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Sem família e sem parças

Neymar o dono da seleção
João Nassif
Por João Nassif 17/10/2018 - 17:30

A principal notícia produzida pela seleção brasileira neste seu giro caça-níquel pela Arábia Saudita foi que Neymar estava “isolado” no grupo de jogadores. Não estava isolado de seus companheiros, mas isolado da família e dos famosos parças.

O cumprimento de uma obrigação acaba virando notícia, pois o jogador é a grande estrela da companhia e qualquer movimento ao seu redor vira notícia e algumas vezes comoção nacional.

Posso pensar que não foi o técnico e a comissão técnica que “isolou” Neymar. Não teriam coragem em afrontar o ídolo, a ordem deve ter vindo de cima, da direção da CBF que ouviu as muitas críticas pelas mordomias dadas ao jogador durante a Copa do Mundo e o fracasso potencializou a forma como o próprio técnico e seus assessores justificaram a desclassificação.

Além do absurdo destes jogos amistosos contra seleções de nível muito baixo, expor o time titular não é o melhor caminho. Os jogos deveriam servir para observar novos valores, muitos com futebol para jogar o próximo Mundial, além de não desfalcar os times que ainda lutam por conquistas em algumas competições. A própria Argentina usou o amistoso de terça-feira para novas avalições deixando de fora seus principais jogadores, Messi, Di Maria, Aguero e Higuain. 

O problema é a necessidade do Neymar em bater recordes com a camisa da seleção. Em breve será seu maior artilheiro da história. A necessidade do técnico aumentar cada vez mais seu rendimento. Venceu todos os quatro amistosos depois da Copa do Mundo, contra El Salvador, Estados Unidos, Arábia Saudita e uma Argentina que jogou com um arremedo de seleção.

E mais, desde muito tempo está escancarada a Neymar-dependência do selecionado nacional. Joga da forma que bem entende e muitas vezes mesmo ocupando a faixa esquerda do campo faz suas firulas, dribla com a habilidade que tem e contra equipes de nível inferior vai fazendo seus golzinhos. Os demais correm, se matam para entregar-lhe a bola.

Mas enfim, enquanto as seleções europeias de ponta estão disputando a Liga das Nações, competição que vale pontos e muita grana a brasileira fica sem confrontos mais qualificados e vai em busca de dólares para engordar os cofres da CBF, alcançar recordes individuais até chegar ao Qatar em 2022 e mais uma vez ter dificuldades para alcançar novo título Mundial.
 

4oito

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