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Salão de festas Heriberto Hülse

Criciúma sem poder de reação
João Nassif
Por João Nassif 09/10/2019 - 07:45Atualizado em 09/10/2019 - 07:47

O Criciúma adquiriu respeito no futebol nacional por saber fazer prevalecer o fator campo e suas maiores conquistas teve esta condição decisiva em qualquer competição. 

O Heriberto Hülse foi um caldeirão que merecia respeito e temor dos adversários, inclusive lembro que em 1992 o falecido técnico Telê Santana afirmou que era sempre um risco jogar em Criciúma. Telê foi um dos melhores técnicos produzidos pelo futebol brasileiro.

Quando o clube conseguiu reunir um grupo de jogadores que misturava grande qualidade técnica de alguns, com muita disposição e amor à camisa de todos, conseguiu ganhar títulos e fidelizar sua torcida que sempre lotava o estádio sabendo que a vitória era questão de 90 minutos. Os adversários aprenderam respeitar o Criciúma.

Nos últimos tempos o que se tem visto é exatamente o contrário. Qualquer time, por menor que seja, vem com o discurso pronto afirmando que o Criciúma é muito forte em casa, que é muito difícil jogar no Heriberto Hülse e quando o jogo termina vão embora quase sempre satisfeitos com o resultado.

Mesmo a torcida do Tigre, resignada pela péssima gestão dos últimos anos já mostra um processo de letargia e até aplaude no empate e muita festa quando o time sai da zona do rebaixamento. A torcida que vai minguando só aparece quando o ingresso é barato. 

As dezenas de técnicos que passaram recentemente pelo clube não conseguem convencer nas explicações por maus resultados, os jogadores não conseguem superar com suor a falta de qualidade e assim aos poucos o clube vai entrando num perigoso processo de queda deixando o futuro obscuro por falta de maior perspectiva.

4oito

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