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Transferência de responsabilidade

MInha coluna de hoje em A TRIBUNA
João Nassif
Por João Nassif 25/01/2019 - 07:26Atualizado em 25/01/2019 - 12:12

Não gostei das declarações pós jogo do técnico Doriva. Imputar à arbitragem outra derrota do Criciúma é tentativa de desviar o foco. Colocar também no gramado o resultado negativo também não é o melhor caminho. Na questão arbitragem o gol anulado do Marcinho Júnior, por impedimento, ninguém pode afirmar que houve erro do assistente. O jogo foi transmitido pelo Globoesporte.com que não tem a câmera do impedimento o que dificulta uma melhor avaliação do lance, mesmo que o Doriva tenha informações que o gol foi legal. Com relação ao gramado, ficou ruim para os dois times e a Chapecoense depois da paralização de quase uma hora voltou mais ligada, fez o gol e dominou o jogo até o final.

A MELHOR LEITURA
Doriva foi bem melhor na entrevista quando exaltou a pegada da Chapecoense no retorno depois da chuva. O time voltou mais ligado e mesmo com poucos torcedores, pois a maioria tinha mais o que fazer, mostrou capacidade de reação depois de ter sido dominada no primeiro tempo. Doriva também destacou o mau posicionamento defensivo no gol do adversário, mas entendo que esta é uma situação normal de jogo, ainda mais num time que ainda busca o melhor preparo físico e entrosamento. É por aí e não justificando a derrota pela arbitragem ou gramado.

REVOADA
A movimentação do mercado do futebol quando abrem as janelas de transferências internacionais faz com que o Brasil seja o maior exportador de mão ou pé de obra como queiram. Todos os anos centenas de jogadores são negociados para países da Europa e Ásia e um pouco também para a África. Muitos retornam depois de algum tempo ou por deficiência técnica ou por falta de adaptação, enfim o jogador brasileiro é o maior alvo da cobiça dos clubes estrangeiros.

GRANA PRETA
Tenho notado o retorno de alguns atletas muito bons tecnicamente que vão lá fora, fazem um belo pé de meia e muitas vezes ainda com contrato em vigência forçam a barra para serem repatriados. Tem muito a ver com a família que não se ajusta aos costumes locais e insiste no retorno. Outras vezes os próprios empresários que levaram trabalham pela volta para faturar os percentuais acertados nas negociações, assim a roda fica sempre em movimento envolvendo dólares e euros que muitas vezes atingem cifras astronômicas. 

VAMOS PEDALAR?
Será domingo dia 26 às 16:00hs, no Balneário Rincão, o maior Passeio Ciclístico das Praias do Sul. A Cruz Vermelha e Equipe Multi-Institucional convidam as famílias e os amigos a participar! Mais uma vez aplausos ao Almir Fernandes por coordenar esta iniciativa.

MEMÓRIA
25/01/2010 – “PELA HORA DA MORTE”

O Criciúma tem este ano o pior início de campeonato catarinense de sua história. Desde 1978, ano em que surgiu o Criciúma, sucessor do Comerciário, são 33 campeonatos catarinenses disputados e em nenhum deles o Criciúma perdeu as três primeiras partidas da competição. Muitos afirmam que é o pior time da história, confesso que não acompanhei todos os campeonatos, nas duas vezes em que vim trabalhar na cidade pude presenciar com este de agora 14 estaduais e posso dizer que realmente é um dos piores destes anos todos.


 

4oito

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