 6 meses.

 

Fiquei 5 dias no hospital. Medicado a cada 3 horas e sem perspectiva de voltar à ativa.

 

Tive alta e foi outra epopéia. Leito-maca-ambulância-cadeira com rodinha-elevador (o solavanco no vão da porta do elevador foi um horror)-sofá. E ali fiquei mais alguns dias.

 

Durante esses dias, fui obrigado a resetar minha cabeça, pois estamos acostumados a fazer tudo sozinhos e naquele momento, eu estava TOTALMENTE dependente e precisava de muita ajuda, pra tudo. E entender que naquele momento teria que ser assim, mesmo que fosse meio estranho e que a gente sempre tenta fazer sozinho. Quer uma dica? Não tente.

 

Confesso que durante os primeiros dias, foi muito difícil, principalmente na parte psicológica. Não querer fazer nada, só dormir. Sem pensar em treinar e pensar até em desistir de tudo...

Continua... 

 

 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 19/02/2018 - 07:00

Tínhamos corrido 5km no dia anterior com aquele frio "FROZEN" e era hora de enfrentar 10km.

Tudo certo, já que no primeiro dia já tínhamos sanado todas as possíveis dúvidas sobre rodovias, estacionamento e entrega de sacolas no guarda volume.

A logística é  muito parecida, diferenciando somente no percurso, que além do trajeto dentro do parque, ainda pega uma rodovia de acesso para fechar a distância de 10km.

Fomos pra largada, após todo ritual pré prova (aquecimento, larga sacola e beijo de boa sorte).

Novamente, muita gente já estava preparada esperando o tiro de largada. Imaginem organizar 10.000 pessoas, divididas em inúmeros setores. Eu era do “A”, bem perto do pórtico de largada. 

Eis que encontro o João Avelar, também brasileiro, que tinha sido campeão geral dos 5km e tinha toda a condição de vencer os 10km. Ele, assim como eu, queria largar o mais próximo do pórtico possível, para evitar precisar ultrapassar muita gente no começo da corrida. 

Foi ai que iniciamos um "procedimento padrão" de pedir licença e ir passando pelos buracos no meio das pessoas. Muitos dão passagem sem problemas. Aqueles que faziam cara feia eu dizia: "Elite atlhete" e facilitava muito, pois para os que duvidavam, eu falava que o Avelar tinha ganhado os 5km, correndo na casa de 15min e eles abriam passagem! 

Depois de vários “excuse me e elite athlete”, chegamos ao ponto onde queríamos. Não demorou muito para o tiro de largada e a pauleira começou. Estava bem frio. Porém um pouco menos que o dia anterior. 

Como minha estratégia era correr o mais forte possível, já que em 2015 eu tinha sido 3º colocado geral dessa prova, larguei em ritmo acelerado para me posicionar junto aos melhores corredores.

Nessa hora o Avelar sumiu! Nossa diferença de nível é grande e ele logo abriu vantagem lá na frente.

Corri muitos quilômetros disputando a 3ª colocação. Estava muito contente de como meu corpo vinha respondendo, já que não tinha feito nenhum treino forte para essa prova. Estava voltando de lesão e essa corrida não era o meu maior objetivo. Tinha plena consciência de que eu ia fazer o que desse.

Chegando no km 5 pro 6, outro atleta chegou perto. O ritmo começou a aumentar. Os 3´30”min/km que vínhamos fazendo, automaticamente virou 3´25min/km. Agüentei até o km 8 dessa forma e vi aquela disputa pelo 3º lugar ficar um pouco mais distante de mim. Eles foram abrindo bem aos pouquinhos. Segurei o ritmo forte quase até o final.

Eis que faltando uns 400m, fui ultrapassado num sprint e não consegui seguir junto até a chegada. Acabei sendo 6º colocado GERAL dos mais de 10.000 atletas que largaram e vice-campeão da minha categoria (aquele que me passou no finalzinho, era da minha faixa etária). 

Mesmo não obtendo o mesmo resultado de 2015, fiquei muito contente porque sentia o meu corpo responder aos estímulos, numa fase bem precoce do treinamento. Isso me deixou muito satisfeito.

Rapidamente passei pela área de hidratação e alimentação e fui me trocar. Era hora de descansar, pois o “pior” ainda estava por vir... Os 21km no sábado e os 42km no domingo!!

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 08/02/2018 - 10:00

Pois bem, tudo arrumado para enfrentar o desafio de correr 78km divididos em:
5km na quinta feira
10km na sexta feira
21km no sábado
42km no domingo

Tentamos dormir cedo na quarta feira que antecedia a primeira corrida, mas com a adaptação ao fuso e mais a ansiedade, nem lembro direito a hora que fomos pra cama. Tínhamos que acordar às 3:00 para que no máximo às 4:00 estivéssemos saindo de casa rumo ao Epcot, local de largada. 

(Na Disney você tem duas opções. Ficar em um hotel dentro do complexo, onde eles viabilizam ônibus para levar os corredores até a largada, ou fora, que foi o nosso caso, precisando ir de carro próprio.)


Waze ligado e seguimos rumo ao Epcot Center. Já tínhamos lido bastante coisa sobre como chegar de carro próprio e eu particularmente tinha uma preocupação com o aviso que a própria organização nos dava:
 "Considere MUITOS ATRASOS em função de fechamento das rodovias" 

Um grupo do Facebook dizia uma coisa muito importante e real... "Como chegar no local de largada as 4:00 da manhã? Só seguir os carros indo em direção do Epcot, pois todos estarão indo para o mesmo objetivo!"

Chegamos com extrema tranqüilidade. Lembra da organização impecável na retirada do kit? Ela é assim nas rodovias e na hora de estacionar o carro, pois na Disney quem escolhe o lugar é o funcionário e não você.
Nem tente experimentar estacionar numa vaga sem ser indicado que vai levar apito e uma baita repreensão... vi isso na minha primeira vez por lá com um carro na minha frente. É por isso que as coisas FUNCIONAM. Não existe o jeitinho, existe o certo e igual para todos. Todos andam na linha e tudo flui... Ah se o Brasil fosse assim!

Estacionei (onde me mandaram) e fomos caminhando para a estrutura montada no estacionamento do Epcot Center. 

Ali, já sentíamos o frio intenso que vinha deixando os moradores da Flórida perplexos. O normal é um frio “aguentável” e não o absurdo que vinha fazendo, com temperaturas perto de 0* Celsius. Vínhamos pesquisando o clima antes de viajar e tudo indicava tempo bom com temperaturas entre 7 e 25. O que ninguém estava preparado era para a frente gelada que atravessou os EUA nessa época. Recebíamos alertas a todo instante sobre o risco de geada e de congelamento, o que realmente aconteceu em alguns locais. 
Nós que moramos no Sul do Brasil, estamos um pouco "acostumados" com frio... agora imagina para quem mora na Flórida, que escolheu o local justamente para fugir de baixas temperaturas, ser pego de surpresa com a possibilidade de nevasca. Faço uma analogia com meus amigos que moram na Bahia e quase morreram com 15 graus quando competiram em Porto Alegre.

Passamos pelo bag-check (como norma de segurança, você só pode levar a sacola transparente fornecida no kit para o local de largada, sendo que deverá ser deixada no guarda volume, que fica um pouco mais a frente).
Feito tudo isso, era hora de ir ao local de largada a uns 200m dali. 

O mais difícil foi escolher com qual roupa correr, já que a sensação térmica era abaixo de zero nesse momento. Some 0 grau + vento = momento totalmente FROZEN!!! Na hora não tinha como não se lembrar da musiquinha, que por muito tempo ficou na cabeça dos pais que assistiram ao filme com seus filhos... Let it GO, let it GO... 

Confesso que eu NUNCA tinha corrido de moleton na vida! Calça e parte de cima! E mesmo assim ainda sentia frio, mesmo com segunda pele, dois pares de meia, luva, touca... Só faltou um aquecedor portátil... hahahaha

E assim largamos as 5:30 da manhã, com aquela sensação gelada, todo cheio de roupa, mas curtindo cada metro!

Os 5km tem o percurso todo dentro do Epcot Center. Iniciando no estacionamento, passando pelo World SHOWCASE (pavilhões em torno de um lago, onde 11 países são representados e contém arquitetura, paisagens, ruas, atrações, lojas e restaurantes temáticos representando a cultura e culinária de cada um deles) tudo muito bonito e iluminado que ajuda a esquecer por um momento aquele frio todo!

Saindo do SHOWCASE, retornamos em direção à Spaceship Earth, famosa "bola" símbolo do parque, onde é a chegada. 
Passada a chegada, hora de colocar mais roupa e ir pro carro, já que o frio continuava nos castigando. Nessa hora eu rezava para que a temperatura aumentasse um pouco, para não sofrer tanto nas próximas provas...
 

Santiago Mendonça
Por Santiago Mendonça 01/02/2018 - 15:00Atualizado em 02/02/2018 - 09:27

Uma das melhores e maiores experiências que uma pessoa que corre ou que pratica esporte (não precisa ser experiente ou profissional) pode ter na vida, se chama RunDisney. 

Nesses meus 24 anos de experiência no esporte, onde já competi mais de 200 vezes (talvez bem mais, já que não faço contabilidade de provas faz tempo), vivenciei de tudo um pouco.

Provas simples, umas rápidas outras longas, percursos em meio à natureza, outras totalmente urbanas, de organização impecável e outras nem tanto... Mas nada se compara com o que senti correndo um evento da RunDisney. 

Pra início de conversa, pensa na organização que atrai de 60.000 a 80.000 pessoas nos 5 dias de evento, sendo o primeiro de retirada de kits e os outros 4 de provas.

Só ali, eles já dão banho em rapidez e agilidade pois dificilmente você ficará parado na fila por muito tempo. 

A retirada do kit é na ESPN, que faz parte do complexo Disney e é um local enorme com muitos campos de beisebol, futebol americano, pista de corrida, ginásios poliesportivos e mais áreas de alimentação. Só ali você já baba de tanta estrutura.
Após a retirada do nosso número de competição, fizemos aquela passeada básica por toda essa estrutura que enche os olhos até de quem não gosta de atividade física. 

Pra não dizer que não havia fila, existe uma e muito grande... A fila dos itens comemorativos. Nos EUA é muito comum isso. Eles esperam por horas para conseguir alguns itens do aniversário de 25 anos da Maratona no tamanho e cores desejadas. Quem não quer ficar na fila, se contenta com o que sobrar... Como não estávamos ali pra isso, nem demos bola e seguimos nosso passeio. Nada demorado, porque iríamos enfrentar 4 dias de corrida em seqüência... 
 

« 1 2